quarta-feira, 8 de março de 2017

Dia Internacional da Mulher – A Mulher de Deus (Tornado-se Ester)
por Charo & Paul Washer



ODia Internacional da Mulher. Um motivo para se comemorar é que, em meio a toda boa criação que Deus fez, havia algo que não era bom: o homem estava só. Então, Deus nos agraciou com uma companheira, uma auxiliadora, uma mulher.

“Em chegando o prazo de cada moça vir ao rei Assuero, depois de tratada segundo as prescrições para as mulheres, por doze meses (porque assim se cumpriam os dias de seu embelezamento, seis meses com óleo de mirra e seis meses com especiarias e com perfumes e ungüentos em uso entre as mulheres), então, é que vinha a jovem ao rei…” (Ester 2:12-13)

Eu sempre fico abismada com o tipo de preparação que a futura rainha Ester teve que passar antes que fosse apta para se apresentar ao rei Assuero. Alguma de nós estaria disposta a passar por doze meses de tratamento de beleza antes de conhecer o homem dos nossos sonhos? É provável que não, mas imagine a possibilidade. Um ano separado para apenas um único propósito: Se tornar tudo o que você for capaz de ser para aquele a quem você mais ama. Tempo precioso para cultivar beleza, fazer investimentos em educação e etiqueta, fortalecer virtudes e construir caráter.

“Toda fase da vida tem sua beleza e maravilha por si própria.”
A preparação de Ester me lembra daquele precioso tempo entre o despertar do desejo no coração de uma jovem mulher de compartilhar sua vida com um companheiro, e o momento em sobe ao altar. Para muitas, esse tempo de preparação é visto como nada mais que um tempo de espera. Mulheres solteiras freqüentemente vêem a si mesmas como sentadas na prateleira enquanto a vida passa por elas, ou sentadas no banco enquanto outras jogam. Não percebem que estão desperdiçando o período mais importante de suas vidas, estão privando a si mesmas de grande alegria e recompensa, estão privando seus futuros maridos de uma mulher mais virtuosa e estão privando a Deus de uma serva através da qual Ele deseja fazer coisas grandiosas.

Assim como Ester teve que estar preparada antes que pudesse ser rainha de um reino inteiro, a mulher também deve estar preparada antes que possa embarcar em um dos mais importantes e difíceis chamados na vida: O matrimônio e a maternidade. Ester teve que aprender os costumes do reino em que vivia, teve que aprender as práticas da vida na corte e os desafios intelectuais, emocionais e espirituais da posição superior. Para simplificar, Ester tinha que ser convertida de uma jovem moça a uma rainha costumes do reino em que vivia, teve que aprender as práticas da vida na corte e os desafios antes mesmo que ela pudesse ter o título e cumprir com o papel de uma rainha. Da mesma forma, a mulher cristã solteira deve aprender os costumes do Reino dos Céus antes mesmo que se una àquele que Deus está preparando para ela. Ela deve estar preparada intelectualmente, emocionalmente e espiritualmente, não para um representante da corte em algum templo pagão, mas para o próprio Deus, sua Palavra e outras mulheres de Deus que foram preparadas antes dela.

O celibato não é um desperdício de tempo ou uma condenação a ficar sentada no banco, mas um tempo que Deus separou especialmente para fazer da mulher o que Ele quer que ela seja, e usá-la de formas que poderiam ser impossíveis após o casamento. O celibato é um tempo no qual uma mulher deve cultivar as virtudes que pertencem a uma mulher de Deus, para assim poder oferecer ao seu futuro marido e ao mundo algo mais do que apenas um rosto bonito.

Lembre-se no seu celibato que você não é a única solteira, mas seu futuro marido está passando pelo mesmo estágio que você. Não seria terrível finalmente conhecer o homem que irá se tornar seu marido só para descobrir que ele usou seu próprio celibato para servir a Deus e preparar-se para ser um marido melhor para você, enquanto que você não usou a liberdade de seu celibato para servir ao Senhor, nem tirou vantagem alguma do treinamento que Deus lhe ofereceu? Também não seria terrível perceber que seu marido passou seus dias como homem solteiro orando diariamente por suas necessidades e pela obra de Deus na sua vida, enquanto você sequer orou por ele, nem respondeu à graça de Deus que lhe foi dada como um resultado das orações dele?

É algo maravilhoso quando Deus abençoa a uma mulher com um marido. Aquele alguém especial é “simplesmente perfeito” para ela ao que foi, de forma cuidadosa e pensativa, desenhado por Deus para ser um em união com ela. É tamanho o prazer para a mulher olhar para trás e lembrar como Deus a capacitou para esperar n’Ele e que Ele foi fiel em abençoá-la. É ainda maior o prazer para ela saber que seu tempo como uma mulher solteira foi também um tempo de buscar a Deus e ser fiel a Ele em seu propósito. Que não quis nem por um momento fugir daquele estado, mas desejou apenas confiar em Deus e esperar em sua graciosa soberania.

De nenhuma maneira é uma tragédia ser uma mulher cristã solteira, mas o caminho do mundo mais uma vez se infiltrou na Cristandade com a falsa idéia de que é. Uma das maiores mentiras é se você não “tem alguém” ou não está “procurando alguém”, há algo de errado com você. Outra mentira é que a mulher solteira deveria estar namorando por aí como se procurar um marido fosse como fazer compras num shopping. Uma mentira ainda mais forte é que a mulher solteira deveria estar dando seu carinho indiscriminadamente para que se torne “mais experiente” e saiba como fazer quando finalmente encontrar o homem de sua escolha. Minha cara cristã, é uma mentira e uma afronta a Deus dizer que a experiência é a melhor professora, e apesar do lema do mundo ser “vivendo e aprendendo”, o conselho da Bíblia é “aprendendo e vivendo”. Você não precisa ter experiência, você só precisa ser conhecedora do que Deus disse e obediente a isso. Você não deveria estar procurando pelo homem de sua escolha, mas deveria estar esperando pelo homem da escolha de Deus. E quando ele vier, não serão passadas experiências que farão seu casamento funcionar, mas as passadas castidade, pureza e santidade. Deveríamos esconder nossos rostos dos caminhos e experiências desse mundo perverso e buscar apenas aquilo que Deus colocou no caminho que Ele preparou para nós.

“Minha querida amiga, ser solteira, assim como ser casada, deveria ser considerado um tempo muito especial e desfrutável tempo na providência de Deus.”
Deus sabe exatamente o que você precisa e até mesmo sabe os desejos de seu coração melhor do que você mesma. Deus ama surpresas. Ele não quer que você procure por seu marido. Ele quer trazê-lo até você, e provavelmente quando você menos esperar. Se você desobedece a esse conselho, como tantas outras mulheres antes de você, e passa a procurar por si mesma um parceiro, você pode encontrar alguém, mas as chances são de o alguém que você encontrar, não ser o certo.

Como mulheres, nossa natureza deseja a companhia e o companheirismo de um homem. Isso vem de Deus e, portanto é bom. Mas ao mesmo tempo, estamos erradas em pensar que a morte será o resultado se essa necessidade não for suprida. Necessitar de outro como companheiro não é como a necessidade de respirar. Ou seja, você pode sobreviver sem um companheiro pelo menos até que Deus tenha feito sua perfeita obra em você. Lembre-se das Escrituras: “Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além de vossas forças.” 1 Coríntios 10:13

Descobri que há duas razões primárias do porque alguém precisa “desesperadamente” de outra pessoa. Em primeiro lugar, é porque não conhecem a Deus como deveriam. Deus não é o Deus de todo o conforto? Cristo não é exaltado o Senhor que completa tudo em todo lugar? Então porque reclamamos sobre o quão vazias e sozinhas nos sentimos? Não pode ser que Deus aumente nosso tempo de celibato para que possamos encontrar vida n’Ele e aprendamos a ser completas n’Ele? Se buscamos nos casar porque sentimos que um marido irá satisfazer nossas vidas ou irá de alguma forma nos fazer completas, seremos severamente desapontadas em nosso casamento. Nenhum homem, não importa o quão parecido com Cristo, poderia de alguma forma tomar o lugar de Deus em nossas vidas, e pensar tal coisa é pura idolatria. Se não somos satisfeitas por Deus agora e completas em Cristo no presente, então nem sequer um casamento feito no nos céus será capaz de mudar nosso vazio.

A mulher cristã solteira deve aprender os costumes do Reino dos Céus antes mesmo que se uma àquele que Deus está preparando para ela.
A segunda razão para a desesperada necessidade de alguém em nossas vidas é o pleno egoísmo. Quando precisamos de alguém para que nos sintamos amadas, ou quando precisamos de alguém para que nossos sentimentos de solidão sejam dissipados, então estamos querendo o casamento pelas razões erradas. O matrimônio não deveria ser encarado como uma oportunidade de ter nossas necessidades conhecidas, mas de conhecer as necessidades de outro. Se não aprendemos a levar nossas necessidades a Deus, então provavelmente vamos oprimir nossos maridos com nossas próprias necessidades e sequer ter conhecimento das dele. Conheci cristãs que desperdiçaram seus dias consumidas com suas próprias necessidades e constantemente lamentando sobre o motivo de Deus não ter trazido alguém em sua vida. Mas por que Deus deveria confiar um homem de Deus a uma mulher que está absorvida em si mesma e suas próprias necessidades, e não usa a liberdade de seu celibato para servir a Deus e preparar-se para os propósitos d’Ele? Tal mulher teria pouco para oferecer a um homem de Deus!

Minha querida amiga, ser solteira, assim como ser casada, deveria ser considerado um tempo muito especial e desfrutável tempo na providência de Deus. Não deveria ser considerada uma mera circunstância ou maldição da qual deva tentar desesperadamente fugir. Ser solteira é um tempo para aprender sobre Deus e sobre nós mesmas, um tempo para descobrir quem nós somos em Cristo, e como crescer na “aparência de Cristo”. É um tempo para ser zelosa por boas obras e envolvida em ministrar para outros. Ser solteira tem uma magia própria que deve ser aproveitada, pois uma vez passado, não deve nunca mais retornar. Não há nada tão triste quanto uma mulher já casada que se arrepende por não ter feito o suficiente com sua vida enquanto era solteira. Tudo foi perdido pelo intento de se apressar em casar sem consideração pelo plano ou pela obra de Deus.

Toda fase da vida tem sua beleza e maravilha por si própria. Minha oração para todas as cristãs solteiras é que elas possam aproveitar seu tempo apesar das mentiras do mundo. Que elas possam ser exigentes e não ajustadas por nada menos que a perfeita vontade de Deus. Que elas possam esperar pacientemente em Deus que é o provedor de todo bom e perfeito presente. Que elas possam ser como Ester, usando qualquer tempo que Deus julgue necessário para torná-las lindas por dentro e por fora.

sábado, 4 de março de 2017

9 segredos que a esposa do seu pastor gostaria que você soubesse

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Por Christina Stolaas


Ela está sempre lá. Às vezes, no fundo, às vezes com um sorriso de boas-vindas na frente, às vezes notada e apreciada, às vezes sendo silenciosamente julgada. A esposa do seu pastor; a força poderosa por trás da maioria dos líderes da igreja, muitas vezes é rotulada como um "mistério" pelo resto da igreja. Isso não tem que ser assim.

E se nós apenas pedíssemos a esposa de nosso pastor abertamente, honestamente, mesmo anonimamente, para compartilhar alguns de seus segredos? E se a gente as convidasse a compartilhar seus corações e nos dizer o que gostariam que a igreja soubesse?

Eu fiz uma simples pergunta aberta a um grupo de esposas de pastores em estados diferentes, de diferentes denominações, com vários anos de serviço, "Se você pudesse dizer a igreja algumas coisas sobre o seu papel como esposa de um pastor, o que você gostaria de dizer?"

As mulheres selecionadas são as esposas dos ministros de música, líderes das crianças, pastores seniores e pastores de jovens. Alguns deles servem em igrejas com uma grande equipe e orçamentos ainda maiores, outros em igrejas mais recentemente plantadas, e até mesmo algumas esposas de pastores a mais tempo e que mal sobrevivem em congregações. Apesar de tais fundos diferentes, suas respostas eram estranhamente similares, e, em muitos casos, quase idênticas.

Eu me sentei para o café, troquei e-mails e tive longas conversas com muitas pessoas que livremente compartilharam seus segredos comigo em troca da promessa de anonimato. O que se segue é um conjunto condensado de suas palavras.

1) "Eu queria que as pessoas soubessem que lutamos para ter tempo para a família."

Houve uma resposta comum que recebi da mulher de cada pastor. Cada uma, única, singular. Várias e várias vezes, as esposas de muitos pastores compartilharam inúmeras ocasiões em que férias planejadas tiveram de ser encurtadas (isso não é chato?). Contaram-me histórias de noites familiares tendo de ser reorganizadas por causa de crises de membros da igreja, emergências a meia noite e interrupções regulares. Um verdadeiro dia de folga é raro; mesmo os dias de folga programados de seus maridos são, essencialmente, de plantão.

2) "Quase todos os dias eu estou com medo de estragar tudo."

Elas enfrentam muitas das mesmas questões que todas as outras  mulheres enfrentam: questões de casamento, as extensas dificuldades familiares, doença, finanças, crianças que tomam decisões inadequadas, medos e inseguranças. Alguns momentos da vida são, obviamente, mais difíceis que outros; mas lembre-se, as esposas dos ministros não são a "Mulher Maravilha" com poderes especiais. Por favor, tenham um pouco de misericórdia e ofereça a graça.

3) "Ser esposa de pastor é a coisa mais solitária que eu já fiz e por muitas razões."

Pessoalmente, eu acho que isso será surpreendente para muitos (foi para mim). Várias senhoras compartilharam as dificuldades de encontrar amizades que fossem seguras, sendo observadas (ou tratadas) de forma diferente, e até mesmo o desejo de serem convidadas para uma noite ocasional de senhoras. Ou quem sabe "uma mulher comum", convidando-nos a algo, apenas para nos conhecer. Nós gostamos de conhecer pessoas e sermos conhecidas. As pessoas na igreja muitas vezes pensam que a esposa do pastor é sempre convidada para tudo e popular. Na realidade, por qualquer motivo, muitas mulheres temem fazer amizade com elas. Nas manhãs de domingo as esposas de pastores estão muitas vezes sentadas sozinhas e aquelas com filhos acabam parecendo, essencialmente, mães solteiras.

4) "Sem problema! Seja bem vinda para conversar comigo sobre as coisas que não dizem respeito à igreja, ou mesmo Jesus. Eita, eu falei!"

Elas têm uma variedade de interesses. Acredite ou não, muitas esposas de pastores foram para a faculdade e exerceram suas carreiras em tempo integral antes de se tornarem  "A Sra. Esposa do Pastor". Elas têm hobbies, gostos e desgostos, e embora elas muitas vezes sirvam ao lado de seu marido, elas são indivíduos com seus próprios dons. Não cometa o erro de pressupor que a esposa do seu pastor tem a mesma personalidade dele. Uma mulher recém casada compartilhou que ​​quando anunciou seu noivado, regularmente as pessoas comentavam sobre quão boa cantora ela devia ser (porque seria esposa de um ministro de música). Quando ela contava que cantava mais parecido com um gato morrendo do que um pássaro de canto elegante, o choque nos rostos das pessoas era evidente.

5) "Os domingos, às vezes, são os meus dias menos favoritos. Espera! Estou autorizada a dizer isso?"

Domingos são difíceis. E muito. E não há descanso. Para a esposa de um pastor, o domingo significa um início da manhã de correria para ter a família pronta em seu"Sunday Best". Embora você não possa ver a esposa do seu pastor na plataforma, uma coisa é certa, o domingo é igualmente cansativo para a maioria (todas) dessas mulheres.

6) "É difícil não guardar ressentimento ou não permitir que sua carne ataque a membros que criticam abertamente o seu ministério."

Elas odeiam a crítica à igreja mais do que qualquer coisa. É doloroso, ofensivo, e sim, é muito difícil não levar para o lado pessoal. É uma das coisas mais prejudiciais que testemunham regularmente dentro da igreja, seja através de e-mails, mídias sociais ou fofocas. Elas desejam que as pessoas entendam o quão sério a palavra de Deus fala sobre o perigo e poder de nossas palavras. E o quanto isso fere a família do pastor.

7) "Por favor, não me diminua ou presuma que eu não apoio o meu marido só porque você não me vê o tempo inteiro na igreja, as portas estão abertas".

A maioria das mulheres não são funcionárias remuneradas. São esposas, mães. Algumas são empregadas fora de casa e precisam ter a liberdade para orar e escolher atuar em ministérios em que se sentem chamadas.

8) "Eu gostaria que as pessoas soubessem que nós ensinamos aos nossos filhos a fazer boas escolhas, mas, às vezes, eles não fazem."

Piadas sobre filhos de pastores devem ser evitadas a todo custo. O risco do filho do pastor se revoltar não é nenhum segredo. Eles não são perfeitas, e nunca serão (os seus são?). Eles têm que aprender a caminhar na fé, assim como as outras crianças e precisam de incentivo e amor para fazê-lo. Mais uma vez, ofereça a graça.

9) "O que eu posso dizer é que eu tenho sido abençoada além da medida, que me foram dados presentes, dinheiro, amor e oração, tanta oração ... de tantas pessoas."

Elas amam a sua igreja e entendem que o papel vem com desafios especiais e bênçãos especiais; é gratificante e traz grande alegria.


DIA DA ESPOSA DO PASTOR 
0 1º domingo de Março , foi escolhido como o dia da esposa do pastor Batista
Regra geral não se comemora o dia da esposa de nenhum profissional, ou o dia do esposo da prefeita, da medica ou da professora etc.
Alguns consideram que a esposa do pastor tem uma vocação única. É chamada para ser esposa de um marido pastor. Acho que a vocação tanto do homem para mulher casados, é a VOCAÇÃO PARA O CASAMENTO, que nem todos que se casaram tem.
Antes de ser esposa do pastor, a esposa do pastor é uma mulher. Com seus próprios dons , talentos, ministério e influencia na historia missionária das nações. Elas não tem uma identidade anexada a do seu marido. Embora muitas congregações continuam teimando em chama-la, não pelo nome, mas pelo slogan "esposa do pastor fulano". Para ser uma pessoa a imagem e semelhança de Deus, uma mulher é uma mulher e pronto. Independente se é casada, solteira ou se até mesmo é casada com um pastor.
Mas se é dia de comemorar....
Quero parabenizar a cada esposa de pastor, voces que tem feito tanta diferença para o ministério pastoral de cada um de seus maridos e como tem feito bem a vida da igreja, e semeado sua boa, carinhosa, inspiradora e consoladora palavra e presença no meio da igreja de Deus.
Sei que uma e outra irmã, esposa de pastor, foge a este padrão. Mas a vida não é perfeita.
Que neste domingo o Senhor console, conforte, renove e abençoe sua vida preciosa, minha ilustre e amada irma, esposa de um pastor. Que a sua vida preciosa e sua família floresça e frutifique mais e mais

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

As três prioridades vitais



 Vivemos de decisões. Para uma vida feliz, precisamos de sabedoria nas opções que fazemos. Isto exige de nós uma escala de valores que estabeleça as prioridades em nosso viver. Há um manual – a Bíblia – que nos orienta a estabelecer as prioridades que devem ser adotadas por nós. Entre todas elas, segundo a minha visão, as prioridades vitais são:
1. Deus – Ele deve sempre estar em primeiro lugar na nossa vida. Ele tem a nossa vida em suas mãos. Ele não só nos criou como também nos redimiu dos nossos pecados. Ele deve ser amado de todo o nosso coração, de toda a nossa alma e de todas as nossas forças (Deuteronômio 6: 5). Ele não só conhece o nosso passado e o nosso presente como também todo o nosso futuro. E mais ainda Ele nos ama e tem o melhor para a nossa vida. Ele é onisciente, onipresente e onipotente. Ele não só promete, mas está presente em todos os momentos de nossa vida (Isaias 43: 1 – 5). Nós pertencemos a Ele e somos de fato filhos de Deus (Isaias 43: 1; João 1: 11 – 13). Ele tem os melhores planos para a nossa vida terrena (Jeremias 29: 11 – 13). A qualquer momento, podemos buscá-Lo e encontrá-Lo. Só Ele pode preencher o vazio do nosso coração. Vida feliz e vitoriosa só com Deus em primeiro lugar.
2. A família – A família foi estabelecida por Deus. É onde o ser humano encontra o companheirismo, o verdadeiro amor, o ambiente em que possa interagir com o cônjuge e filhos em todos os momentos da vida, sejam eles bons ou maus. O homem e a mulher se completam. Os filhos são gerados em amor e criados nos verdadeiros ensinos cristãos. Pela família, os propósitos divinos são realizados e transmitidos para as gerações seguintes.
3. A igreja local – Instituída por Jesus Cristo como agência do Reino de Deus para congregar todos aqueles que são salvos por meio da Sua obra redentora na cruz do Calvário. O mundo, por causa do pecado, passou a ser dominado por Satanás. Os salvos estão no mundo, mas não são do mundo. O seu abrigo é a igreja. Nela não só adoram e servem a Deus, mas são fortalecidos para viver de um modo santo e poderem ser o verdadeiro “sal da terra e a luz do mundo”. Os salvos precisam estar integrados numa igreja local se quiserem ser fiéis a Deus.

Temos tido estas três prioridades em nossas vidas?

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

 DIA DE AÇÃO DE GRAÇAS

"E sejam agradecidos a Deus em todas as ocasiões" (1 Ts 5:18).
 Dia de Ação de Graças! Passa despercebido por quase todos, mas é o dia 28 de novembro. Não noto sequer referência na mídia secular. País de tradição cristã não evangélica, não se importa em parar para reconhecer que "Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor" (Sl 33:12). Há interrupções para outros eventos – cívicos, esportivos, políticos, históricos – até datas religiosas são cultuadas como datas nacionais. E isto sem opção de escolha. Até entre nós, evangélicos, a data passa sem muita importância. Talvez por isso falte mais da bênção do Senhor sobre nossas vidas e bens, pois o leproso agradecido daquele grupo foi o único a receber a bênção maior – a salvação. Todo o patrimônio físico de uma nação é, antes de tudo, patrimônio de Deus. "Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam" (Sl 24:1) – mas a criatura que "pertence" comporta-se como o "dono da propriedade". Deus nos deu a terra – mas poucos agradecem por isso. Quando se compara a prosperidade da outra América em relação à nossa, o caminho passa por aqui: reservar um dia para ser o Dia de Ação de Graças. O primeiro ato em terras brasileiras foi uma celebração sem fundamento bíblico; o primeiro ato em terras na chamada Nova Inglaterra foi um culto de Ação de Graças, que se repete a cada mês de novembro, com celebração que suplanta as maiores datas comemorativas daquela nação. Dá para notar os resultados e estabelecer as diferenças. Deus honra quem O honra. Não deveríamos também prestar honra maior ao nosso Deus?!

Ensina-me, Senhor, a sempre expressar agradecimento a tudo que acontece em minha vida.


terça-feira, 23 de agosto de 2016

quarta-feira, 10 de agosto de 2016





DEUS O PAI PERFEITO

Texto: Mateus 6:7-15
Comemoramos o Dia dos Pais. A relação entre pai e filho é tão importante e nobre que Cristo usou a analogia de Pai e filho para nos mostrar como deve ser nosso relacionamento com Deus. “Toda vez em que essa analogia é usada, porém, isto é, toda vez que repetimos a Oração do Senhor, deve ser lembrado que o Salvador fez uso dela num momento e lugar em que a autoridade paternal tinha uma posição muito mais elevada do que nos tempos modernos. Amor entre pai e filho, neste símbolo, significa essencialmente um amor cheio de autoridade de um lado, e amor obediente do outro.” Assim, nossos pais terrenos podem influenciar, de forma inconsciente, nossa perspectiva do Pai celeste. Mas, infelizmente, nosso mundo está infestado por uma epidemia de dor. Com o número de divórcios aumentando e o abuso contra as crianças berrando nas manchetes nacionais, não é de surpreender que para muitos o conceito de um Deus-Pai provoca reações de ira, ressentimento e rejeição. Por não conhecerem um pai humano bondoso e atencioso, mostra uma visão distorcida do amor do Pai celeste. Em muitos casos, esses indivíduos sofredores escolheram tão somente negar ou desprezar a existência de Deus. O que frustra a compreensão de Deus como Pai? Além das experiências negativas na infância, muitos experimentam um bloqueio emocional ou mental quando tentam chamar Deus de “Pai”, pois não o conhecem pessoalmente. Há diferença entre saber a respeito de Deus e conhecê-lo pessoalmente. “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome;” João 1:12
Outras pessoas têm dificuldade de relacionar-se com Deus como Pai porque durante a vida toda foram ensinadas a respeitá-lo. Para elas isso significa chamá-lo de Senhor. Usar um termo informal como “Pai”, parece-lhes falta de reverência. Entretanto a Bíblia nos ensina a chamar a Deus de “Pai” quando oramos: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;” Mateus 6:9 e nos diz que Ele deseja ter um relacionamento íntimo e pessoal conosco, seus filhos.
2. Algumas de nossas dificuldades mais comuns para compreendermos o imensurável amor de Deus são as feridas emocionais. Muitas vezes, essas feridas produzem cicatrizes que nos fazem hesitarem confiar inteiramente nele como
Pai.
Inúmeras pessoas sofrem mágoas e rejeição da família e não têm uma genuína figura paterna com quem se identificar. Tais experiências as impedem de conhecer a Deus como Ele realmente é,negando-lhes a alegria de desfrutar intimidade verdadeira com Ele. Há pelo menos sete diferentes áreas de conceitos errados a respeito de Deus que, com frequência, têm origem na infância:
1.       Autoridade – Às vezes fugimos da autoridade do nosso Pai celeste porque imaginamos que será como as outras figuras de autoridade em nossa vida. Não será! Ele é perfeito amor. É ele quem ordena: “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.” Efésios 6:4 2.
2.       Confiança – Para alguém que não sabe o que é ter pai, seja por causa de morte ou divórcio ,ou ainda por ter sido relegado à “orfandade” pelas exigências das carreiras dos pais, é difícil não duvidar da fidelidade de Deus. Não conseguem apagar as recordações infantis de promessas desfeitas e do abandono. Entretanto, seu Pai celeste estava presente quando você dava os primeiros passos como criança. Ele presenciou as mágoas e desapontamentos de sua adolescência e, neste instante, está presente com você. A intenção de Deus era que o cuidado e a segurança de um bom lar o preparassem para o amor dele.. Deus é o único Pai que jamais falhará conosco: “Se formos infiéis, ele permanece fiel; não podenegar-se a si mesmo.” 2 Timóteo 2:13 3.
3.       Valores – Nos nossos modernos lares, cheios de bugigangas caras e frágeis, as crianças ouvem constantemente palavras sobre a importância e o valor das coisas. No entanto ,muitas poucas vezes ouvem um simples: “-Eu te amo!”. Uma espécie de slogan, ou bordãoo repetitivo e destrutivo, vai cavando seu caminho no subconsciente das crianças: “As coisas são mais importantes do que eu. As coisas são mais importantes do que eu.” Não precisamos abandonar nossos lares e coisas, mas é precisamos alterar radicalmente as prioridades de modo que possamos comunicar o amor de Deus aos nossos filhos .Os valores de Deus diferem significativamente dos nossos. A criação exibe extravagância de cores e complexidade de formas, que transcendem o simples valor funcional. Uma pequena flor branca pode não ter valor econômico, apesar disso foi criada por Deus na esperança de que um dia um de seus filhos pudesse olhá-la e receber a benção dessa beleza. Além de que esta flor pode frutificar e dar um grande valor aos frutos, Deus e exemplo de humildade em sua criação ,A maior demonstração de amor do coração paterno de Deus revela-se na sua atenção aos detalhes de nossa vida. Deus não é avarento, possessivo, nem materialista. Somos nós que, com frequência, usamos as pessoas como se fossem objetos; Ele usa os objetos para abençoar as pessoas. Deus manifesta a sua generosidade mediante dádivas mais importantes do que meras coisas materiais. Graciosamente, Ele nos dá o que não pode ser tocado nem tem preço: o perdão, a misericórdia e o amor.
4.       . Afeição – Quando meu filhinho chega do quintal coberto sujeira e lama, eu o apanho e o lavo. Rejeito a sujeira, não rejeito o meu filho. Sim, nós pecamos. Realmente, quebramos o coração de Deus. Contudo, ainda somos o centro da atenção e do afeto divinos –. É Ele quem nos procurou para conceder-nos perdão e amor. Nós dizemos “Encontrei o Senhor”, mas na verdade foi Ele que, buscou, nos encontrou. Os meninos, por conta do falso conceito de masculinidade, recebem pouco afeto físico da parte dos pais. É comum ouvirem: “Não chore filho; homem não chora”. Entretanto, o amor de Deus cura os ferimentos de meninos e meninas da mesma maneira. Moisés certa vez invocou uma benção sobre cada tribo de Israel. A uma delas ele disse: “O amado do SENHOR habitará seguro com ele; todo o dia o cobrirá; e morará entre os seus ombros.” Deuteronômio 33:12. É aí que você habita também. Seja lá o que você é ou se tornará, você jamais deixará de ser nada mais, nada menos do que uma criança nos braços de Deus.
5.        Presença – Há um atributo de Deus que nem mesmo o melhor pai pode esperar imitar – a capacidade divina de estar conosco o tempo todo. Os pais humanos simplesmente não podem dar aos filhos toda a atenção 24 horas por dia. No entanto, Deus é diferente. Ele não apenas está com você o tempo todo, mas também lhe dá atenção de forma individual: “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” 1 Pedro 5:7 Deus é, e sempre será, nosso Pai verdadeiro. Procure não se ressentir das falhas dos pais terrenos, pois eles não passam de crianças que cresceram e vieram a ter crianças também. Em vez disso, deleite-se no maravilhoso amor do seu Deus e Pai.
6.       . Aceitação – Vivemos numa sociedade voltada para o desempenho. Mesmo quando não passava de um bebê você já era comparado a outras criancinhas. Muitos pais passam aos filhos a mensagem do tipo: se você trouxer para casa boletins com boas notas, se você tiver boa aparência, se você..., então, sim, você será aceito e “amado”. Nosso Deus, porém, nos ama com um amor incondicional. Nosso Pai celestial nos ama porque é amor. Embora não precisemos fazer nada para convencê-lo a nos amar, devemos receber seu amor. O que Deus nos pede é que nos aproximemos dele com honestidade e sinceridade; então Ele nos perdoará e nos transformará nos filhos que Ele deseja.
7.       .Comunicação – Uma tarefa difícil é a comunicação aberta e amorosa, sobretudo para os pais. Talvez por isso muitas pessoas retratam Deus tal qual seus pais terrenos: um homem bom e honesto, mas quieto e tímido, que jamais diz aos filhos que os ama e raramente conversa com eles.. No entanto, Deus comunica seu amor por nós de maneira claríssima. Na verdade, ele nos ama tanto que: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16 Deus se fez carne e habitou entre nós para nos comunicar esse amor incondicional. Se você acredita ter sido prejudicado em seu relacionamento com Deus por causa de uma carência, quer em uma área de amor paterno, quer materno, diga ao Senhor como você se sente e peça-lhe ajuda.


Entenda que você não está sozinho. Não existem pessoas perfeitas... nem pais nem mãe que nunca erraram. Todos já sofreram um tipo ou outro de mágoa. O importante é que você comece a conhecer a Deus pelo que Ele realmente é. Somente Deus é o Pai Perfeito. Ele sempre disciplina em amor. É fiel, generoso, bondoso e justo, e almeja passar bastante tempo com você. Seu Pai celeste quer que você receba o seu amor e saiba que você é especial e singular aos olhos dEle.

sábado, 18 de junho de 2016

O CRISTÃO E AS FESTAS JUNINAS


Decidi dedicar um pouco de tempo a este assunto e, ao ler o livro de Deuteronômio (Dt 25.17), numa passagem que retrata a confirmação da aliança de Deus com o seu povo, lembrando as promessas de bênção, encontrei esta passagem que creio, responde qualquer dúvida que um sincero cristão possa ter quanto a este assunto. Num primeiro momento quero estender o termo cristão o máximo possível, aceitando como cristão (ao menos por enquanto) como "todo aquele que se confessa seguidor de Cristo".
As chamadas festas juninas estão entre as três grandes festas anuais do calendário brasileiro (carnaval, juninas e natal). O país fica animado com a música (caipira e irritante), comidas típicas à base de milho e mandioca e as famosas quadrilhas (como se no Brasil já não as tivéssemos o bastante o ano inteiro). As festividades são dedicadas a três "santos" do romanismo: Antônio (dia 13), João Batista (24) e Pedro (28). Quero considerar tais práticas à luz da história e da bíblia.
As festas populares juninas são mais antigas que o cristianismo. Esta época (solstício de verão e ápice da estação) era marcada pelo início da colheita. Os celtas, bascos, egípcios e sumérios faziam rituais para garantir a fertilidade da terra (e das mulheres que em muitos lugares tinham relações com diversos homens) e o crescimento da vegetação após o inverno que começava a se aproximar.
Havia oferendas de comidas, bebidas e animais às divindades pagãs. Havia muitas danças ao redor das fogueiras para espantar maus espíritos. As crianças geradas nas festas anteriores [de pais desconhecidos] eram passadas pela fumaça das fogueiras como proteção contra os espíritos.
Em Roma (sempre lá) havia as festas junônias, em homenagem à deusa Juno (dona do mês de junho). Seria daí o nome "festas juninas"? Estas celebrações coincidiam com a data da comemoração do nascimento de João Batista, e como a igreja de então não conseguia extirpar o mal, preferiu "encampá-lo", vestindo-o com uma nova roupagem pseudocristã. Mais tarde os jesuítas trouxeram estas festividades para o Brasil, realizando várias alterações e inserindo práticas novas e sincretistas.
Vejamos o significado de alguns dos rituais (além do passar pela fogueira e oferendas de comidas):
O MASTRO: símbolo da fertilidade (falo, órgão sexual masculino), acreditava-se que trazia sorte à residência que o erigisse.
FOGUEIRA: para os pagãos espantavam os maus espíritos, e para os cristãos medievais simbolizavam a luz, portanto, sinal de bênção. No catolicismo tradicional são acesas sempre às 6.00h (hora da "Ave Maria" - por causa de uma lenda na qual Isabel teria combinado avisar a Maria do nascimento de João acendendo uma grande fogueira). Aliás, cada fogueira é arranjada de modo diferente: a de Antônio é quadrangular, a de Pedro é triangular e a de João é arredondada.
FOGOS DE ARTIFÍCIO: os antigos acreditavam que os fogos tinham eficácia para espantar os maus espíritos, o diabo e seus demônios, protegendo os que estivessem nos atos festivais.
BALÕES: simbolizavam os pedidos aos deuses - ou aos santos. Se subirem, é porque os pedidos foram aceitos. Adotados como simbolizando os avisos de que a festa está para começar [haja bombeiros].
ESCONDER A IMAGEM DE ANTÔNIO: o personagem histórico, um franciscano de nome Fernando, rebatizado Antônio, ganhou fama por ajudar a encontrar objetos perdidos e cuidar de enfermos. Uma moça pobre, que não conseguia casar, teria feito uma oração ao santo e conseguido o dote. Daí a virar o santo preferido das jovens "casadoiras" foi questão de tempo. Alguém passou a divulgar que o santo atendia mais rapidamente se fosse colocado de cabeça pra baixo em um lugar escuro ou se lhe fosse tirado a imagem do menino que carrega (tortura ao santo de devoção - uma tolice dentro de outra).
E OS CRISTÃOS, O QUE SE ESPERA DELES?
É isto lícito para um cristão? Os cristãos evangélicos (e aqui estou começando a limitar o sentido do termo cristãos) e seus filhos podem participar de atividades juninas nas escolas ou em qualquer outras sociedades? E professores, convocados para trabalhar nestas festividades? Alguns argumentam que podem perder o emprego. Lembremos, entretanto, que é garantia constitucional que ninguém deve ser obrigado a algo que fira sua consciência religiosa – e isto se aplica até mesmo a votar e ao serviço militar. Devem as igrejas promover algum tipo de festividade semelhante (como festa da colheita, festa caipira ou das nações)? Sei que talvez vá causar algum tipo de polêmica, mas se os líderes do povo de Deus não os chamarem a pensarem sobre as implicações de suas atitudes [Pv 29:18: Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz] o mal triunfará.
A primeira resposta é: as festas idólatras são vedadas aos verdadeiros cristãos [Ez 20.7: Então, lhes disse: Cada um lance de si as abominações de que se agradam os seus olhos, e não vos contamineis com os ídolos do Egito; eu sou o SENHOR, vosso Deus]. Veja também a advertência de Deus através do profeta Oséias [Os 14:8: Ó Efraim, que tenho eu com os ídolos? Eu te ouvirei e cuidarei de ti; sou como o cipreste verde; de mim procede o teu fruto]. Não importa o motivo alegado, por mais santo que possa parecer qualquer participação em festas idólatras é idolatria e é um pecado gravíssimo [I Co 10.22: Ou provocaremos zelos no Senhor? Somos, acaso, mais fortes do que ele?] e horrível cousa é sofrer o merecido castigo de Deus sobre os pecados cometidos, especialmente voluntaria e conscientemente [Hb 10.31: Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo].
A segunda resposta é que aproveitar o clima (junino) para a pregação do evangelho é só uma desculpa para não fazê-lo o ano todo, além de criar uma evidente semelhança com o mal. As desculpas que se usam vão desde arrecadação de fundos a evangelismo, passando por obrigação profissional. Não importa a razão, as festas juninas são festas pagãs e ofensivas a Deus. Nenhum cristão deve envolver-se em práticas herdadas do paganismo. O cristão não pode adequar seu modo de viver numa espécie de mundanização ou relativismo cultural (aliás, hoje, legalmente, nenhum cristão é obrigado a participar de qualquer culto ou prática religiosa travestida de cultura ou folclore - isto é uma garantia constitucional).
Não era assim no início da Igreja Cristã. Os cristãos dos primeiros séculos poderiam salvar a sua vida se apenas aceitassem dizer uma frase: "César é senhor", mas a grande maioria deles preferiu a morte, afirmando veementemente que somente "Cristo é o Senhor" [I Co 12.3: Por isso, vos faço compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus afirma: Anátema, Jesus! Por outro lado, ninguém pode dizer: Senhor Jesus!, senão pelo Espírito Santo]. Ninguém podia tomar uma atitude semelhante se não fosse impulsionado pelo Espírito de Cristo em seu coração (bem diferente do espírito do mundo).
Lembremos que os promotores das festas juninas querem pagar promessas por dádivas que teriam sido recebidas dos seus santos patronos (ou pedir-lhes algo).
Isto na prática é invocação de mortos, uma atitude condenada veementemente pelas escrituras, em textos como Lv 19.31 [Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos; não os procureis para serdes contaminados por eles. Eu sou o SENHOR, vosso Deus], Lv 20.6[Quando alguém se virar para os necromantes e feiticeiros, para se prostituir com eles, eu me voltarei contra ele e o eliminarei do meio do seu povo] e Lv 20.27 [O homem ou mulher que sejam necromantes ou sejam feiticeiros serão mortos; serão apedrejados; o seu sangue cairá sobre eles]. Veja ainda Is 8.19 Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?].
Mas a verdade é que mortos nada fazem por mortos [espirituais], e somente de Deus nos vêm todas as bênçãos [Tg 1:17: Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança]. Se ele não aceitava a necromancia em Israel, aceitá-la-ia na igreja, santuário do seu Espírito Santo [I Co 3.16: Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?]? É óbvio que não.
Como os sacrifícios (especialmente as comidas, bebidas e doces benzidos) são feitos aos padroeiros e suas imagens (idolatria), só nos resta lembrar a advertência do apóstolo Paulo: tais sacrifícios são a demônios e o cristão não tem nem deve ter absolutamente nada com eles [I Co 10.20-22: Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou provocaremos zelos no Senhor? Somos, acaso, mais fortes do que ele?].
Considerando tudo isto, pergunto: você acha lícito um cristão verdadeiro (e não é o fato de ter o nome numa lista de membros de determinada igreja - por mais ortodoxa que ela seja - que faz de alguém cristão) participar de uma festividade cuja origem está na idolatria pagã?
Quero lembrar as palavras de Paulo, que, embora trate de coisas lícitas, as julga inconvenientes. Quanto mais para coisas ilícitas à luz das Escrituras [I Co 10.23: Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam]. Termino com uma citação do livro que acaba com todas as dúvidas: a bíblia sagrada (pelo menos para o cristão):
"Maldito o homem que fizer imagem de escultura ou de fundição, abominável ao SENHOR, obra de artífice, e a puser em lugar oculto. E todo o povo responderá: Amém!"
Dt 27.15

Só este verso já deveria acabar com o culto idólatra a Antônio, Cosme, Damião, João Batista ou Pedro - e a todos os outros, que lhe são semelhantes. Ao que nos cabe, então bradar: "Fugi da idolatria [I Co 10.14], povo de Deus - para não se tornarem partícipes dos flagelos destinados aos idólatras": o fogo do inferno, não uma simples fogueirinha.

Pastor presbiteriano, de convicção teológica e litúrgica calvinista, bacharel em teologia pelo Seminário Teológico Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição e validação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Pós graduado em Revitalização, Multiplicação e Implantação de Igreja pelo Centro de pós-Graduação Andrew Jumper - SP. Mestrando em Pregação pelo CPAJ.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Casamento misto – vai acabar em pizza?

por Emilio Garofalo Neto

Uma das áreas em que o povo de Deus mais ignora o ensino bíblico é no casamento, e isso aparece de diversas formas. Qualquer pastor experiente poderá te afirmar que enorme parte dos aconselhamentos que ele tem de fazer diz respeito a questões de casamento: infidelidade, insubmissão, falta de perdão entre os cônjuges, filhos e escolhas, maridos que não lideram suas famílias e assim vai.
Mas há, é claro, problemas que dizem respeito ao que se passa antes do casamento, e um desses é a escolha do cônjuge. O povo de Deus é terrivelmente mal-informado acerca do que se deve procurar num cônjuge. Na minha ainda pequena experiência, tenho visto que mulheres muitas vezes se satisfazem com o mero combo casamento feliz: “ele não me bate, não me impede de ir à igreja e não leva jeito de que vai me trair”. Isso é se satisfazer com muito pouco. O ideal bíblico para um homem é alguém que esteja na trajetória de se assemelhar cada vez mais a Cristo em amar sua mulher como Cristo ama a igreja. Isso envolve, liderar, servir amorosamente, lutar por sua santificação, amar sacrificialmente, prover e se gastar profundamente em prol dela. Ser Cristo em casa. Meramente não trair está dentro da capacidade de qualquer tonto ali na esquina. Um descrente, por não ser redimido por Cristo, nunca será capaz de se assemelhar a Cristo no cuidado por sua mulher. Pode, no máximo, ser um bom marido de acordo com os padrões desse mundo caído. E, tristemente, é cada vez mais comum ver crentes optando por se casarem com descrentes. Esse é o ponto principal deste artigo. Será que casamento com descrente vai acabar em pizza?

As fatias de pizza da vida

Por que cada vez mais homens e mulheres buscam se tornar uma só carne com alguém que ainda existe na velha carne? Fazer um pacto para a vida inteira com alguém que recusa o pacto com Cristo? Trocar o coração com alguém que tem um coração de pedra? É óbvio que há uma legião de razões. Foquemos em uma. Penso que uma razão é que muitos, por causa da secularização de nosso tempo, veem a religião como apenas uma das áreas diversas da vida. Uma de diversas possíveis opções, mas algo que não influencia demais a vida como um todo. Como fatias de uma pizza que compõe a vida da pessoa.
Explico: tendemos a ver os diversos compartimentos da vida como se fossem um tanto separados, como se fossem as várias fatias que formam a minha pizza. E cada um tem sua pizza individualizada: tenho minhas preferências musicais, escolhas de uso financeiro, minhas peculiaridades na área da saúde, minhas preferências sexuais, ideias sobre criação de filhos, meus hobbys favoritos, e assim por diante. E a decisão de seguir a Cristo muitas vezes é tratada como se fosse só mais uma das fatias da pizza. Assim, quando chega a hora de escolher o marido ou a esposa, basta ver se há suficientes fatias em comum – ainda que não todas.
“Que importa se ele não é crente? Pensamos igual sobre criação de filhos, gostamos dos mesmos programas, não brigamos, ele trata bem minha família… e ainda por cima, na parte em que somos diferentes, ele respeita. E mais, até apoia que eu vá à igreja. E até aparece de vez em quando!” É a mesma ladainha que ouço de moça atrás de moça se enganando enquanto se rebela contra Deus. E vários colegas pastores relatam o mesmo problema. É claro, há variações. E sim, há homens que entram nessa também. Mas parece-me que os rapazes são menos iludidos. Vão atrás de moças descrentes justamente pelas coisas em que são diferentes. É mais malandragem mesmo.

A massa envenenada

Mas será essa uma visão adequada? Se formos seguir a visão pizzaiola da vida, mais apropriado seria dizer que a situação da pessoa diante de Deus, crente ou descrente, é a própria massa da pizza, sobre qual se constroem todos os outros elementos. É o que Jesus nos ensina quando diz, por exemplo, que aquele que não é por ele é contra ele (Mateus 12.30). Não existe neutralidade, não existe a possibilidade de ter áreas da vida em que a rebelião contra Cristo seja inócua. O veneno da impiedade se espalha por toda a vida.
Na fatia do uso do dinheiro, por exemplo. O cristão tem de se dobrar diante da verdade Bíblica profunda de que todo nosso dinheiro pertence a Deus, não somente o que se separa no dízimo. E que cada centavo deve ser gasto em honra a Deus, seja comprando comida, roupa, pagando aluguel ou levando a esposa para passear em Gramado. Mas o descrente não vê assim. Ele vê o dinheiro como uma prerrogativa sua. E cedo ou tarde surgirão conflitos sobre o uso do dinheiro. Apoiar aquela família da igreja que perdeu o emprego? Uma oferta especial de amor a missionários nesse natal? O dízimo? Mas vai além disso. Como o descrente vê a questão da unidade financeira do lar? Do esbanjar? E a idolatria tão comum de fazer com que coisas e status financeiro definam nosso valor? O evangelho tem antídotos para essas coisas todas – mas a esposa descrente não se submete ao evangelho.
E a fatia de pizza da criação de filhos? Como será guiar o filho no caminho do Senhor quando no próprio lar há um pai ou mãe que ativamente rejeita seguir a Jesus? Como modelar a vida cristã se todos os dias há alguém modelando a vida longe do Senhor em casa? A Bíblia tem muito a dizer sobre a tarefa de criar filhos, e vai muito além de moldar cidadãos honestos e produtivos. O objetivo é ensina-los a viver como nada mais nada menos que seres humanos de um novo mundo habitando como sal e luz neste. Como um descrente vai conseguir ajudar nisso? Ainda que não se meta ou atrapalhe, o que julgo ser quase impossível. Mas ainda que ocorresse… A tarefa é difícil demais e precisamos de toda ajuda possível. Meninos precisam de homens que modelem o que é ser um homem cristão tanto quanto meninas precisam do modelo feminino. Aliás, meninas precisam ver em seu pai um modelo do que é Cristo cuidando da igreja, assim direcionando seus afetos tanto para Cristo quanto para o possível futuro marido.
Mas, por certo, a deliciosa fatia da sexualidade seguirá incólume independente do que compõe a massa, não? Não é apenas, digamos, fazer? Também não. A sexualidade humana é um dom criacional de Deus, projetado para ser experimentado dentro da santidade pactual do casamento. E ela não é apenas a conjunção carnal de partes de diferentes; é algo maior e mais profundo. Trata-se da expressão física da profunda unidade de alma. Novamente, um que está morto em delitos e pecados tem em sua alma a marca da rebeldia ferina contra Cristo, detendo a verdade pela injustiça (Romanos 1.18). Alguém que tem o coração de carne dado pela ação do Espírito Santo está aprendendo a interpretar toda a vida por meio das lentes da Escritura, inclusive o que faz ou deixar de fazer na cama. Nisso tudo, a dinâmica bíblica de buscar o interesse do outro – inclusive na sexualidade – vai se mostrar diferente quando o jugo é desigual. E te pergunto: você quer mesmo fazer sexo com um inimigo do teu salvador?
A fatia da pizza do uso do tempo livre também é afetada pela disposição básica do coração. Não é apenas a escolha de gastar tempo em lindas manhãs de Domingo com o povo de Deus na igreja ao invés de na AABB ou no parque da cidade. Vai além de buscar encontrar outros jovens casais no Sábado à noite ao invés de um grupo de descrentes. Essas coisas são importantes, mas vai além disso. Diz respeito a fazer com que cada ato do tempo livre de vocês seja um momento de ação de graças e deleite na bondade de Deus. Seja o cineminha, o jantar a dois, o passeio de caiaque ou a viagem de férias. Diz respeito a fazer tudo para a glória de Deus junto a alguém que faz o mesmo, e não alguém que se recusa a glorificar e agradecer a Deus (Romanos 1.21).
São várias as fatias de pizza que compõem a vida de alguém, e nenhuma delas deixa de ser afetada pela massa, não importa quão apetitosos pareçam o queijo ou seja o que for que vem junto.

Não se contente com pouco

Mas será que não vale a pena? Pois, afinal, a massa dele pode se converter e será uma massa crente! Será que não é justamente por meio de estar comigo que ele(a) vai ouvir e ver o evangelho, vindo então a se converter? É inegável que muitas conversões aconteceram nessa situação, mas penso que o número é superestimado. Não podemos presumir que Deus será gracioso. É como justificar a irresponsabilidade no uso do cinto de segurança pelo fato de que há pessoas que não usam e ainda assim sofrem acidentes sem morrer. E vejo e sei de muitos e muitos casos onde acaba em divórcio, ou simplesmente em décadas de frustração.
Mas o problema é mais básico que isso. No final das contas, veja o tamanho da rebeldia e estultícia: a pessoa está dizendo que sua esperança é que, por meio de seu pecado, o outro seja convertido. Quem sabe por meio de desobedecer a Deus o outro venha a ser obediente a Deus. Quem sabe por meio de rejeitar o claro ensinamento de Cristo o outro venha a se tornar discípulo de Cristo. Quem sabe minha idolatria faça o outro vir a amar o Deus verdadeiro. Isso é tolice.
Não é sábio nem bom seguir por esse caminho. Sim, eu sei que há escassez de homens bons para casar na igreja (por certo estou trabalhando em minha igreja para mudar isso, e sei de muitos outros que fazem o mesmo). Mas, queridas ovelhas de Cristo, parem de se contentar com pouco. Pare de querer pizza velha de boteco quando Deus te chama a uma refeição gourmet com um filho dele. Deus não está querendo te impedir de ser feliz – Ele quer que você tenha uma imagem do próprio relacionamento de Cristo e a Igreja em sua casa.