terça-feira, 23 de agosto de 2016

quarta-feira, 10 de agosto de 2016





DEUS O PAI PERFEITO

Texto: Mateus 6:7-15
Comemoramos o Dia dos Pais. A relação entre pai e filho é tão importante e nobre que Cristo usou a analogia de Pai e filho para nos mostrar como deve ser nosso relacionamento com Deus. “Toda vez em que essa analogia é usada, porém, isto é, toda vez que repetimos a Oração do Senhor, deve ser lembrado que o Salvador fez uso dela num momento e lugar em que a autoridade paternal tinha uma posição muito mais elevada do que nos tempos modernos. Amor entre pai e filho, neste símbolo, significa essencialmente um amor cheio de autoridade de um lado, e amor obediente do outro.” Assim, nossos pais terrenos podem influenciar, de forma inconsciente, nossa perspectiva do Pai celeste. Mas, infelizmente, nosso mundo está infestado por uma epidemia de dor. Com o número de divórcios aumentando e o abuso contra as crianças berrando nas manchetes nacionais, não é de surpreender que para muitos o conceito de um Deus-Pai provoca reações de ira, ressentimento e rejeição. Por não conhecerem um pai humano bondoso e atencioso, mostra uma visão distorcida do amor do Pai celeste. Em muitos casos, esses indivíduos sofredores escolheram tão somente negar ou desprezar a existência de Deus. O que frustra a compreensão de Deus como Pai? Além das experiências negativas na infância, muitos experimentam um bloqueio emocional ou mental quando tentam chamar Deus de “Pai”, pois não o conhecem pessoalmente. Há diferença entre saber a respeito de Deus e conhecê-lo pessoalmente. “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome;” João 1:12
Outras pessoas têm dificuldade de relacionar-se com Deus como Pai porque durante a vida toda foram ensinadas a respeitá-lo. Para elas isso significa chamá-lo de Senhor. Usar um termo informal como “Pai”, parece-lhes falta de reverência. Entretanto a Bíblia nos ensina a chamar a Deus de “Pai” quando oramos: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;” Mateus 6:9 e nos diz que Ele deseja ter um relacionamento íntimo e pessoal conosco, seus filhos.
2. Algumas de nossas dificuldades mais comuns para compreendermos o imensurável amor de Deus são as feridas emocionais. Muitas vezes, essas feridas produzem cicatrizes que nos fazem hesitarem confiar inteiramente nele como
Pai.
Inúmeras pessoas sofrem mágoas e rejeição da família e não têm uma genuína figura paterna com quem se identificar. Tais experiências as impedem de conhecer a Deus como Ele realmente é,negando-lhes a alegria de desfrutar intimidade verdadeira com Ele. Há pelo menos sete diferentes áreas de conceitos errados a respeito de Deus que, com frequência, têm origem na infância:
1.       Autoridade – Às vezes fugimos da autoridade do nosso Pai celeste porque imaginamos que será como as outras figuras de autoridade em nossa vida. Não será! Ele é perfeito amor. É ele quem ordena: “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.” Efésios 6:4 2.
2.       Confiança – Para alguém que não sabe o que é ter pai, seja por causa de morte ou divórcio ,ou ainda por ter sido relegado à “orfandade” pelas exigências das carreiras dos pais, é difícil não duvidar da fidelidade de Deus. Não conseguem apagar as recordações infantis de promessas desfeitas e do abandono. Entretanto, seu Pai celeste estava presente quando você dava os primeiros passos como criança. Ele presenciou as mágoas e desapontamentos de sua adolescência e, neste instante, está presente com você. A intenção de Deus era que o cuidado e a segurança de um bom lar o preparassem para o amor dele.. Deus é o único Pai que jamais falhará conosco: “Se formos infiéis, ele permanece fiel; não podenegar-se a si mesmo.” 2 Timóteo 2:13 3.
3.       Valores – Nos nossos modernos lares, cheios de bugigangas caras e frágeis, as crianças ouvem constantemente palavras sobre a importância e o valor das coisas. No entanto ,muitas poucas vezes ouvem um simples: “-Eu te amo!”. Uma espécie de slogan, ou bordãoo repetitivo e destrutivo, vai cavando seu caminho no subconsciente das crianças: “As coisas são mais importantes do que eu. As coisas são mais importantes do que eu.” Não precisamos abandonar nossos lares e coisas, mas é precisamos alterar radicalmente as prioridades de modo que possamos comunicar o amor de Deus aos nossos filhos .Os valores de Deus diferem significativamente dos nossos. A criação exibe extravagância de cores e complexidade de formas, que transcendem o simples valor funcional. Uma pequena flor branca pode não ter valor econômico, apesar disso foi criada por Deus na esperança de que um dia um de seus filhos pudesse olhá-la e receber a benção dessa beleza. Além de que esta flor pode frutificar e dar um grande valor aos frutos, Deus e exemplo de humildade em sua criação ,A maior demonstração de amor do coração paterno de Deus revela-se na sua atenção aos detalhes de nossa vida. Deus não é avarento, possessivo, nem materialista. Somos nós que, com frequência, usamos as pessoas como se fossem objetos; Ele usa os objetos para abençoar as pessoas. Deus manifesta a sua generosidade mediante dádivas mais importantes do que meras coisas materiais. Graciosamente, Ele nos dá o que não pode ser tocado nem tem preço: o perdão, a misericórdia e o amor.
4.       . Afeição – Quando meu filhinho chega do quintal coberto sujeira e lama, eu o apanho e o lavo. Rejeito a sujeira, não rejeito o meu filho. Sim, nós pecamos. Realmente, quebramos o coração de Deus. Contudo, ainda somos o centro da atenção e do afeto divinos –. É Ele quem nos procurou para conceder-nos perdão e amor. Nós dizemos “Encontrei o Senhor”, mas na verdade foi Ele que, buscou, nos encontrou. Os meninos, por conta do falso conceito de masculinidade, recebem pouco afeto físico da parte dos pais. É comum ouvirem: “Não chore filho; homem não chora”. Entretanto, o amor de Deus cura os ferimentos de meninos e meninas da mesma maneira. Moisés certa vez invocou uma benção sobre cada tribo de Israel. A uma delas ele disse: “O amado do SENHOR habitará seguro com ele; todo o dia o cobrirá; e morará entre os seus ombros.” Deuteronômio 33:12. É aí que você habita também. Seja lá o que você é ou se tornará, você jamais deixará de ser nada mais, nada menos do que uma criança nos braços de Deus.
5.        Presença – Há um atributo de Deus que nem mesmo o melhor pai pode esperar imitar – a capacidade divina de estar conosco o tempo todo. Os pais humanos simplesmente não podem dar aos filhos toda a atenção 24 horas por dia. No entanto, Deus é diferente. Ele não apenas está com você o tempo todo, mas também lhe dá atenção de forma individual: “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” 1 Pedro 5:7 Deus é, e sempre será, nosso Pai verdadeiro. Procure não se ressentir das falhas dos pais terrenos, pois eles não passam de crianças que cresceram e vieram a ter crianças também. Em vez disso, deleite-se no maravilhoso amor do seu Deus e Pai.
6.       . Aceitação – Vivemos numa sociedade voltada para o desempenho. Mesmo quando não passava de um bebê você já era comparado a outras criancinhas. Muitos pais passam aos filhos a mensagem do tipo: se você trouxer para casa boletins com boas notas, se você tiver boa aparência, se você..., então, sim, você será aceito e “amado”. Nosso Deus, porém, nos ama com um amor incondicional. Nosso Pai celestial nos ama porque é amor. Embora não precisemos fazer nada para convencê-lo a nos amar, devemos receber seu amor. O que Deus nos pede é que nos aproximemos dele com honestidade e sinceridade; então Ele nos perdoará e nos transformará nos filhos que Ele deseja.
7.       .Comunicação – Uma tarefa difícil é a comunicação aberta e amorosa, sobretudo para os pais. Talvez por isso muitas pessoas retratam Deus tal qual seus pais terrenos: um homem bom e honesto, mas quieto e tímido, que jamais diz aos filhos que os ama e raramente conversa com eles.. No entanto, Deus comunica seu amor por nós de maneira claríssima. Na verdade, ele nos ama tanto que: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16 Deus se fez carne e habitou entre nós para nos comunicar esse amor incondicional. Se você acredita ter sido prejudicado em seu relacionamento com Deus por causa de uma carência, quer em uma área de amor paterno, quer materno, diga ao Senhor como você se sente e peça-lhe ajuda.


Entenda que você não está sozinho. Não existem pessoas perfeitas... nem pais nem mãe que nunca erraram. Todos já sofreram um tipo ou outro de mágoa. O importante é que você comece a conhecer a Deus pelo que Ele realmente é. Somente Deus é o Pai Perfeito. Ele sempre disciplina em amor. É fiel, generoso, bondoso e justo, e almeja passar bastante tempo com você. Seu Pai celeste quer que você receba o seu amor e saiba que você é especial e singular aos olhos dEle.

sábado, 18 de junho de 2016

O CRISTÃO E AS FESTAS JUNINAS


Decidi dedicar um pouco de tempo a este assunto e, ao ler o livro de Deuteronômio (Dt 25.17), numa passagem que retrata a confirmação da aliança de Deus com o seu povo, lembrando as promessas de bênção, encontrei esta passagem que creio, responde qualquer dúvida que um sincero cristão possa ter quanto a este assunto. Num primeiro momento quero estender o termo cristão o máximo possível, aceitando como cristão (ao menos por enquanto) como "todo aquele que se confessa seguidor de Cristo".
As chamadas festas juninas estão entre as três grandes festas anuais do calendário brasileiro (carnaval, juninas e natal). O país fica animado com a música (caipira e irritante), comidas típicas à base de milho e mandioca e as famosas quadrilhas (como se no Brasil já não as tivéssemos o bastante o ano inteiro). As festividades são dedicadas a três "santos" do romanismo: Antônio (dia 13), João Batista (24) e Pedro (28). Quero considerar tais práticas à luz da história e da bíblia.
As festas populares juninas são mais antigas que o cristianismo. Esta época (solstício de verão e ápice da estação) era marcada pelo início da colheita. Os celtas, bascos, egípcios e sumérios faziam rituais para garantir a fertilidade da terra (e das mulheres que em muitos lugares tinham relações com diversos homens) e o crescimento da vegetação após o inverno que começava a se aproximar.
Havia oferendas de comidas, bebidas e animais às divindades pagãs. Havia muitas danças ao redor das fogueiras para espantar maus espíritos. As crianças geradas nas festas anteriores [de pais desconhecidos] eram passadas pela fumaça das fogueiras como proteção contra os espíritos.
Em Roma (sempre lá) havia as festas junônias, em homenagem à deusa Juno (dona do mês de junho). Seria daí o nome "festas juninas"? Estas celebrações coincidiam com a data da comemoração do nascimento de João Batista, e como a igreja de então não conseguia extirpar o mal, preferiu "encampá-lo", vestindo-o com uma nova roupagem pseudocristã. Mais tarde os jesuítas trouxeram estas festividades para o Brasil, realizando várias alterações e inserindo práticas novas e sincretistas.
Vejamos o significado de alguns dos rituais (além do passar pela fogueira e oferendas de comidas):
O MASTRO: símbolo da fertilidade (falo, órgão sexual masculino), acreditava-se que trazia sorte à residência que o erigisse.
FOGUEIRA: para os pagãos espantavam os maus espíritos, e para os cristãos medievais simbolizavam a luz, portanto, sinal de bênção. No catolicismo tradicional são acesas sempre às 6.00h (hora da "Ave Maria" - por causa de uma lenda na qual Isabel teria combinado avisar a Maria do nascimento de João acendendo uma grande fogueira). Aliás, cada fogueira é arranjada de modo diferente: a de Antônio é quadrangular, a de Pedro é triangular e a de João é arredondada.
FOGOS DE ARTIFÍCIO: os antigos acreditavam que os fogos tinham eficácia para espantar os maus espíritos, o diabo e seus demônios, protegendo os que estivessem nos atos festivais.
BALÕES: simbolizavam os pedidos aos deuses - ou aos santos. Se subirem, é porque os pedidos foram aceitos. Adotados como simbolizando os avisos de que a festa está para começar [haja bombeiros].
ESCONDER A IMAGEM DE ANTÔNIO: o personagem histórico, um franciscano de nome Fernando, rebatizado Antônio, ganhou fama por ajudar a encontrar objetos perdidos e cuidar de enfermos. Uma moça pobre, que não conseguia casar, teria feito uma oração ao santo e conseguido o dote. Daí a virar o santo preferido das jovens "casadoiras" foi questão de tempo. Alguém passou a divulgar que o santo atendia mais rapidamente se fosse colocado de cabeça pra baixo em um lugar escuro ou se lhe fosse tirado a imagem do menino que carrega (tortura ao santo de devoção - uma tolice dentro de outra).
E OS CRISTÃOS, O QUE SE ESPERA DELES?
É isto lícito para um cristão? Os cristãos evangélicos (e aqui estou começando a limitar o sentido do termo cristãos) e seus filhos podem participar de atividades juninas nas escolas ou em qualquer outras sociedades? E professores, convocados para trabalhar nestas festividades? Alguns argumentam que podem perder o emprego. Lembremos, entretanto, que é garantia constitucional que ninguém deve ser obrigado a algo que fira sua consciência religiosa – e isto se aplica até mesmo a votar e ao serviço militar. Devem as igrejas promover algum tipo de festividade semelhante (como festa da colheita, festa caipira ou das nações)? Sei que talvez vá causar algum tipo de polêmica, mas se os líderes do povo de Deus não os chamarem a pensarem sobre as implicações de suas atitudes [Pv 29:18: Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz] o mal triunfará.
A primeira resposta é: as festas idólatras são vedadas aos verdadeiros cristãos [Ez 20.7: Então, lhes disse: Cada um lance de si as abominações de que se agradam os seus olhos, e não vos contamineis com os ídolos do Egito; eu sou o SENHOR, vosso Deus]. Veja também a advertência de Deus através do profeta Oséias [Os 14:8: Ó Efraim, que tenho eu com os ídolos? Eu te ouvirei e cuidarei de ti; sou como o cipreste verde; de mim procede o teu fruto]. Não importa o motivo alegado, por mais santo que possa parecer qualquer participação em festas idólatras é idolatria e é um pecado gravíssimo [I Co 10.22: Ou provocaremos zelos no Senhor? Somos, acaso, mais fortes do que ele?] e horrível cousa é sofrer o merecido castigo de Deus sobre os pecados cometidos, especialmente voluntaria e conscientemente [Hb 10.31: Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo].
A segunda resposta é que aproveitar o clima (junino) para a pregação do evangelho é só uma desculpa para não fazê-lo o ano todo, além de criar uma evidente semelhança com o mal. As desculpas que se usam vão desde arrecadação de fundos a evangelismo, passando por obrigação profissional. Não importa a razão, as festas juninas são festas pagãs e ofensivas a Deus. Nenhum cristão deve envolver-se em práticas herdadas do paganismo. O cristão não pode adequar seu modo de viver numa espécie de mundanização ou relativismo cultural (aliás, hoje, legalmente, nenhum cristão é obrigado a participar de qualquer culto ou prática religiosa travestida de cultura ou folclore - isto é uma garantia constitucional).
Não era assim no início da Igreja Cristã. Os cristãos dos primeiros séculos poderiam salvar a sua vida se apenas aceitassem dizer uma frase: "César é senhor", mas a grande maioria deles preferiu a morte, afirmando veementemente que somente "Cristo é o Senhor" [I Co 12.3: Por isso, vos faço compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus afirma: Anátema, Jesus! Por outro lado, ninguém pode dizer: Senhor Jesus!, senão pelo Espírito Santo]. Ninguém podia tomar uma atitude semelhante se não fosse impulsionado pelo Espírito de Cristo em seu coração (bem diferente do espírito do mundo).
Lembremos que os promotores das festas juninas querem pagar promessas por dádivas que teriam sido recebidas dos seus santos patronos (ou pedir-lhes algo).
Isto na prática é invocação de mortos, uma atitude condenada veementemente pelas escrituras, em textos como Lv 19.31 [Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos; não os procureis para serdes contaminados por eles. Eu sou o SENHOR, vosso Deus], Lv 20.6[Quando alguém se virar para os necromantes e feiticeiros, para se prostituir com eles, eu me voltarei contra ele e o eliminarei do meio do seu povo] e Lv 20.27 [O homem ou mulher que sejam necromantes ou sejam feiticeiros serão mortos; serão apedrejados; o seu sangue cairá sobre eles]. Veja ainda Is 8.19 Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?].
Mas a verdade é que mortos nada fazem por mortos [espirituais], e somente de Deus nos vêm todas as bênçãos [Tg 1:17: Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança]. Se ele não aceitava a necromancia em Israel, aceitá-la-ia na igreja, santuário do seu Espírito Santo [I Co 3.16: Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?]? É óbvio que não.
Como os sacrifícios (especialmente as comidas, bebidas e doces benzidos) são feitos aos padroeiros e suas imagens (idolatria), só nos resta lembrar a advertência do apóstolo Paulo: tais sacrifícios são a demônios e o cristão não tem nem deve ter absolutamente nada com eles [I Co 10.20-22: Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou provocaremos zelos no Senhor? Somos, acaso, mais fortes do que ele?].
Considerando tudo isto, pergunto: você acha lícito um cristão verdadeiro (e não é o fato de ter o nome numa lista de membros de determinada igreja - por mais ortodoxa que ela seja - que faz de alguém cristão) participar de uma festividade cuja origem está na idolatria pagã?
Quero lembrar as palavras de Paulo, que, embora trate de coisas lícitas, as julga inconvenientes. Quanto mais para coisas ilícitas à luz das Escrituras [I Co 10.23: Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam]. Termino com uma citação do livro que acaba com todas as dúvidas: a bíblia sagrada (pelo menos para o cristão):
"Maldito o homem que fizer imagem de escultura ou de fundição, abominável ao SENHOR, obra de artífice, e a puser em lugar oculto. E todo o povo responderá: Amém!"
Dt 27.15

Só este verso já deveria acabar com o culto idólatra a Antônio, Cosme, Damião, João Batista ou Pedro - e a todos os outros, que lhe são semelhantes. Ao que nos cabe, então bradar: "Fugi da idolatria [I Co 10.14], povo de Deus - para não se tornarem partícipes dos flagelos destinados aos idólatras": o fogo do inferno, não uma simples fogueirinha.

Pastor presbiteriano, de convicção teológica e litúrgica calvinista, bacharel em teologia pelo Seminário Teológico Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição e validação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Pós graduado em Revitalização, Multiplicação e Implantação de Igreja pelo Centro de pós-Graduação Andrew Jumper - SP. Mestrando em Pregação pelo CPAJ.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Casamento misto – vai acabar em pizza?

por Emilio Garofalo Neto

Uma das áreas em que o povo de Deus mais ignora o ensino bíblico é no casamento, e isso aparece de diversas formas. Qualquer pastor experiente poderá te afirmar que enorme parte dos aconselhamentos que ele tem de fazer diz respeito a questões de casamento: infidelidade, insubmissão, falta de perdão entre os cônjuges, filhos e escolhas, maridos que não lideram suas famílias e assim vai.
Mas há, é claro, problemas que dizem respeito ao que se passa antes do casamento, e um desses é a escolha do cônjuge. O povo de Deus é terrivelmente mal-informado acerca do que se deve procurar num cônjuge. Na minha ainda pequena experiência, tenho visto que mulheres muitas vezes se satisfazem com o mero combo casamento feliz: “ele não me bate, não me impede de ir à igreja e não leva jeito de que vai me trair”. Isso é se satisfazer com muito pouco. O ideal bíblico para um homem é alguém que esteja na trajetória de se assemelhar cada vez mais a Cristo em amar sua mulher como Cristo ama a igreja. Isso envolve, liderar, servir amorosamente, lutar por sua santificação, amar sacrificialmente, prover e se gastar profundamente em prol dela. Ser Cristo em casa. Meramente não trair está dentro da capacidade de qualquer tonto ali na esquina. Um descrente, por não ser redimido por Cristo, nunca será capaz de se assemelhar a Cristo no cuidado por sua mulher. Pode, no máximo, ser um bom marido de acordo com os padrões desse mundo caído. E, tristemente, é cada vez mais comum ver crentes optando por se casarem com descrentes. Esse é o ponto principal deste artigo. Será que casamento com descrente vai acabar em pizza?

As fatias de pizza da vida

Por que cada vez mais homens e mulheres buscam se tornar uma só carne com alguém que ainda existe na velha carne? Fazer um pacto para a vida inteira com alguém que recusa o pacto com Cristo? Trocar o coração com alguém que tem um coração de pedra? É óbvio que há uma legião de razões. Foquemos em uma. Penso que uma razão é que muitos, por causa da secularização de nosso tempo, veem a religião como apenas uma das áreas diversas da vida. Uma de diversas possíveis opções, mas algo que não influencia demais a vida como um todo. Como fatias de uma pizza que compõe a vida da pessoa.
Explico: tendemos a ver os diversos compartimentos da vida como se fossem um tanto separados, como se fossem as várias fatias que formam a minha pizza. E cada um tem sua pizza individualizada: tenho minhas preferências musicais, escolhas de uso financeiro, minhas peculiaridades na área da saúde, minhas preferências sexuais, ideias sobre criação de filhos, meus hobbys favoritos, e assim por diante. E a decisão de seguir a Cristo muitas vezes é tratada como se fosse só mais uma das fatias da pizza. Assim, quando chega a hora de escolher o marido ou a esposa, basta ver se há suficientes fatias em comum – ainda que não todas.
“Que importa se ele não é crente? Pensamos igual sobre criação de filhos, gostamos dos mesmos programas, não brigamos, ele trata bem minha família… e ainda por cima, na parte em que somos diferentes, ele respeita. E mais, até apoia que eu vá à igreja. E até aparece de vez em quando!” É a mesma ladainha que ouço de moça atrás de moça se enganando enquanto se rebela contra Deus. E vários colegas pastores relatam o mesmo problema. É claro, há variações. E sim, há homens que entram nessa também. Mas parece-me que os rapazes são menos iludidos. Vão atrás de moças descrentes justamente pelas coisas em que são diferentes. É mais malandragem mesmo.

A massa envenenada

Mas será essa uma visão adequada? Se formos seguir a visão pizzaiola da vida, mais apropriado seria dizer que a situação da pessoa diante de Deus, crente ou descrente, é a própria massa da pizza, sobre qual se constroem todos os outros elementos. É o que Jesus nos ensina quando diz, por exemplo, que aquele que não é por ele é contra ele (Mateus 12.30). Não existe neutralidade, não existe a possibilidade de ter áreas da vida em que a rebelião contra Cristo seja inócua. O veneno da impiedade se espalha por toda a vida.
Na fatia do uso do dinheiro, por exemplo. O cristão tem de se dobrar diante da verdade Bíblica profunda de que todo nosso dinheiro pertence a Deus, não somente o que se separa no dízimo. E que cada centavo deve ser gasto em honra a Deus, seja comprando comida, roupa, pagando aluguel ou levando a esposa para passear em Gramado. Mas o descrente não vê assim. Ele vê o dinheiro como uma prerrogativa sua. E cedo ou tarde surgirão conflitos sobre o uso do dinheiro. Apoiar aquela família da igreja que perdeu o emprego? Uma oferta especial de amor a missionários nesse natal? O dízimo? Mas vai além disso. Como o descrente vê a questão da unidade financeira do lar? Do esbanjar? E a idolatria tão comum de fazer com que coisas e status financeiro definam nosso valor? O evangelho tem antídotos para essas coisas todas – mas a esposa descrente não se submete ao evangelho.
E a fatia de pizza da criação de filhos? Como será guiar o filho no caminho do Senhor quando no próprio lar há um pai ou mãe que ativamente rejeita seguir a Jesus? Como modelar a vida cristã se todos os dias há alguém modelando a vida longe do Senhor em casa? A Bíblia tem muito a dizer sobre a tarefa de criar filhos, e vai muito além de moldar cidadãos honestos e produtivos. O objetivo é ensina-los a viver como nada mais nada menos que seres humanos de um novo mundo habitando como sal e luz neste. Como um descrente vai conseguir ajudar nisso? Ainda que não se meta ou atrapalhe, o que julgo ser quase impossível. Mas ainda que ocorresse… A tarefa é difícil demais e precisamos de toda ajuda possível. Meninos precisam de homens que modelem o que é ser um homem cristão tanto quanto meninas precisam do modelo feminino. Aliás, meninas precisam ver em seu pai um modelo do que é Cristo cuidando da igreja, assim direcionando seus afetos tanto para Cristo quanto para o possível futuro marido.
Mas, por certo, a deliciosa fatia da sexualidade seguirá incólume independente do que compõe a massa, não? Não é apenas, digamos, fazer? Também não. A sexualidade humana é um dom criacional de Deus, projetado para ser experimentado dentro da santidade pactual do casamento. E ela não é apenas a conjunção carnal de partes de diferentes; é algo maior e mais profundo. Trata-se da expressão física da profunda unidade de alma. Novamente, um que está morto em delitos e pecados tem em sua alma a marca da rebeldia ferina contra Cristo, detendo a verdade pela injustiça (Romanos 1.18). Alguém que tem o coração de carne dado pela ação do Espírito Santo está aprendendo a interpretar toda a vida por meio das lentes da Escritura, inclusive o que faz ou deixar de fazer na cama. Nisso tudo, a dinâmica bíblica de buscar o interesse do outro – inclusive na sexualidade – vai se mostrar diferente quando o jugo é desigual. E te pergunto: você quer mesmo fazer sexo com um inimigo do teu salvador?
A fatia da pizza do uso do tempo livre também é afetada pela disposição básica do coração. Não é apenas a escolha de gastar tempo em lindas manhãs de Domingo com o povo de Deus na igreja ao invés de na AABB ou no parque da cidade. Vai além de buscar encontrar outros jovens casais no Sábado à noite ao invés de um grupo de descrentes. Essas coisas são importantes, mas vai além disso. Diz respeito a fazer com que cada ato do tempo livre de vocês seja um momento de ação de graças e deleite na bondade de Deus. Seja o cineminha, o jantar a dois, o passeio de caiaque ou a viagem de férias. Diz respeito a fazer tudo para a glória de Deus junto a alguém que faz o mesmo, e não alguém que se recusa a glorificar e agradecer a Deus (Romanos 1.21).
São várias as fatias de pizza que compõem a vida de alguém, e nenhuma delas deixa de ser afetada pela massa, não importa quão apetitosos pareçam o queijo ou seja o que for que vem junto.

Não se contente com pouco

Mas será que não vale a pena? Pois, afinal, a massa dele pode se converter e será uma massa crente! Será que não é justamente por meio de estar comigo que ele(a) vai ouvir e ver o evangelho, vindo então a se converter? É inegável que muitas conversões aconteceram nessa situação, mas penso que o número é superestimado. Não podemos presumir que Deus será gracioso. É como justificar a irresponsabilidade no uso do cinto de segurança pelo fato de que há pessoas que não usam e ainda assim sofrem acidentes sem morrer. E vejo e sei de muitos e muitos casos onde acaba em divórcio, ou simplesmente em décadas de frustração.
Mas o problema é mais básico que isso. No final das contas, veja o tamanho da rebeldia e estultícia: a pessoa está dizendo que sua esperança é que, por meio de seu pecado, o outro seja convertido. Quem sabe por meio de desobedecer a Deus o outro venha a ser obediente a Deus. Quem sabe por meio de rejeitar o claro ensinamento de Cristo o outro venha a se tornar discípulo de Cristo. Quem sabe minha idolatria faça o outro vir a amar o Deus verdadeiro. Isso é tolice.
Não é sábio nem bom seguir por esse caminho. Sim, eu sei que há escassez de homens bons para casar na igreja (por certo estou trabalhando em minha igreja para mudar isso, e sei de muitos outros que fazem o mesmo). Mas, queridas ovelhas de Cristo, parem de se contentar com pouco. Pare de querer pizza velha de boteco quando Deus te chama a uma refeição gourmet com um filho dele. Deus não está querendo te impedir de ser feliz – Ele quer que você tenha uma imagem do próprio relacionamento de Cristo e a Igreja em sua casa.

sexta-feira, 3 de junho de 2016



7 maneiras de cuidar do seu pastor

por Shawn Wilhite

Como você cuida do seu pastor?
Eu comecei a entender isso quando eu li um artigo que, mais tarde, tornou-se um pequeno panfleto intituladoOrando pelo Domingo: você, seu pastor e o seu próximo sermão. É um recurso prático que provê tremendoinsight.
Depois de servir ao ministério pastoral por seis anos, sei que falar de cuidar do seu pastor pode parecer estranho. Mas não precisa sempre ser assim. Aqui estão sete simples maneiras de como os membros da igreja podem cuidar de seus pastores.

1. Ore por e com ele

Este é provavelmente o mais óbvio. Durante meu primeiro ano de pastorado, as qualificações me atingiram em cheio (1 Timóteo 3.1-6; Tito 1.7-9). Há uma vasta diferença entre estudá-las e perceber que sua posição depende delas.
Pastores precisam de orações todos os dias. Eles não são bombardeados apenas com questões administrativas, as quais roubam seu tempo, mas também são tentados pelo orgulho, preguiça, luxúria, entre outras coisas. Devemos orar pela perseverança deles em se manterem qualificados – o que inclui serem irrepreensíveis.
Além disso, ore com seus pastores. Procure-os. O coração deles é tão pesado quanto o seu. E não há alegria maior em saber que o povo de Deus tem orado por você.

2. Fale com ele sobre o sermão

Em média, um pastor gasta cerca de 10 a 20 horas no preparo do sermão. Se ele prega duas ou três mensagens por semana, isso significa que ele gastará por volta de 20 a 45 horas preparando sermões.
Se o seu pastor é um pregador expositivo, venha preparado para ouvir a Palavra de Deus. Se ele prega em séries temáticas, entre em contato com o escritório da igreja para adquirir os próximos tópicos e passagens. Estude o texto antes de ir à igreja e reflita em questões para perguntar.
Uma ovelha fiel tem grande prazer em explicar a Palavra de Deus. Pergunte o que ele aprendeu em seus estudos. Tire uma dúvida que você teve. Pergunte como a passagem se relaciona com questões teológicas e como isso ocorre. Comece uma conversa sobre o sermão. Depois de mais de 20 horas de preparação, você tem uma fonte de sabedoria na sua frente.

3. Diga a ele como Deus está fazendo você crescer

Quando eu era pastor, uma das minhas grandes alegrias era ouvir das ovelhas como elas estavam sendo aperfeiçoadas. Era encorajador ouvir o que elas estavam aprendendo e como Deus estava fazendo-as crescer.
Veja a resposta de Paulo ao ouvir sobre uma congregação anterior:
Agora, porém, com o regresso de Timóteo, vindo do vosso meio, trazendo-nos boas notícias da vossa fé e do vosso amor, e, ainda, de que sempre guardais grata lembrança de nós, desejando muito ver-nos, como, aliás, também nós a vós outros, sim, irmãos, por isso, fomos consolados acerca de vós, pela vossa fé, apesar de todas as nossas privações e tribulações. – 1 Tessalonicenses 3.6-7
Esse relato trouxe grande conforto e força para Paulo. Colocou vento em suas velas. E ouvir sobre seu crescimento no Senhor irá rejuvenescer seus pastores.

4. Cuide dele financeiramente

Pastores normalmente ganham pouco. Talvez seu pastor precise participar de programas de auxílio-alimentação. Porém, ele nunca diria isso a você. Na verdade, ele não deve pastorear o rebanho de Deus por torpe ganância (1 Pedro 5.14). Mas se seu pastor não é pago generosamente, sua mente e coração ficam propensos a ficarem divididos:
Devem ser considerados merecedores de dobrados honorários os presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino. Pois a Escritura declara: Não amordaces o boi, quando pisa o trigo. E ainda: O trabalhador é digno do seu salário. – 1 Timóteo 5.17-18
Precisamos nos certificar que os nossos pastores estão financeiramente estáveis. O corpo local combina seus recursos financeiros e dão ao pastor para liberá-lo para pastorear sem se preocupar com a pobreza.
Cuide de suas crianças para que ele possa sair com a sua esposa. Pague um passeio em família para ele – talvez anonimamente. Seja criativo e generoso com seu cuidado financeiro.

5. Cuide da esposa dele

Esposa de pastor tem um papel difícil. Como pastor, era sempre desencorajador quando minha esposa falava para mim sobre algum problema da igreja. “Como você ouviu isso”, eu perguntava. Alguém da igreja havia falado.
Cuidar do seu pastor significa ajudá-lo a proteger sua esposa das coisas secretas e sujas de sua igreja. Eu garanto, ela não precisa saber de tudo.
Além disso, tenha uma expectativa realista do papel dela. Ela é exatamente como você, uma serva de Cristo. Ela exatamente como você, uma esposa tentando honrar seu marido. Ela é exatamente como você, uma mãe desencorajada que está lutando. Ela é exatamente como você, uma mulher tentando honrar o Senhor com sua vida. Ela é exatamente como você, um membro comum da igreja. Ame-a e a sirva, assim como você faria com outros do corpo.

6. Edifique biblioteca dele

A biblioteca do seu pastor é uma de seus bens mais valiosos. Ele ama e precisa dos livros. E ele precisa adquirir mais. Eles irão ajudá-lo a se tornar um pastor, teólogo, intérprete da Bíblia, conselheiro, marido e pai melhor.
Note a curta lista de itens desejada por Paulo, perto do fim de sua vida: “Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Caropo, bem como os livros, especialmente os pergaminhos.” (2 Timóteo 4.13)
No fim de sua vida, o encarcerado apóstolo queria a companhia dos amigos de ministério mais próximos e seu material de leitura.
Não necessariamente compre livros que você esteja lendo ou que você acha que irão ajudá-lo. Faça uma pesquisa: sobre o que ele está pregando? O que ele está estudando? Ele ama as línguas bíblicas? Pergunte a um de seus amigos próximos. Ele tem uma lista de desejos na Amazon? Se não, peça para que ele crie uma.

7. Submeta-se à liderança dele

Propositalmente, deixei este ponto por último. Submeter-se ao seu pastor pode ser difícil. Mas você trará alegria ao coração dele – e ao seu – se você se colocar debaixo da liderança piedosa:
Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros – Hebreus 13.17
Existe uma correlação direta entre obediência e alegria de seus presbíteros. Trabalhe duro para se submeter – com gozo, e não de má vontade – à liderança deles. Esse é o meio de supervisão espiritual que o nosso Salvador estabeleceu para sua alma.
Pode ser útil começar uma conversa com seu pastor, seus presbíteros ou outros crentes mais maduros para determinar como é que isso tem funcionado para você. Se você luta para ser submisso, seja honesto sobre isso com outras pessoas em sua vida. Às vezes é sábio sair de uma igreja, assim como também o é começar uma conversa.
Como você tem cuidado do seu pastor? De quais outras maneiras você poderia cuidar dele? Oro para que você seja encorajado a isso e comece a implementar algumas dessas ideias.

terça-feira, 19 de abril de 2016



O cristão não está isento do medo. O problema não é o medo chegar, é ele se instalar. A maturidade cristã não está em se ter medo ou não, mas em como se lida com ele. O segredo está em levar-se o medo ao Senhor, pois quando o fazemos vem a confiança e esta abafa o medo. Podem ser vários os medos que nos assaltem mas o que temos de fazer é regar a nossa confiança no Senhor com as Escrituras e com a oração. Quanto mais for crescendo a confiança mais vai desaparecendo o medo. Se estás com medo de algo rega a tua confiança no Senhor, sabe que Ele estará contigo no vale da sombra da morte.
Boa semana. Graça e Paz.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Sem tempo no domingo?





como seria se os cultos fossem na segunda-feira às10h45 e às 18h. Você conseguiria chegar ao templo? Daria tempo para sair do trabalho, passar em casa para reunir a família e chegar ao culto no horário? É óbvio que na cidade de São Paulo isso seria impossível para todos que estão em atividade no mercado de trabalho e não seria nada fácil mesmo para aqueles que já estão na condição de aposentados.O domingo dos primeiros cristãos era dia útil.
Facilmente esquecemos disso! Fico curioso para saber como os comerciantes de Jerusalém arrumavam tempo para deixar o comércio e ir até a casa onde os irmãos estavam reunidos para adoração. Gostaria de saber como os cristãos da cidade de Corinto conciliavam cargos públicos com a frequência às reuniões da Igreja em pleno dia útil. Lembro que Corinto não era pequena para os padrões da época pois tinha cerca de 650 mil habitantes. Com o crescimento do cristianismo, a situação
mudou. O primeiro dia da semana transformou-se no dia de descanso. Mas antes que isso ocorresse, certamente muitos cristãos dos primeiros séculos foram perseguidos por conta do exótico costume de irem à igreja em pleno dia útil.
O domingo não deve ser observado com espírito legalista, pois é fato que a vida moderna requer o trabalho ininterrupto de diversos setores para que possa seguir na sua normalidade (transportes, saúde, segurançaetc). Entretanto, não podemos esquecer a importância do dia de descanso e de adoração na vida do cristão. Deus designou particularmente um dia em sete para
ser um sábado (descanso) santificado por Ele; desde o princípio do mundo, até a ressurreição de Cristo, esse dia foi o último da semana; e desde a ressurreição de Cristo foi mudado para o primeiro dia da semana, dia que na Escritura é chamado Domingo, ou dia do Senhor, e que há de continuar até o fim do mundo como o sábado cristão.Separar um dia para descanso e adoração lembra-nos
que não somos máquinas e que o tempo é um presente de Deus e não mais uma mercadoria. Lembra-nos também que Deus é a verdadeira fonte de nossa força. O dia de descanso e adoração serve principalmente para prevenir a soberba humana:Não digam, pois, em seu coração: “A minha
capacidade e a força das minhas mãos ajuntaram para mim toda esta riqueza”. Mas, lembrem- se do Senhor, o seu Deus, pois é ele que lhes dá a capacidade de produzir riqueza... (Deuteronômio 8.17-18/NVI).Se o seu domingo já não é mais dia de descanso e
adoração, junte-se aos primeiros cristãos e arrume lugar para adorar em pleno dia útil. Confie em Deus para guiá-lo na reorganização de suas prioridades na vida pessoal e profissional.

terça-feira, 22 de março de 2016



Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras,
E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.
1 Coríntios 15:3,4

A Ressurreição e eu

"Ao comerem, estejam prontos para sair; cinto no lugar, sandálias nos pés e cajado na mão. Comam apressadamente. Esta é a Páscoa do Senhor. Quando os seus filhos lhes perguntarem: ‘O que significa esta cerimônia?”, respondam-lhes: É o sacrifício da Páscoa ao Senhor, que passou sobre as casas dos israelitas no Egito e poupou nossas casas quando matou os egípcios’” (Êx 12.11,26,27)

 A salvação do povo hebreu é obra de Deus. E este acontecimento extraordinário na vida deste povo é relembrado através da cerimônia da Páscoa. Os judeus deviam sacrificar um cordeiro macho e sem defeito para celebração desta festa. O apóstolo Paulo diz que Cristo é o nosso Cordeiro pascal (1Cor 5.7), mostrando que Ele havia feito o sacrifício de uma nova aliança. Jesus Cristo, o nosso cordeiro Pascal, não permaneceu morto, Ele ressuscitou! O meu sentimento diante da Páscoa depende do modo como encaro este fato.
Num domingo, algumas mulheres foram ao sepulcro de Jesus levando especiarias aromáticas para o corpo sem vida do seu mestre, mas foram surpreendidas pelo túmulo vazio (Luc 24). Jesus venceu a morte, mas muitos não acreditaram. As autoridades que haviam sacrificado o Cordeiro de Deus espalharam a notícia de que os discípulos tinham furtado o seu corpo (Mt 28.13). Desde então, muitas teorias surgiram tentando desacreditar a ressurreição de Cristo.
Quando vejo como a vida dos discípulos de Jesus foi mudada depois desse fato, quando observo um Pedro covarde que nega o seu mestre, sem nenhum temor, desafiando as autoridades, quando leio que com grande poder os apóstolos continuavam a testemunhar da ressurreição, apesar de toda perseguição (Atos 4.33), não consigo acreditar que os discípulos sacrificassem suas próprias vidas por uma farsa.
O apóstolo Paulo diz que Cristo morreu pelos nossos pecados, foi sepultado e ressuscitou no terceiro dia, que apareceu a Pedro e depois aos doze. E que depois disso apareceu a mais de 500 irmãos, de uma só vez. Se Cristo não ressuscitou, é inútil a nossa pregação e também inútil a nossa fé (1Cor 15.4-6, 14).
O que significa a Páscoa para mim? A resposta depende de como eu vejo a ressurreição de Jesus Cristo. Paulo afirma:
” Se você confessar com a sua boca que Jesus é seu Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo”
(Rom 10.9).
Assim como para os judeus a Páscoa significava a salvação da escravidão no Egito, também para mim ela representa a minha salvação; não da escravidão no Egito, mas da escravidão do pecado.
A minha missão agora é levar o verdadeiro significado da Páscoa a todas as nações, sabendo que o Cristo ressuscitado estará comigo até o fim dos tempos (Mateus 28.20). Estamos diante da oportunidade de levar a verdadeira Páscoa a quem ainda não a conhece. Aqueles que cercam você pensam o que a respeito da páscoa?

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

QUANDO NINGUÉM VEM A CRISTO

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Há épocas em nossos ministérios em que o fruto espiritual não é tão evidente quanto gostaríamos. Não é tão evidente para os outros, e não é tão evidente para nós. Como pastores, nós plantamos, semeamos e regamos de novo—mas nestas épocas parece que vem pouco fruto de nosso trabalho. Nada parece acontecer. Para alguns pode levar um ano, dois anos, alguns anos sem ver frutos do seu trabalho. Nós evangelizamos, nós pregamos com paixão, nós tentamos desenvolver amizade com não-cristãos. Mas ainda assim, nada acontece. Então perguntamos: “O  que está errado comigo?” Porque, Deus, você não me usa?” Nós temos a tendencia ou de culpar a Deus ou de culpar a nós mesmos. Em ambos os casos, nós estamos demonstrando uma falta de confiança no evangelho. 

A verdade é que, ou Jesus é o Senhor da seara ou não é. O que nós cremos de verdade? 

Uma das doutrinas mais preciosas da fé é a doutrina da soberania de Deus. Ela é um dos marcos da tradição reformada. Ainda assim, as implicações da sua soberania na vida de um pastor pode com frequência te ferir profundamente. Ela fere porque vai contra a idéia de que frutos espirituais sempre serão evidentes.
 
Quando ficamos desesperados par aver alguma coisa com os nossos olhos, a tentação é seguir métodos questionáveis para gerar frutos e e fazer conseguir algo. Afinal, boa parte das igrejas evangélicas promovem o sucesso como sendo simplesmente uma tarefe de quantas pessoas você consegue reunir em um auditório, ou quantas mãos você consegue fazer levantar como parte de um apelo emocional. Então, nós ficamos tentados a apelar aos métodos do mundo para conseguir o que queremos tanto: sucesso. Ainda assim quanto mais levamos a sério o ministério, mais sabemos que brindes e manipulações não são o modo de atrair pessoas para Cristo que honra a Deus. O que precisamos é muito mais simples: uma proclamação persistente do evangelho. Nada fabricado. E isso parece arriscado, porque você está realmente deixando os resultados para Deus em sua pregação e em seus esforços evangelisticos. 

Considere a vida de Jeremias, o profeta que viveu nos dias finais do Reino do Sul de Judá quando a nação sucumbiu. Deus o enviou para dar um ultimo aviso ás pessoas de Judá antes que eles fossem expulsos da terra. Deus destruiria a nação e os enviaria ao cativeiro sob o reino da Babilonia. O papel de Jeremias era pregar e alerta-los de seus pecados e comportamentos idólatras. Mas, tem um problema aqui: Ninguém ouviu, ninguém atendeu. Nem mesmo ao seu apelo fervoroso e emocional chamando o povo a obedecer a Deus. Jeremias pregou por quarenta anos, e ele não teve sucesso em mudar a mente do povo. Ele continuaram teimosos. Mesmo os profetas antes dele tiveram algum sucesso, mas não Jeremias. Parecia que ele estava falando com uma parede. 

Isto afetou Jeremias profundamente Ele é conhecido como o “profeta chorão” (veja Jer. 9:1) por pelo menos duas razões. Primeiro, ninguém ouvia a ele. Segundo, ele sabia o que estava para acontecer. Poucas pessoas ao seu redor o confortavam. Deus disse que ele não se casaria, nem teria filhos, e ele não tinha nenhum amigo por perto. Ele se sentiu sozinho mesmo quando estava pregando. Jeremias carregou o fardo de pregar uma mensagem dura, bem como o fardo de ver poucos frutos enquanto ele pregava esta mensagem. 

Cada um de nós como crentes, não somente os pastores, precisa saber que assim como aconteceu com os grandes profetas do passado. nós também teremos períodos de falta de frutos. Isto com frequência, te levará a questioner o seu chamado. Isso pode até levar a depressão. Mas devemos encontrar alegria no Senhor. Em Jeremias 15:19 nós vemos que a alegria de Jeremias foi restaurada no meio do seu desânimo. Porque nós perdemos nossa alegria como pastores e lideres no ministério? Certamente, muitas vezes é porque nós não vemos fruto espiritual. Mas outras vezes é porque nós cobiçamos o sucesso dos outros. Esta, então é a pergunta que devemos fazer a nós mesmos: Jesus é suficiente? 

Teve um periodo na plantação de nossa igreja que eu fiquei extremamente desanimado porque ninguém estava vindo para Cristo. A igreja parecia estagnada. Eu estava colocando cada vez mais energia e tempo, mas com pouco resultado. Um pastor sábio e mais experiente se aproximou de mim e perguntou: “Jay, Jesus realmente é suficiente para você? Porque todo esse desgaste? Você não confia nele?”

Talvez meu interesse fosse demonstrar como eu era bem sucedido ou eu estava cobiçando o sucesso dos outros. O décimo mandamento fala isso claramente: “Não cobiçarás” (Ex. 20:17). A chave para não cobiçar o sucesso ministerial dos outros é encontrar alegria completamente em Jesus. Se ele é suficiente para você pessoalmente, você sabe que o seu ministério não te valida.  É Jesus que te valida. 

Quando Jesus for suficiente para você, você vai encontrar contentamento nele nos momentos difíceis do ministério, e você não vai ser dominado pelo desânimo. Sua alma não ficará abatida porque você colocou sua esperança totalmente em Deus, porque você sabe que ele é o Senhor da colheita. 

Descanse nesta verdade. Trabalhe duro para espalhar a fama dele em sua cidade e nas nações. Encontre contentamento em seu tempo divino, e sua alma ficará saudável mesmo quando você ver poucos frutos visíveis.  Ele está no controle. Ele é o Senhor da colheita. Nós somos simples embaixadores.

http://www.jaybauman.com/blog-em-portuguecircs

Originalmente postado em inglês no site da Acts 29.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

498 anos da Reforma 


 Amados irmãos, nos tempos em que aprouve a Deus trazer seu povo às Sagradas Escrituras na época áurea da igreja católica, quando era na verdade uma Igreja-Estado e seus líderes estavam farisaicamente revestidos da tradição e da letra sem o espírito da letra, Deus levanta Martinho Lutero como uma flecha retirada de sua aljava contra toda impiedade e injustiça contemporânea deste e também de outros servos piedosos de Cristo Jesus. Precisamente no dia 31 de Outubro de 1517, Lutero fixa nas portas da hipocrisia ( Igreja Católica Apostólica Romana, Catedral de Wittenberg), na Alemanha, as suas 95 teses que seriam embasadas nas Escrituras, dando assim origem ao coração da Reforma Protestante: As Cinco "SOLAS"(Latin) ou os cinco "SOMENTE" (Português).

Estes são os pilares da reforma, cinco SOLA:

1 Sola Fide (somente a fé)
► a justificação (sendo ela declarada apenas por Deus) é recebida somente pela fé, sem qualquer interferência ou necessidade de boas obras. É outorgada por Deus ao cristãos pela fé nos méritos de Cristo.
2 Sola Scriptura (somente a Escritura)
► a Bíblia é a única palavra autorizada e inspirada por Deus e é única fonte para a doutrina cristã, sendo acessível a todos. Afirma que a Bíblia não exige interpretação fora de si mesma está em oposição direta à tradição humana de grupo cristãos, pseudo-cristão ou pagãos.
3 Solus Christus (somente Cristo)
► Cristo é o único mediador entre Deus e a humanidade, e não há salvação através de nenhum outro.
4 Sola Gratia (somente a graça)
► a salvação vem por graça divina ou "favor imerecido" apenas, e não como algo merecido pelo pecador. Isto significa que a salvação é um dom imerecido de Deus por causa de Jesus.
5 Soli Deo Gloria (glória somente a Deus)
► toda a glória é devida somente a Deus, pois a salvação é realizada unicamente através de sua vontade e ação e não só da toda suficiente expiação de Jesus na cruz, mas também o dom da fé em que a expiação, é criada no coração do crente pelo Espírito Santo.