terça-feira, 24 de outubro de 2017

A Reforma Protestante e o Cristianismo Atual



Quando, em 31 de outubro de 1517, o monge Martinho Lutero afixou as 95 teses na porta da Catedral de Wittenberg, na Alemanha, dando início ao movimento que viria a ser conhecido como Reforma Protestante, muito provavelmente ele não fazia ideia de onde tudo aquilo chegaria.
Sua intenção mais sincera era restaurar a igreja e mantê-la Una, Santa, Católica e Apostólica. Obviamente ele não imaginava que aquele ato, de alguma maneira, seria a causa da formação da espiritualidade ocidental.
Contudo, Lutero não foi o primeiro a levantar a bandeira da necessidade de reformar a igreja. Precursores como John Wycliffe, na Inglaterra, e John Hus, conhecido como o reformador da Boemia, pagaram o preço de perseguição e martírio (no caso de Hus) por se insurgir em prol da sã doutrina.
Na realidade, embora as teses de Lutero tenham sido um marco inicial para a restauração da sã doutrina bíblica, muito ainda deveria ser feito.
O movimento reformista formulou, a partir dos textos bíblicos, alguns pontos-chave, que seriam norteadores da fé. Vejamos a profunda simplicidade dessas propostas.
– A salvação pela Graça
(Efésios 2.8)
– A justificação mediante a fé
(Romanos 1.17)
– A centralidade de Cristo
(João 14.6)
– A autoridade das Escrituras
(2 Timóteo 3.16)
– Somente Deus merece a glória (Romanos 11.36)
Apesar de podermos considerar essas propostas como simples, talvez até óbvias em nosso tempo, elas sacudiram toda a base de poder na qual a igreja se auto estabelecera, tiveram profundo impacto sobre a ética e influenciaram o progresso do conhecimento em todo o mundo.
E é sobre esses cinco pilares que se baseia a Reforma Protestante. Muitos cristãos protestantes foram alvo de martírio durante séculos. Porém, a firmeza de suas convicções perpetuou a proclamação da Palavra de Deus.
Em decorrência do profundo compromisso dos homens e mulheres que se dispuseram a proclamar a verdade de Deus no passado, nós, cristãos do século 21, pudemos receber a mensagem do amor gracioso do Pai, que nos salva unicamente pela fé no sacrifício de cristo, conforme revelado em Sua Palavra.
A Ele seja toda honra, toda honra, toda glória e todo louvor!
Celebremos a Reforma Protestante da melhor forma: vivendo seus princípios e dispondo-nos apagar o preço de honrar a Deus em tudo o que fizemos.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

As três prioridades vitais



 Vivemos de decisões. Para uma vida feliz, precisamos de sabedoria nas opções que fazemos. Isto exige de nós uma escala de valores que estabeleça as prioridades em nosso viver. Há um manual – a Bíblia – que nos orienta a estabelecer as prioridades que devem ser adotadas por nós. Entre todas elas, segundo a minha visão, as prioridades vitais são:
1. Deus – Ele deve sempre estar em primeiro lugar na nossa vida. Ele tem a nossa vida em suas mãos. Ele não só nos criou como também nos redimiu dos nossos pecados. Ele deve ser amado de todo o nosso coração, de toda a nossa alma e de todas as nossas forças (Deuteronômio 6: 5). Ele não só conhece o nosso passado e o nosso presente como também todo o nosso futuro. E mais ainda Ele nos ama e tem o melhor para a nossa vida. Ele é onisciente, onipresente e onipotente. Ele não só promete, mas está presente em todos os momentos de nossa vida (Isaias 43: 1 – 5). Nós pertencemos a Ele e somos de fato filhos de Deus (Isaias 43: 1; João 1: 11 – 13). Ele tem os melhores planos para a nossa vida terrena (Jeremias 29: 11 – 13). A qualquer momento, podemos buscá-Lo e encontrá-Lo. Só Ele pode preencher o vazio do nosso coração. Vida feliz e vitoriosa só com Deus em primeiro lugar.
2. A família – A família foi estabelecida por Deus. É onde o ser humano encontra o companheirismo, o verdadeiro amor, o ambiente em que possa interagir com o cônjuge e filhos em todos os momentos da vida, sejam eles bons ou maus. O homem e a mulher se completam. Os filhos são gerados em amor e criados nos verdadeiros ensinos cristãos. Pela família, os propósitos divinos são realizados e transmitidos para as gerações seguintes.
3. A igreja local – Instituída por Jesus Cristo como agência do Reino de Deus para congregar todos aqueles que são salvos por meio da Sua obra redentora na cruz do Calvário. O mundo, por causa do pecado, passou a ser dominado por Satanás. Os salvos estão no mundo, mas não são do mundo. O seu abrigo é a igreja. Nela não só adoram e servem a Deus, mas são fortalecidos para viver de um modo santo e poderem ser o verdadeiro “sal da terra e a luz do mundo”. Os salvos precisam estar integrados numa igreja local se quiserem ser fiéis a Deus.

Temos tido estas três prioridades em nossas vidas?

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

 DIA DE AÇÃO DE GRAÇAS

"E sejam agradecidos a Deus em todas as ocasiões" (1 Ts 5:18).
 Dia de Ação de Graças! Passa despercebido por quase todos, mas é o dia 28 de novembro. Não noto sequer referência na mídia secular. País de tradição cristã não evangélica, não se importa em parar para reconhecer que "Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor" (Sl 33:12). Há interrupções para outros eventos – cívicos, esportivos, políticos, históricos – até datas religiosas são cultuadas como datas nacionais. E isto sem opção de escolha. Até entre nós, evangélicos, a data passa sem muita importância. Talvez por isso falte mais da bênção do Senhor sobre nossas vidas e bens, pois o leproso agradecido daquele grupo foi o único a receber a bênção maior – a salvação. Todo o patrimônio físico de uma nação é, antes de tudo, patrimônio de Deus. "Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam" (Sl 24:1) – mas a criatura que "pertence" comporta-se como o "dono da propriedade". Deus nos deu a terra – mas poucos agradecem por isso. Quando se compara a prosperidade da outra América em relação à nossa, o caminho passa por aqui: reservar um dia para ser o Dia de Ação de Graças. O primeiro ato em terras brasileiras foi uma celebração sem fundamento bíblico; o primeiro ato em terras na chamada Nova Inglaterra foi um culto de Ação de Graças, que se repete a cada mês de novembro, com celebração que suplanta as maiores datas comemorativas daquela nação. Dá para notar os resultados e estabelecer as diferenças. Deus honra quem O honra. Não deveríamos também prestar honra maior ao nosso Deus?!

Ensina-me, Senhor, a sempre expressar agradecimento a tudo que acontece em minha vida.


sábado, 18 de junho de 2016

O CRISTÃO E AS FESTAS JUNINAS


Decidi dedicar um pouco de tempo a este assunto e, ao ler o livro de Deuteronômio (Dt 25.17), numa passagem que retrata a confirmação da aliança de Deus com o seu povo, lembrando as promessas de bênção, encontrei esta passagem que creio, responde qualquer dúvida que um sincero cristão possa ter quanto a este assunto. Num primeiro momento quero estender o termo cristão o máximo possível, aceitando como cristão (ao menos por enquanto) como "todo aquele que se confessa seguidor de Cristo".
As chamadas festas juninas estão entre as três grandes festas anuais do calendário brasileiro (carnaval, juninas e natal). O país fica animado com a música (caipira e irritante), comidas típicas à base de milho e mandioca e as famosas quadrilhas (como se no Brasil já não as tivéssemos o bastante o ano inteiro). As festividades são dedicadas a três "santos" do romanismo: Antônio (dia 13), João Batista (24) e Pedro (28). Quero considerar tais práticas à luz da história e da bíblia.
As festas populares juninas são mais antigas que o cristianismo. Esta época (solstício de verão e ápice da estação) era marcada pelo início da colheita. Os celtas, bascos, egípcios e sumérios faziam rituais para garantir a fertilidade da terra (e das mulheres que em muitos lugares tinham relações com diversos homens) e o crescimento da vegetação após o inverno que começava a se aproximar.
Havia oferendas de comidas, bebidas e animais às divindades pagãs. Havia muitas danças ao redor das fogueiras para espantar maus espíritos. As crianças geradas nas festas anteriores [de pais desconhecidos] eram passadas pela fumaça das fogueiras como proteção contra os espíritos.
Em Roma (sempre lá) havia as festas junônias, em homenagem à deusa Juno (dona do mês de junho). Seria daí o nome "festas juninas"? Estas celebrações coincidiam com a data da comemoração do nascimento de João Batista, e como a igreja de então não conseguia extirpar o mal, preferiu "encampá-lo", vestindo-o com uma nova roupagem pseudocristã. Mais tarde os jesuítas trouxeram estas festividades para o Brasil, realizando várias alterações e inserindo práticas novas e sincretistas.
Vejamos o significado de alguns dos rituais (além do passar pela fogueira e oferendas de comidas):
O MASTRO: símbolo da fertilidade (falo, órgão sexual masculino), acreditava-se que trazia sorte à residência que o erigisse.
FOGUEIRA: para os pagãos espantavam os maus espíritos, e para os cristãos medievais simbolizavam a luz, portanto, sinal de bênção. No catolicismo tradicional são acesas sempre às 6.00h (hora da "Ave Maria" - por causa de uma lenda na qual Isabel teria combinado avisar a Maria do nascimento de João acendendo uma grande fogueira). Aliás, cada fogueira é arranjada de modo diferente: a de Antônio é quadrangular, a de Pedro é triangular e a de João é arredondada.
FOGOS DE ARTIFÍCIO: os antigos acreditavam que os fogos tinham eficácia para espantar os maus espíritos, o diabo e seus demônios, protegendo os que estivessem nos atos festivais.
BALÕES: simbolizavam os pedidos aos deuses - ou aos santos. Se subirem, é porque os pedidos foram aceitos. Adotados como simbolizando os avisos de que a festa está para começar [haja bombeiros].
ESCONDER A IMAGEM DE ANTÔNIO: o personagem histórico, um franciscano de nome Fernando, rebatizado Antônio, ganhou fama por ajudar a encontrar objetos perdidos e cuidar de enfermos. Uma moça pobre, que não conseguia casar, teria feito uma oração ao santo e conseguido o dote. Daí a virar o santo preferido das jovens "casadoiras" foi questão de tempo. Alguém passou a divulgar que o santo atendia mais rapidamente se fosse colocado de cabeça pra baixo em um lugar escuro ou se lhe fosse tirado a imagem do menino que carrega (tortura ao santo de devoção - uma tolice dentro de outra).
E OS CRISTÃOS, O QUE SE ESPERA DELES?
É isto lícito para um cristão? Os cristãos evangélicos (e aqui estou começando a limitar o sentido do termo cristãos) e seus filhos podem participar de atividades juninas nas escolas ou em qualquer outras sociedades? E professores, convocados para trabalhar nestas festividades? Alguns argumentam que podem perder o emprego. Lembremos, entretanto, que é garantia constitucional que ninguém deve ser obrigado a algo que fira sua consciência religiosa – e isto se aplica até mesmo a votar e ao serviço militar. Devem as igrejas promover algum tipo de festividade semelhante (como festa da colheita, festa caipira ou das nações)? Sei que talvez vá causar algum tipo de polêmica, mas se os líderes do povo de Deus não os chamarem a pensarem sobre as implicações de suas atitudes [Pv 29:18: Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz] o mal triunfará.
A primeira resposta é: as festas idólatras são vedadas aos verdadeiros cristãos [Ez 20.7: Então, lhes disse: Cada um lance de si as abominações de que se agradam os seus olhos, e não vos contamineis com os ídolos do Egito; eu sou o SENHOR, vosso Deus]. Veja também a advertência de Deus através do profeta Oséias [Os 14:8: Ó Efraim, que tenho eu com os ídolos? Eu te ouvirei e cuidarei de ti; sou como o cipreste verde; de mim procede o teu fruto]. Não importa o motivo alegado, por mais santo que possa parecer qualquer participação em festas idólatras é idolatria e é um pecado gravíssimo [I Co 10.22: Ou provocaremos zelos no Senhor? Somos, acaso, mais fortes do que ele?] e horrível cousa é sofrer o merecido castigo de Deus sobre os pecados cometidos, especialmente voluntaria e conscientemente [Hb 10.31: Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo].
A segunda resposta é que aproveitar o clima (junino) para a pregação do evangelho é só uma desculpa para não fazê-lo o ano todo, além de criar uma evidente semelhança com o mal. As desculpas que se usam vão desde arrecadação de fundos a evangelismo, passando por obrigação profissional. Não importa a razão, as festas juninas são festas pagãs e ofensivas a Deus. Nenhum cristão deve envolver-se em práticas herdadas do paganismo. O cristão não pode adequar seu modo de viver numa espécie de mundanização ou relativismo cultural (aliás, hoje, legalmente, nenhum cristão é obrigado a participar de qualquer culto ou prática religiosa travestida de cultura ou folclore - isto é uma garantia constitucional).
Não era assim no início da Igreja Cristã. Os cristãos dos primeiros séculos poderiam salvar a sua vida se apenas aceitassem dizer uma frase: "César é senhor", mas a grande maioria deles preferiu a morte, afirmando veementemente que somente "Cristo é o Senhor" [I Co 12.3: Por isso, vos faço compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus afirma: Anátema, Jesus! Por outro lado, ninguém pode dizer: Senhor Jesus!, senão pelo Espírito Santo]. Ninguém podia tomar uma atitude semelhante se não fosse impulsionado pelo Espírito de Cristo em seu coração (bem diferente do espírito do mundo).
Lembremos que os promotores das festas juninas querem pagar promessas por dádivas que teriam sido recebidas dos seus santos patronos (ou pedir-lhes algo).
Isto na prática é invocação de mortos, uma atitude condenada veementemente pelas escrituras, em textos como Lv 19.31 [Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos; não os procureis para serdes contaminados por eles. Eu sou o SENHOR, vosso Deus], Lv 20.6[Quando alguém se virar para os necromantes e feiticeiros, para se prostituir com eles, eu me voltarei contra ele e o eliminarei do meio do seu povo] e Lv 20.27 [O homem ou mulher que sejam necromantes ou sejam feiticeiros serão mortos; serão apedrejados; o seu sangue cairá sobre eles]. Veja ainda Is 8.19 Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?].
Mas a verdade é que mortos nada fazem por mortos [espirituais], e somente de Deus nos vêm todas as bênçãos [Tg 1:17: Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança]. Se ele não aceitava a necromancia em Israel, aceitá-la-ia na igreja, santuário do seu Espírito Santo [I Co 3.16: Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?]? É óbvio que não.
Como os sacrifícios (especialmente as comidas, bebidas e doces benzidos) são feitos aos padroeiros e suas imagens (idolatria), só nos resta lembrar a advertência do apóstolo Paulo: tais sacrifícios são a demônios e o cristão não tem nem deve ter absolutamente nada com eles [I Co 10.20-22: Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou provocaremos zelos no Senhor? Somos, acaso, mais fortes do que ele?].
Considerando tudo isto, pergunto: você acha lícito um cristão verdadeiro (e não é o fato de ter o nome numa lista de membros de determinada igreja - por mais ortodoxa que ela seja - que faz de alguém cristão) participar de uma festividade cuja origem está na idolatria pagã?
Quero lembrar as palavras de Paulo, que, embora trate de coisas lícitas, as julga inconvenientes. Quanto mais para coisas ilícitas à luz das Escrituras [I Co 10.23: Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam]. Termino com uma citação do livro que acaba com todas as dúvidas: a bíblia sagrada (pelo menos para o cristão):
"Maldito o homem que fizer imagem de escultura ou de fundição, abominável ao SENHOR, obra de artífice, e a puser em lugar oculto. E todo o povo responderá: Amém!"
Dt 27.15

Só este verso já deveria acabar com o culto idólatra a Antônio, Cosme, Damião, João Batista ou Pedro - e a todos os outros, que lhe são semelhantes. Ao que nos cabe, então bradar: "Fugi da idolatria [I Co 10.14], povo de Deus - para não se tornarem partícipes dos flagelos destinados aos idólatras": o fogo do inferno, não uma simples fogueirinha.

Pastor presbiteriano, de convicção teológica e litúrgica calvinista, bacharel em teologia pelo Seminário Teológico Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição e validação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Pós graduado em Revitalização, Multiplicação e Implantação de Igreja pelo Centro de pós-Graduação Andrew Jumper - SP. Mestrando em Pregação pelo CPAJ.

terça-feira, 19 de abril de 2016



O cristão não está isento do medo. O problema não é o medo chegar, é ele se instalar. A maturidade cristã não está em se ter medo ou não, mas em como se lida com ele. O segredo está em levar-se o medo ao Senhor, pois quando o fazemos vem a confiança e esta abafa o medo. Podem ser vários os medos que nos assaltem mas o que temos de fazer é regar a nossa confiança no Senhor com as Escrituras e com a oração. Quanto mais for crescendo a confiança mais vai desaparecendo o medo. Se estás com medo de algo rega a tua confiança no Senhor, sabe que Ele estará contigo no vale da sombra da morte.
Boa semana. Graça e Paz.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Sem tempo no domingo?





como seria se os cultos fossem na segunda-feira às10h45 e às 18h. Você conseguiria chegar ao templo? Daria tempo para sair do trabalho, passar em casa para reunir a família e chegar ao culto no horário? É óbvio que na cidade de São Paulo isso seria impossível para todos que estão em atividade no mercado de trabalho e não seria nada fácil mesmo para aqueles que já estão na condição de aposentados.O domingo dos primeiros cristãos era dia útil.
Facilmente esquecemos disso! Fico curioso para saber como os comerciantes de Jerusalém arrumavam tempo para deixar o comércio e ir até a casa onde os irmãos estavam reunidos para adoração. Gostaria de saber como os cristãos da cidade de Corinto conciliavam cargos públicos com a frequência às reuniões da Igreja em pleno dia útil. Lembro que Corinto não era pequena para os padrões da época pois tinha cerca de 650 mil habitantes. Com o crescimento do cristianismo, a situação
mudou. O primeiro dia da semana transformou-se no dia de descanso. Mas antes que isso ocorresse, certamente muitos cristãos dos primeiros séculos foram perseguidos por conta do exótico costume de irem à igreja em pleno dia útil.
O domingo não deve ser observado com espírito legalista, pois é fato que a vida moderna requer o trabalho ininterrupto de diversos setores para que possa seguir na sua normalidade (transportes, saúde, segurançaetc). Entretanto, não podemos esquecer a importância do dia de descanso e de adoração na vida do cristão. Deus designou particularmente um dia em sete para
ser um sábado (descanso) santificado por Ele; desde o princípio do mundo, até a ressurreição de Cristo, esse dia foi o último da semana; e desde a ressurreição de Cristo foi mudado para o primeiro dia da semana, dia que na Escritura é chamado Domingo, ou dia do Senhor, e que há de continuar até o fim do mundo como o sábado cristão.Separar um dia para descanso e adoração lembra-nos
que não somos máquinas e que o tempo é um presente de Deus e não mais uma mercadoria. Lembra-nos também que Deus é a verdadeira fonte de nossa força. O dia de descanso e adoração serve principalmente para prevenir a soberba humana:Não digam, pois, em seu coração: “A minha
capacidade e a força das minhas mãos ajuntaram para mim toda esta riqueza”. Mas, lembrem- se do Senhor, o seu Deus, pois é ele que lhes dá a capacidade de produzir riqueza... (Deuteronômio 8.17-18/NVI).Se o seu domingo já não é mais dia de descanso e
adoração, junte-se aos primeiros cristãos e arrume lugar para adorar em pleno dia útil. Confie em Deus para guiá-lo na reorganização de suas prioridades na vida pessoal e profissional.

terça-feira, 22 de março de 2016



Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras,
E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.
1 Coríntios 15:3,4

A Ressurreição e eu

"Ao comerem, estejam prontos para sair; cinto no lugar, sandálias nos pés e cajado na mão. Comam apressadamente. Esta é a Páscoa do Senhor. Quando os seus filhos lhes perguntarem: ‘O que significa esta cerimônia?”, respondam-lhes: É o sacrifício da Páscoa ao Senhor, que passou sobre as casas dos israelitas no Egito e poupou nossas casas quando matou os egípcios’” (Êx 12.11,26,27)

 A salvação do povo hebreu é obra de Deus. E este acontecimento extraordinário na vida deste povo é relembrado através da cerimônia da Páscoa. Os judeus deviam sacrificar um cordeiro macho e sem defeito para celebração desta festa. O apóstolo Paulo diz que Cristo é o nosso Cordeiro pascal (1Cor 5.7), mostrando que Ele havia feito o sacrifício de uma nova aliança. Jesus Cristo, o nosso cordeiro Pascal, não permaneceu morto, Ele ressuscitou! O meu sentimento diante da Páscoa depende do modo como encaro este fato.
Num domingo, algumas mulheres foram ao sepulcro de Jesus levando especiarias aromáticas para o corpo sem vida do seu mestre, mas foram surpreendidas pelo túmulo vazio (Luc 24). Jesus venceu a morte, mas muitos não acreditaram. As autoridades que haviam sacrificado o Cordeiro de Deus espalharam a notícia de que os discípulos tinham furtado o seu corpo (Mt 28.13). Desde então, muitas teorias surgiram tentando desacreditar a ressurreição de Cristo.
Quando vejo como a vida dos discípulos de Jesus foi mudada depois desse fato, quando observo um Pedro covarde que nega o seu mestre, sem nenhum temor, desafiando as autoridades, quando leio que com grande poder os apóstolos continuavam a testemunhar da ressurreição, apesar de toda perseguição (Atos 4.33), não consigo acreditar que os discípulos sacrificassem suas próprias vidas por uma farsa.
O apóstolo Paulo diz que Cristo morreu pelos nossos pecados, foi sepultado e ressuscitou no terceiro dia, que apareceu a Pedro e depois aos doze. E que depois disso apareceu a mais de 500 irmãos, de uma só vez. Se Cristo não ressuscitou, é inútil a nossa pregação e também inútil a nossa fé (1Cor 15.4-6, 14).
O que significa a Páscoa para mim? A resposta depende de como eu vejo a ressurreição de Jesus Cristo. Paulo afirma:
” Se você confessar com a sua boca que Jesus é seu Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo”
(Rom 10.9).
Assim como para os judeus a Páscoa significava a salvação da escravidão no Egito, também para mim ela representa a minha salvação; não da escravidão no Egito, mas da escravidão do pecado.
A minha missão agora é levar o verdadeiro significado da Páscoa a todas as nações, sabendo que o Cristo ressuscitado estará comigo até o fim dos tempos (Mateus 28.20). Estamos diante da oportunidade de levar a verdadeira Páscoa a quem ainda não a conhece. Aqueles que cercam você pensam o que a respeito da páscoa?

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

QUANDO NINGUÉM VEM A CRISTO

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Há épocas em nossos ministérios em que o fruto espiritual não é tão evidente quanto gostaríamos. Não é tão evidente para os outros, e não é tão evidente para nós. Como pastores, nós plantamos, semeamos e regamos de novo—mas nestas épocas parece que vem pouco fruto de nosso trabalho. Nada parece acontecer. Para alguns pode levar um ano, dois anos, alguns anos sem ver frutos do seu trabalho. Nós evangelizamos, nós pregamos com paixão, nós tentamos desenvolver amizade com não-cristãos. Mas ainda assim, nada acontece. Então perguntamos: “O  que está errado comigo?” Porque, Deus, você não me usa?” Nós temos a tendencia ou de culpar a Deus ou de culpar a nós mesmos. Em ambos os casos, nós estamos demonstrando uma falta de confiança no evangelho. 

A verdade é que, ou Jesus é o Senhor da seara ou não é. O que nós cremos de verdade? 

Uma das doutrinas mais preciosas da fé é a doutrina da soberania de Deus. Ela é um dos marcos da tradição reformada. Ainda assim, as implicações da sua soberania na vida de um pastor pode com frequência te ferir profundamente. Ela fere porque vai contra a idéia de que frutos espirituais sempre serão evidentes.
 
Quando ficamos desesperados par aver alguma coisa com os nossos olhos, a tentação é seguir métodos questionáveis para gerar frutos e e fazer conseguir algo. Afinal, boa parte das igrejas evangélicas promovem o sucesso como sendo simplesmente uma tarefe de quantas pessoas você consegue reunir em um auditório, ou quantas mãos você consegue fazer levantar como parte de um apelo emocional. Então, nós ficamos tentados a apelar aos métodos do mundo para conseguir o que queremos tanto: sucesso. Ainda assim quanto mais levamos a sério o ministério, mais sabemos que brindes e manipulações não são o modo de atrair pessoas para Cristo que honra a Deus. O que precisamos é muito mais simples: uma proclamação persistente do evangelho. Nada fabricado. E isso parece arriscado, porque você está realmente deixando os resultados para Deus em sua pregação e em seus esforços evangelisticos. 

Considere a vida de Jeremias, o profeta que viveu nos dias finais do Reino do Sul de Judá quando a nação sucumbiu. Deus o enviou para dar um ultimo aviso ás pessoas de Judá antes que eles fossem expulsos da terra. Deus destruiria a nação e os enviaria ao cativeiro sob o reino da Babilonia. O papel de Jeremias era pregar e alerta-los de seus pecados e comportamentos idólatras. Mas, tem um problema aqui: Ninguém ouviu, ninguém atendeu. Nem mesmo ao seu apelo fervoroso e emocional chamando o povo a obedecer a Deus. Jeremias pregou por quarenta anos, e ele não teve sucesso em mudar a mente do povo. Ele continuaram teimosos. Mesmo os profetas antes dele tiveram algum sucesso, mas não Jeremias. Parecia que ele estava falando com uma parede. 

Isto afetou Jeremias profundamente Ele é conhecido como o “profeta chorão” (veja Jer. 9:1) por pelo menos duas razões. Primeiro, ninguém ouvia a ele. Segundo, ele sabia o que estava para acontecer. Poucas pessoas ao seu redor o confortavam. Deus disse que ele não se casaria, nem teria filhos, e ele não tinha nenhum amigo por perto. Ele se sentiu sozinho mesmo quando estava pregando. Jeremias carregou o fardo de pregar uma mensagem dura, bem como o fardo de ver poucos frutos enquanto ele pregava esta mensagem. 

Cada um de nós como crentes, não somente os pastores, precisa saber que assim como aconteceu com os grandes profetas do passado. nós também teremos períodos de falta de frutos. Isto com frequência, te levará a questioner o seu chamado. Isso pode até levar a depressão. Mas devemos encontrar alegria no Senhor. Em Jeremias 15:19 nós vemos que a alegria de Jeremias foi restaurada no meio do seu desânimo. Porque nós perdemos nossa alegria como pastores e lideres no ministério? Certamente, muitas vezes é porque nós não vemos fruto espiritual. Mas outras vezes é porque nós cobiçamos o sucesso dos outros. Esta, então é a pergunta que devemos fazer a nós mesmos: Jesus é suficiente? 

Teve um periodo na plantação de nossa igreja que eu fiquei extremamente desanimado porque ninguém estava vindo para Cristo. A igreja parecia estagnada. Eu estava colocando cada vez mais energia e tempo, mas com pouco resultado. Um pastor sábio e mais experiente se aproximou de mim e perguntou: “Jay, Jesus realmente é suficiente para você? Porque todo esse desgaste? Você não confia nele?”

Talvez meu interesse fosse demonstrar como eu era bem sucedido ou eu estava cobiçando o sucesso dos outros. O décimo mandamento fala isso claramente: “Não cobiçarás” (Ex. 20:17). A chave para não cobiçar o sucesso ministerial dos outros é encontrar alegria completamente em Jesus. Se ele é suficiente para você pessoalmente, você sabe que o seu ministério não te valida.  É Jesus que te valida. 

Quando Jesus for suficiente para você, você vai encontrar contentamento nele nos momentos difíceis do ministério, e você não vai ser dominado pelo desânimo. Sua alma não ficará abatida porque você colocou sua esperança totalmente em Deus, porque você sabe que ele é o Senhor da colheita. 

Descanse nesta verdade. Trabalhe duro para espalhar a fama dele em sua cidade e nas nações. Encontre contentamento em seu tempo divino, e sua alma ficará saudável mesmo quando você ver poucos frutos visíveis.  Ele está no controle. Ele é o Senhor da colheita. Nós somos simples embaixadores.

http://www.jaybauman.com/blog-em-portuguecircs

Originalmente postado em inglês no site da Acts 29.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Halloween: Inofensiva Brincadeira Americana?

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Por - Jáder Borges

Chegamos na cidade de Minneapolis no mês de outubro e o final do outono anunciava que um rigoroso inverno viria pela frente, com possibilidades de tempestades de neve. À medida que o mês ia passando, casas e lojas iam intensificando as decorações do "Halloween", o tradicional "dia das bruxas", quando pregar peças nos outros em forma de sustos e festinhas embaladas com vampiros dançando com múmias, fica liberado. Crianças percorrem casas perguntando algo como "travessuras ou doces?", e assim, todos esperam a noite cair, para que monstros e abóboras desfiguradas comandem a festa, ao som de muito agito, "Halloween". O que esta palavra significa? A Funk and Wagnalls New Encyclopedia informa que este termo é aplicado à noite que precede o "dia de todos os santos", uma espécie de abreviação-referência de "Allhallows Evening" (uma tradução mais literal de "Allhallows Evening" seria: "Noite de todos os consagrados"...).

Estão brincando com coisa séria...

A onda do Halloween vem crescendo no Brasil, levantada por centenas de cursos de inglês, escolas com fortes influências americanas, seriados de TV e por muitos jovens que tiveram contato com a América, seja através de estudo ou intercâmbio, e que têm fascínio pela cultura norte-americana. Na comemoração do Halloween, o que se escuta como justificativa é que este é um dos meios mais divertidos de se passar um pouquinho mais a cultura daquele país para os interessados e que tudo não passa de uma divertida e diferente aula de inglês, ou de sociologia, simplesmente carregada na maquiagem e nas sombras. Seria "brincadeira" mesmo? De onde vem o Halloween?

A "brincadeira" do Halloween não tem nada de brincadeira na sua origem. Quando se busca no tempo e na história, nesta época do calendário, os druidas (espécie de feiticeiros, antigos sacerdotes entre os gauleses e bretões), costumavam erguer fogueiras para invocação de Saman, o senhor da morte! Pelo menos outros quatro espíritos também eram invocados, com a finalidade de se consultar sobre o futuro ou sobre coisas ocultas. O povo celta também acreditava que nesta data os espíritos dos mortos voltavam à terra para visitar os lares durante a noite. Os romanos, após conquistarem a Grã-Bretanha, adotaram para si as crenças do Halloween, num de seus festivais rituais, em honra à deusa Pomona, senhora das frutas e das árvores.

Como podemos ver, a fonte dessa "brincadeira" traz consigo rituais e invocações a espíritos, tanto de demônios, como de mortos, coisas estas que a Palavra de Deus, a Bíblia, enfaticamente recomenda para não serem feitas, sob grande risco de tremendos distúrbios emocionais e espirituais. A Bíblia diz para não brincarmos e nem mexermos com o oculto, exatamente porque não existe nada de divertido nas densas trevas espirituais, de onde o Halloween se origina (veja Dt.18.9-14; 20.17,18; Is. 8.19; etc). Todos nós sabemos que quem brinca ao volante de um carro, pode se machucar seriamente; que quem brinca com fogo, pode se queimar... e, que quem brinca com uma arma, pode tombar, vítima de um disparo avassalador. Portanto, não brinque com práticas e representações que se aproximam daquilo que Deus avisou para não ser copiado, ou ridicularizado. As penas poderão ser muito duras.

Ora, irmão, deixe de exagero...

Vampiros, múmias, duendes travessos, fantasmas, feiticeiras e diabinhos; muitos diabinhos.... tudo infernalmente e "divertidamente" fantasiado... Que mal há nisto? Estes e muitos outros ícones do mal estão deixando de assustar as pessoas hoje em dia, e nem o velho diabo assusta mais. Evolução dos tempos? Não. Involução espiritual. O povo se distanciou da Palavra de Deus e penetrou por muitos caminhos, grande parte deles escuros e perigosos. Hoje, brinca-se com o diabo, porque não se acredita mais nele. Jesus Cristo sempre acreditou no diabo e teve com ele e suas hostes, grandes batalhas. O Filho de Deus sempre considerou sua astúcia e terrível maldade, sendo a única Autoridade a quem o diabo teme. Por que brincaria eu com o diabo, se nas páginas da Bíblia ele não tem nada de divertido? Ridicularizaria eu uma cascavel prestes a dar o bote?! Cutucaria uma onça com vara curta, estando a jaula aberta? Rapaz e moça... não brinquem com o diabo, pois ele não brinca com vocês. O que ele quer é devorar vidas! (1a Pe.5.8). Não se aproxime de qualquer ícone do mal nem se fantasie dele, sob o risco de sofrer terríveis perturbações espirituais, de origens demoníacas. Nem Jesus desacreditou da existência do diabo, e nem os anjos o fazem, por que faríamos nós? "Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo... não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!" (Jd. v9). Quem nos informa isto é a Bíblia, a Palavra de Deus. E a Palavra de Deus não mente.

Depressões profundas, ideias suicidas, afundamento nos vícios, bárbaros assassinatos cometidos por jovens, escutar sons de gargalhadas horripilantes e vozes do além pela casa, tudo isso vem acontecendo com milhares de jovens em todo o mundo, que um dia ousaram "brincar" com o diabo ou com ícones a ele associados, e caíram, vítimas de seus laços mortais. Perderia Saman, tido como o senhor da morte, a primeira oportunidade de matar? Acredito que não. ("Saman" é um dos nomes com os quais Satanás se disfarça).

Finalizando, o meu conselho e incentivo é para que você não embarque nesta onda de "Halloween", só porque a sua escola, ou a sua turma está fazendo tal festa. Professores, lembrem-se que também compete a vocês zelaram pelo bem-estar dos alunos. Não os empurre para iniciações com o mundo das trevas, nem por brincadeira! Desistam de qualquer "brincadeira" do Halloween enquanto ainda é tempo, pois ninguém precisa de Halloween para se divertir, exatamente por não haver diversão em maldições. O que todos nós precisamos é de seguir Jesus Cristo, para sermos verdadeiramente felizes.

Portanto, não vá com os outros, nem que os outros formem multidão. A história está repleta de casos em que a multidão estava completamente desnorteada, pagando um alto preço por causa disso. No caso específico do Halloween, muitos adolescentes e jovens entraram nessa "brincadeira" sem saber das profundas armadilhas espirituais escondidas por trás da "diversão" e hoje sofrem grandes tristezas. Jovens, não deem ouvidos à voz do povo, pois isso nem é bíblico, e trata-se de uma tremenda armação. A voz do povo nunca será a voz de Deus, ainda mais quando empurra pessoas para práticas que Deus condena! A Bíblia é que é a Voz de Deus! Escute o que ela diz: "Não seguirás a multidão para fazeres o mal"... (Êx.23.2a). "Então, perguntou Jesus aos doze: Porventura, quereis também vós outros retirar-vos? Respondeu-Lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna" (Jo 6:68).

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

AVIVAMENTO

O ESPÍRITO DO AVIVAMENTO – R.C. SPROUL



Post tenebra lux… “Após a escuridão, luz”. Então leia o lema da Reforma Protestante do século dezesseis. A briga titânica teológica dessa era foi a luta para trazer o Evangelho à plena luz do dia após anos sendo consignado à escuridão, ao ponto de eclipse sob a sombra da suplantação sacerdotal deste por Roma.

Com o resgate do Evangelho da escuridão e distorção, um avivamento foi evocado que transcendeu qualquer avivamento da fé testemunhado quer pelos períodos anteriores ou subseqüentes da história Cristã. A reforma não foi apenas um mero Grande Despertamento, ela foi o Maior Despertamento ao verdadeiro Evangelho desde a era Apostólica. Ela foi um despertamento que demonstrou o poder de Deus para a salvação.

É digno de nota que tal período na história é comumente referido como Reforma e não como Avivamento. Qual a diferença entre avivamento e reforma? Como as etimologias das palavras sugerem, avivamento descreve uma renovação da vida espiritual, enquanto reforma descreve uma renovação de formas e estruturas da sociedade e cultura. Não é possível ter uma verdadeira reforma sem primeiro ter um verdadeiro avivamento. A renovação da vida espiritual sob o poder do Espírito Santo é uma condição necessária para a reforma, mas não é uma condição suficiente para isso. Portanto, embora não seja possível ter reforma sem avivamento, é possível ter avivamento sem reforma. Por que isso acontece? Existem pelo menos duas razões. A primeira é que avivamento traz consigo a conversão de almas à Cristo, que naquele momento de conversão são bebês espirituais. Bebês espirituais têm pouco impacto na formação de instituições culturais. É quando um vasto número de pessoas convertidas se aproxima da maturidade em sua fé e santificação que as estruturas do mundo são seriamente desafiadas e mudadas. Se um vasto número de pessoas é convertido, mas elas permanecem infantis em seu crescimento espiritual, pouco impacto é feito na sociedade como um todo. Sua fé tende a permanecer privatizada e contida dentro da arena de confinamento da mera religião.

A segunda razão é concernente ao escopo e intensidade do avivamento. Se o avivamento é limitado no escopo e intensidade, seu impacto tende a ser restringido a uma pequena área geográfica e também a ter vida curta. No entanto, ele pode ter riachos de influência permanente para as gerações futuras. Como um riacho é a obra de Jonathan Edwards apresentada e discutida nesse livro. O Grande Despertamento que ocorreu em Nova Inglaterra em meados do século XVIII deixou uma marca indelével na América, embora essa marca tenha se apagado dramaticamente ao longo do tempo. Ninguém confundiria hoje Nova Inglaterra com uma mecca da fé evangélica vibrante. Também não há qualquer perigo de que as obras de Jonathan Edwards empurrem qualquer autor contemporâneo para fora da lista de Best Sellers do New York Times.


No entanto, a influência de Edwards assim como dos reformadores magisteriais Lutero e Calvino continua nos dias de hoje.  Suas palavras ainda estão em impressão, e há um grupo de cristãos que devoram seus escritos. As coisas que esses homens de Deus escreveram mantêm uma relevância vital para os nossos dias. O prefácio original de William Cooper para “The Distinguishing Marks” de Edwards descreve o estado da igreja antes do Grande Despertamento. Ele poderia muito bem servir como um comentário para os nossos tempos.



sexta-feira, 3 de julho de 2015

PENSE BEM ANTES DE SAIR DE SUA IGREJA


 A Bíblia nos mostra que não devemos abandonar a igreja por qualquer motivo muito menos trocar de igreja por qualquer motivos  , as escrituras nos ensina que  a comunhão  santos requer preserve rança. e grande esforço. perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. Cl.3;13
  Não é, portanto a mudança  constante  de uma igreja para outra  e muito menos  o total abandono  da comunhão dos crentes que solucionaria qualquer problemas.
  Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, 1João1;7
Ate mesmo quando Paulo  as igrejas marcadas por discórdias , imolaridade  e desregramento , jamais ensinou que o descontentes deveria  sair da igreja  ou buscar a comunhão com outros irmãos pelo contrário ensinaste que estes deveria buscar a união na igreja
 O que eu rogo a Evódia e também a  é que vivam em harmonia no Senhor. Fp4;2 
o apostolo Pedro também ensinou  para buscar a cordialidade  e a união  o apostolo jamais  orientou alguém deixar a igreja por mais problemática que a igreja seja.
Quanto ao mais, tenham todos o mesmo modo de pensar, sejam compassivos, as e humildes
1 CO 6 7-8  1 CO 1.10  Cl 3. 16-12
Paulo exorta os crentes a estar firme e perseverante
 1) Romanos 5.3-5: perseverança em meio à tribulação
2) Romanos 15.4,5: perseverança em meio ao vitupério
3) 2Coríntios 1.6: perseverança em meio ao sofrimento
4) 2Coríntios 6.4: perseverança em meio à aflição
5) 2Coríntios 12.12: perseverança em meio à perseguição, à angústia.12


Quando um membro  tende a deixar a sua igreja por motivos que não seja mudança de cidade ou de  bairro  ou porque que a sua igreja  abandonou a  sã Doutrina se caracteriza  como rebeldia Um desordeiro contumaz (Tt 3.10,11). Trata-se de pessoa facciosa que toma partido dentro da igreja para provocar divisão. Paulo recomenda a evitar a comunhão íntima com eles.
O caso de cristãos bisbilhoteiros (1Ts 4.6-15). Paulo diz aos membros da igreja para evitar a comunhão íntima com eles.

Paulo nos adverte a livra r dos que  prejudica a igreja
O orgulho de voc
 São como o apóstolo Paulo disse em II Timóteo 3;3   pessoas “IRRECONCILIAVEIS”, não adianta gabinete, pregação, visita etc pois são rebeldes

A pessoa rebelde se recusa a dar ouvidos a Deus ou ao Seu povo e aos seus lideres espirituais
1 Samuel 8:19 Porém o povo não quis ouvir a voz de Samuel. Disseram: Não, mas haverá sobre nós um ri.
Neemias 9:16,17a,26a [Neemias relembrou-se das rebeliões de seus antepassados:] Porém eles, nossos is
Isaías 30:1 Ai dos filhos rebeldes, diz o Senhor, que tomaram conselho, mas não de mim… para acrescenarem pecado a pecado
Jeremias 32:33 Viraram para mim as costas, e não o rosto; ainda que eu os ensinava, madrugando e ensinando-os, não deram ouvidos, para receberem o ensino.
Jeremias 44:16 [O povo se rebelou contra as advertências constantes do profeta Jeremias:] Quanto à palavra que nos anunciaste em nome do Senhor, não te obedeceremos!
Zacarias 7:11 Eles, porém, não quiseram atender, e me deram o ombro rebelde, e taparam os ouvidos, para que não ouvissem.
Mateus 23:37 [Jesus lamentou:] Jerusalém, Jerusalém! que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e tu não quiseste!
Atos 7:51-3,57,59a [Os religiosos rebeldes se juntaram achando que, se matassem Estevão, o calariam, depois que ele os desmascarou dizendo:]Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ovido! Vós sempre resistis ao Espírito Santo, assim vós sois como vossos pais!
52 A qual dos profetas não perseguiram vossos pais? Até mataram os que anteriormente anunciaram a vinda do Justo, do qual vós agora fostes traidores e homicidas. 53 Vós, que recebestes a lei por orntaram unânimes contra ele, … 59a E apedrejaram a Estevão.

[Jesus deu as orientações básicas para corrigir as coisas erradas entre os irmãos:]

Mateus 18:15-17 Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só. Se te ouvir, ganhaste a teu irmão. 16 Mas se não te ouvir, leva contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda palavra seja confirmada. 17 E, se não as ouvir, dize-o à igreja; e, se também não ouvir a igreja, considera-o como gentio e cobrador de impostos.


Isaías 63:10 Contudo eles foram rebeldes, e contristaram o seu Espírito Santo. Pelo que se lhes tornou em inimigo.