terça-feira, 22 de dezembro de 2015

QUANDO NINGUÉM VEM A CRISTO

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Há épocas em nossos ministérios em que o fruto espiritual não é tão evidente quanto gostaríamos. Não é tão evidente para os outros, e não é tão evidente para nós. Como pastores, nós plantamos, semeamos e regamos de novo—mas nestas épocas parece que vem pouco fruto de nosso trabalho. Nada parece acontecer. Para alguns pode levar um ano, dois anos, alguns anos sem ver frutos do seu trabalho. Nós evangelizamos, nós pregamos com paixão, nós tentamos desenvolver amizade com não-cristãos. Mas ainda assim, nada acontece. Então perguntamos: “O  que está errado comigo?” Porque, Deus, você não me usa?” Nós temos a tendencia ou de culpar a Deus ou de culpar a nós mesmos. Em ambos os casos, nós estamos demonstrando uma falta de confiança no evangelho. 

A verdade é que, ou Jesus é o Senhor da seara ou não é. O que nós cremos de verdade? 

Uma das doutrinas mais preciosas da fé é a doutrina da soberania de Deus. Ela é um dos marcos da tradição reformada. Ainda assim, as implicações da sua soberania na vida de um pastor pode com frequência te ferir profundamente. Ela fere porque vai contra a idéia de que frutos espirituais sempre serão evidentes.
 
Quando ficamos desesperados par aver alguma coisa com os nossos olhos, a tentação é seguir métodos questionáveis para gerar frutos e e fazer conseguir algo. Afinal, boa parte das igrejas evangélicas promovem o sucesso como sendo simplesmente uma tarefe de quantas pessoas você consegue reunir em um auditório, ou quantas mãos você consegue fazer levantar como parte de um apelo emocional. Então, nós ficamos tentados a apelar aos métodos do mundo para conseguir o que queremos tanto: sucesso. Ainda assim quanto mais levamos a sério o ministério, mais sabemos que brindes e manipulações não são o modo de atrair pessoas para Cristo que honra a Deus. O que precisamos é muito mais simples: uma proclamação persistente do evangelho. Nada fabricado. E isso parece arriscado, porque você está realmente deixando os resultados para Deus em sua pregação e em seus esforços evangelisticos. 

Considere a vida de Jeremias, o profeta que viveu nos dias finais do Reino do Sul de Judá quando a nação sucumbiu. Deus o enviou para dar um ultimo aviso ás pessoas de Judá antes que eles fossem expulsos da terra. Deus destruiria a nação e os enviaria ao cativeiro sob o reino da Babilonia. O papel de Jeremias era pregar e alerta-los de seus pecados e comportamentos idólatras. Mas, tem um problema aqui: Ninguém ouviu, ninguém atendeu. Nem mesmo ao seu apelo fervoroso e emocional chamando o povo a obedecer a Deus. Jeremias pregou por quarenta anos, e ele não teve sucesso em mudar a mente do povo. Ele continuaram teimosos. Mesmo os profetas antes dele tiveram algum sucesso, mas não Jeremias. Parecia que ele estava falando com uma parede. 

Isto afetou Jeremias profundamente Ele é conhecido como o “profeta chorão” (veja Jer. 9:1) por pelo menos duas razões. Primeiro, ninguém ouvia a ele. Segundo, ele sabia o que estava para acontecer. Poucas pessoas ao seu redor o confortavam. Deus disse que ele não se casaria, nem teria filhos, e ele não tinha nenhum amigo por perto. Ele se sentiu sozinho mesmo quando estava pregando. Jeremias carregou o fardo de pregar uma mensagem dura, bem como o fardo de ver poucos frutos enquanto ele pregava esta mensagem. 

Cada um de nós como crentes, não somente os pastores, precisa saber que assim como aconteceu com os grandes profetas do passado. nós também teremos períodos de falta de frutos. Isto com frequência, te levará a questioner o seu chamado. Isso pode até levar a depressão. Mas devemos encontrar alegria no Senhor. Em Jeremias 15:19 nós vemos que a alegria de Jeremias foi restaurada no meio do seu desânimo. Porque nós perdemos nossa alegria como pastores e lideres no ministério? Certamente, muitas vezes é porque nós não vemos fruto espiritual. Mas outras vezes é porque nós cobiçamos o sucesso dos outros. Esta, então é a pergunta que devemos fazer a nós mesmos: Jesus é suficiente? 

Teve um periodo na plantação de nossa igreja que eu fiquei extremamente desanimado porque ninguém estava vindo para Cristo. A igreja parecia estagnada. Eu estava colocando cada vez mais energia e tempo, mas com pouco resultado. Um pastor sábio e mais experiente se aproximou de mim e perguntou: “Jay, Jesus realmente é suficiente para você? Porque todo esse desgaste? Você não confia nele?”

Talvez meu interesse fosse demonstrar como eu era bem sucedido ou eu estava cobiçando o sucesso dos outros. O décimo mandamento fala isso claramente: “Não cobiçarás” (Ex. 20:17). A chave para não cobiçar o sucesso ministerial dos outros é encontrar alegria completamente em Jesus. Se ele é suficiente para você pessoalmente, você sabe que o seu ministério não te valida.  É Jesus que te valida. 

Quando Jesus for suficiente para você, você vai encontrar contentamento nele nos momentos difíceis do ministério, e você não vai ser dominado pelo desânimo. Sua alma não ficará abatida porque você colocou sua esperança totalmente em Deus, porque você sabe que ele é o Senhor da colheita. 

Descanse nesta verdade. Trabalhe duro para espalhar a fama dele em sua cidade e nas nações. Encontre contentamento em seu tempo divino, e sua alma ficará saudável mesmo quando você ver poucos frutos visíveis.  Ele está no controle. Ele é o Senhor da colheita. Nós somos simples embaixadores.

http://www.jaybauman.com/blog-em-portuguecircs

Originalmente postado em inglês no site da Acts 29.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

498 anos da Reforma 


 Amados irmãos, nos tempos em que aprouve a Deus trazer seu povo às Sagradas Escrituras na época áurea da igreja católica, quando era na verdade uma Igreja-Estado e seus líderes estavam farisaicamente revestidos da tradição e da letra sem o espírito da letra, Deus levanta Martinho Lutero como uma flecha retirada de sua aljava contra toda impiedade e injustiça contemporânea deste e também de outros servos piedosos de Cristo Jesus. Precisamente no dia 31 de Outubro de 1517, Lutero fixa nas portas da hipocrisia ( Igreja Católica Apostólica Romana, Catedral de Wittenberg), na Alemanha, as suas 95 teses que seriam embasadas nas Escrituras, dando assim origem ao coração da Reforma Protestante: As Cinco "SOLAS"(Latin) ou os cinco "SOMENTE" (Português).

Estes são os pilares da reforma, cinco SOLA:

1 Sola Fide (somente a fé)
► a justificação (sendo ela declarada apenas por Deus) é recebida somente pela fé, sem qualquer interferência ou necessidade de boas obras. É outorgada por Deus ao cristãos pela fé nos méritos de Cristo.
2 Sola Scriptura (somente a Escritura)
► a Bíblia é a única palavra autorizada e inspirada por Deus e é única fonte para a doutrina cristã, sendo acessível a todos. Afirma que a Bíblia não exige interpretação fora de si mesma está em oposição direta à tradição humana de grupo cristãos, pseudo-cristão ou pagãos.
3 Solus Christus (somente Cristo)
► Cristo é o único mediador entre Deus e a humanidade, e não há salvação através de nenhum outro.
4 Sola Gratia (somente a graça)
► a salvação vem por graça divina ou "favor imerecido" apenas, e não como algo merecido pelo pecador. Isto significa que a salvação é um dom imerecido de Deus por causa de Jesus.
5 Soli Deo Gloria (glória somente a Deus)
► toda a glória é devida somente a Deus, pois a salvação é realizada unicamente através de sua vontade e ação e não só da toda suficiente expiação de Jesus na cruz, mas também o dom da fé em que a expiação, é criada no coração do crente pelo Espírito Santo.


terça-feira, 27 de outubro de 2015

Halloween: Inofensiva Brincadeira Americana?

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Por - Jáder Borges

Chegamos na cidade de Minneapolis no mês de outubro e o final do outono anunciava que um rigoroso inverno viria pela frente, com possibilidades de tempestades de neve. À medida que o mês ia passando, casas e lojas iam intensificando as decorações do "Halloween", o tradicional "dia das bruxas", quando pregar peças nos outros em forma de sustos e festinhas embaladas com vampiros dançando com múmias, fica liberado. Crianças percorrem casas perguntando algo como "travessuras ou doces?", e assim, todos esperam a noite cair, para que monstros e abóboras desfiguradas comandem a festa, ao som de muito agito, "Halloween". O que esta palavra significa? A Funk and Wagnalls New Encyclopedia informa que este termo é aplicado à noite que precede o "dia de todos os santos", uma espécie de abreviação-referência de "Allhallows Evening" (uma tradução mais literal de "Allhallows Evening" seria: "Noite de todos os consagrados"...).

Estão brincando com coisa séria...

A onda do Halloween vem crescendo no Brasil, levantada por centenas de cursos de inglês, escolas com fortes influências americanas, seriados de TV e por muitos jovens que tiveram contato com a América, seja através de estudo ou intercâmbio, e que têm fascínio pela cultura norte-americana. Na comemoração do Halloween, o que se escuta como justificativa é que este é um dos meios mais divertidos de se passar um pouquinho mais a cultura daquele país para os interessados e que tudo não passa de uma divertida e diferente aula de inglês, ou de sociologia, simplesmente carregada na maquiagem e nas sombras. Seria "brincadeira" mesmo? De onde vem o Halloween?

A "brincadeira" do Halloween não tem nada de brincadeira na sua origem. Quando se busca no tempo e na história, nesta época do calendário, os druidas (espécie de feiticeiros, antigos sacerdotes entre os gauleses e bretões), costumavam erguer fogueiras para invocação de Saman, o senhor da morte! Pelo menos outros quatro espíritos também eram invocados, com a finalidade de se consultar sobre o futuro ou sobre coisas ocultas. O povo celta também acreditava que nesta data os espíritos dos mortos voltavam à terra para visitar os lares durante a noite. Os romanos, após conquistarem a Grã-Bretanha, adotaram para si as crenças do Halloween, num de seus festivais rituais, em honra à deusa Pomona, senhora das frutas e das árvores.

Como podemos ver, a fonte dessa "brincadeira" traz consigo rituais e invocações a espíritos, tanto de demônios, como de mortos, coisas estas que a Palavra de Deus, a Bíblia, enfaticamente recomenda para não serem feitas, sob grande risco de tremendos distúrbios emocionais e espirituais. A Bíblia diz para não brincarmos e nem mexermos com o oculto, exatamente porque não existe nada de divertido nas densas trevas espirituais, de onde o Halloween se origina (veja Dt.18.9-14; 20.17,18; Is. 8.19; etc). Todos nós sabemos que quem brinca ao volante de um carro, pode se machucar seriamente; que quem brinca com fogo, pode se queimar... e, que quem brinca com uma arma, pode tombar, vítima de um disparo avassalador. Portanto, não brinque com práticas e representações que se aproximam daquilo que Deus avisou para não ser copiado, ou ridicularizado. As penas poderão ser muito duras.

Ora, irmão, deixe de exagero...

Vampiros, múmias, duendes travessos, fantasmas, feiticeiras e diabinhos; muitos diabinhos.... tudo infernalmente e "divertidamente" fantasiado... Que mal há nisto? Estes e muitos outros ícones do mal estão deixando de assustar as pessoas hoje em dia, e nem o velho diabo assusta mais. Evolução dos tempos? Não. Involução espiritual. O povo se distanciou da Palavra de Deus e penetrou por muitos caminhos, grande parte deles escuros e perigosos. Hoje, brinca-se com o diabo, porque não se acredita mais nele. Jesus Cristo sempre acreditou no diabo e teve com ele e suas hostes, grandes batalhas. O Filho de Deus sempre considerou sua astúcia e terrível maldade, sendo a única Autoridade a quem o diabo teme. Por que brincaria eu com o diabo, se nas páginas da Bíblia ele não tem nada de divertido? Ridicularizaria eu uma cascavel prestes a dar o bote?! Cutucaria uma onça com vara curta, estando a jaula aberta? Rapaz e moça... não brinquem com o diabo, pois ele não brinca com vocês. O que ele quer é devorar vidas! (1a Pe.5.8). Não se aproxime de qualquer ícone do mal nem se fantasie dele, sob o risco de sofrer terríveis perturbações espirituais, de origens demoníacas. Nem Jesus desacreditou da existência do diabo, e nem os anjos o fazem, por que faríamos nós? "Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo... não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!" (Jd. v9). Quem nos informa isto é a Bíblia, a Palavra de Deus. E a Palavra de Deus não mente.

Depressões profundas, ideias suicidas, afundamento nos vícios, bárbaros assassinatos cometidos por jovens, escutar sons de gargalhadas horripilantes e vozes do além pela casa, tudo isso vem acontecendo com milhares de jovens em todo o mundo, que um dia ousaram "brincar" com o diabo ou com ícones a ele associados, e caíram, vítimas de seus laços mortais. Perderia Saman, tido como o senhor da morte, a primeira oportunidade de matar? Acredito que não. ("Saman" é um dos nomes com os quais Satanás se disfarça).

Finalizando, o meu conselho e incentivo é para que você não embarque nesta onda de "Halloween", só porque a sua escola, ou a sua turma está fazendo tal festa. Professores, lembrem-se que também compete a vocês zelaram pelo bem-estar dos alunos. Não os empurre para iniciações com o mundo das trevas, nem por brincadeira! Desistam de qualquer "brincadeira" do Halloween enquanto ainda é tempo, pois ninguém precisa de Halloween para se divertir, exatamente por não haver diversão em maldições. O que todos nós precisamos é de seguir Jesus Cristo, para sermos verdadeiramente felizes.

Portanto, não vá com os outros, nem que os outros formem multidão. A história está repleta de casos em que a multidão estava completamente desnorteada, pagando um alto preço por causa disso. No caso específico do Halloween, muitos adolescentes e jovens entraram nessa "brincadeira" sem saber das profundas armadilhas espirituais escondidas por trás da "diversão" e hoje sofrem grandes tristezas. Jovens, não deem ouvidos à voz do povo, pois isso nem é bíblico, e trata-se de uma tremenda armação. A voz do povo nunca será a voz de Deus, ainda mais quando empurra pessoas para práticas que Deus condena! A Bíblia é que é a Voz de Deus! Escute o que ela diz: "Não seguirás a multidão para fazeres o mal"... (Êx.23.2a). "Então, perguntou Jesus aos doze: Porventura, quereis também vós outros retirar-vos? Respondeu-Lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna" (Jo 6:68).

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

AVIVAMENTO

O ESPÍRITO DO AVIVAMENTO – R.C. SPROUL



Post tenebra lux… “Após a escuridão, luz”. Então leia o lema da Reforma Protestante do século dezesseis. A briga titânica teológica dessa era foi a luta para trazer o Evangelho à plena luz do dia após anos sendo consignado à escuridão, ao ponto de eclipse sob a sombra da suplantação sacerdotal deste por Roma.

Com o resgate do Evangelho da escuridão e distorção, um avivamento foi evocado que transcendeu qualquer avivamento da fé testemunhado quer pelos períodos anteriores ou subseqüentes da história Cristã. A reforma não foi apenas um mero Grande Despertamento, ela foi o Maior Despertamento ao verdadeiro Evangelho desde a era Apostólica. Ela foi um despertamento que demonstrou o poder de Deus para a salvação.

É digno de nota que tal período na história é comumente referido como Reforma e não como Avivamento. Qual a diferença entre avivamento e reforma? Como as etimologias das palavras sugerem, avivamento descreve uma renovação da vida espiritual, enquanto reforma descreve uma renovação de formas e estruturas da sociedade e cultura. Não é possível ter uma verdadeira reforma sem primeiro ter um verdadeiro avivamento. A renovação da vida espiritual sob o poder do Espírito Santo é uma condição necessária para a reforma, mas não é uma condição suficiente para isso. Portanto, embora não seja possível ter reforma sem avivamento, é possível ter avivamento sem reforma. Por que isso acontece? Existem pelo menos duas razões. A primeira é que avivamento traz consigo a conversão de almas à Cristo, que naquele momento de conversão são bebês espirituais. Bebês espirituais têm pouco impacto na formação de instituições culturais. É quando um vasto número de pessoas convertidas se aproxima da maturidade em sua fé e santificação que as estruturas do mundo são seriamente desafiadas e mudadas. Se um vasto número de pessoas é convertido, mas elas permanecem infantis em seu crescimento espiritual, pouco impacto é feito na sociedade como um todo. Sua fé tende a permanecer privatizada e contida dentro da arena de confinamento da mera religião.

A segunda razão é concernente ao escopo e intensidade do avivamento. Se o avivamento é limitado no escopo e intensidade, seu impacto tende a ser restringido a uma pequena área geográfica e também a ter vida curta. No entanto, ele pode ter riachos de influência permanente para as gerações futuras. Como um riacho é a obra de Jonathan Edwards apresentada e discutida nesse livro. O Grande Despertamento que ocorreu em Nova Inglaterra em meados do século XVIII deixou uma marca indelével na América, embora essa marca tenha se apagado dramaticamente ao longo do tempo. Ninguém confundiria hoje Nova Inglaterra com uma mecca da fé evangélica vibrante. Também não há qualquer perigo de que as obras de Jonathan Edwards empurrem qualquer autor contemporâneo para fora da lista de Best Sellers do New York Times.


No entanto, a influência de Edwards assim como dos reformadores magisteriais Lutero e Calvino continua nos dias de hoje.  Suas palavras ainda estão em impressão, e há um grupo de cristãos que devoram seus escritos. As coisas que esses homens de Deus escreveram mantêm uma relevância vital para os nossos dias. O prefácio original de William Cooper para “The Distinguishing Marks” de Edwards descreve o estado da igreja antes do Grande Despertamento. Ele poderia muito bem servir como um comentário para os nossos tempos.



sexta-feira, 3 de julho de 2015

PENSE BEM ANTES DE SAIR DE SUA IGREJA


 A Bíblia nos mostra que não devemos abandonar a igreja por qualquer motivo muito menos trocar de igreja por qualquer motivos  , as escrituras nos ensina que  a comunhão  santos requer preserve rança. e grande esforço. perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. Cl.3;13
  Não é, portanto a mudança  constante  de uma igreja para outra  e muito menos  o total abandono  da comunhão dos crentes que solucionaria qualquer problemas.
  Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, 1João1;7
Ate mesmo quando Paulo  as igrejas marcadas por discórdias , imolaridade  e desregramento , jamais ensinou que o descontentes deveria  sair da igreja  ou buscar a comunhão com outros irmãos pelo contrário ensinaste que estes deveria buscar a união na igreja
 O que eu rogo a Evódia e também a  é que vivam em harmonia no Senhor. Fp4;2 
o apostolo Pedro também ensinou  para buscar a cordialidade  e a união  o apostolo jamais  orientou alguém deixar a igreja por mais problemática que a igreja seja.
Quanto ao mais, tenham todos o mesmo modo de pensar, sejam compassivos, as e humildes
1 CO 6 7-8  1 CO 1.10  Cl 3. 16-12
Paulo exorta os crentes a estar firme e perseverante
 1) Romanos 5.3-5: perseverança em meio à tribulação
2) Romanos 15.4,5: perseverança em meio ao vitupério
3) 2Coríntios 1.6: perseverança em meio ao sofrimento
4) 2Coríntios 6.4: perseverança em meio à aflição
5) 2Coríntios 12.12: perseverança em meio à perseguição, à angústia.12


Quando um membro  tende a deixar a sua igreja por motivos que não seja mudança de cidade ou de  bairro  ou porque que a sua igreja  abandonou a  sã Doutrina se caracteriza  como rebeldia Um desordeiro contumaz (Tt 3.10,11). Trata-se de pessoa facciosa que toma partido dentro da igreja para provocar divisão. Paulo recomenda a evitar a comunhão íntima com eles.
O caso de cristãos bisbilhoteiros (1Ts 4.6-15). Paulo diz aos membros da igreja para evitar a comunhão íntima com eles.

Paulo nos adverte a livra r dos que  prejudica a igreja
O orgulho de voc
 São como o apóstolo Paulo disse em II Timóteo 3;3   pessoas “IRRECONCILIAVEIS”, não adianta gabinete, pregação, visita etc pois são rebeldes

A pessoa rebelde se recusa a dar ouvidos a Deus ou ao Seu povo e aos seus lideres espirituais
1 Samuel 8:19 Porém o povo não quis ouvir a voz de Samuel. Disseram: Não, mas haverá sobre nós um ri.
Neemias 9:16,17a,26a [Neemias relembrou-se das rebeliões de seus antepassados:] Porém eles, nossos is
Isaías 30:1 Ai dos filhos rebeldes, diz o Senhor, que tomaram conselho, mas não de mim… para acrescenarem pecado a pecado
Jeremias 32:33 Viraram para mim as costas, e não o rosto; ainda que eu os ensinava, madrugando e ensinando-os, não deram ouvidos, para receberem o ensino.
Jeremias 44:16 [O povo se rebelou contra as advertências constantes do profeta Jeremias:] Quanto à palavra que nos anunciaste em nome do Senhor, não te obedeceremos!
Zacarias 7:11 Eles, porém, não quiseram atender, e me deram o ombro rebelde, e taparam os ouvidos, para que não ouvissem.
Mateus 23:37 [Jesus lamentou:] Jerusalém, Jerusalém! que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e tu não quiseste!
Atos 7:51-3,57,59a [Os religiosos rebeldes se juntaram achando que, se matassem Estevão, o calariam, depois que ele os desmascarou dizendo:]Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ovido! Vós sempre resistis ao Espírito Santo, assim vós sois como vossos pais!
52 A qual dos profetas não perseguiram vossos pais? Até mataram os que anteriormente anunciaram a vinda do Justo, do qual vós agora fostes traidores e homicidas. 53 Vós, que recebestes a lei por orntaram unânimes contra ele, … 59a E apedrejaram a Estevão.

[Jesus deu as orientações básicas para corrigir as coisas erradas entre os irmãos:]

Mateus 18:15-17 Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só. Se te ouvir, ganhaste a teu irmão. 16 Mas se não te ouvir, leva contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda palavra seja confirmada. 17 E, se não as ouvir, dize-o à igreja; e, se também não ouvir a igreja, considera-o como gentio e cobrador de impostos.


Isaías 63:10 Contudo eles foram rebeldes, e contristaram o seu Espírito Santo. Pelo que se lhes tornou em inimigo.


terça-feira, 16 de junho de 2015



Por Teologia Reformada entende-se os princípios doutrinários reformados, tais quais estabelecidos durante o período da Reforma Protestante, no séc. XVI. É também conhecida pelo nome de calvinismo – apesar deste nome não expressar “o todo” da herança reformada.Muitos questionarão se conteúdo tão antigo pode ser útil na atualidade, marcada pela pós-modernidade e tecnologia. No entanto, apesar dos avanços tecnológicos e nomenclaturas variadas, o ser humano permanece o mesmo de sempre. Não seriam os escritos bíblicos muito mais antigos? Não teria Jesus ensinado há aproximadamente dois mil anos atrás? As pessoas coerentes não devem basear seu entendimento na modernidade dos escritos, mas no valor destes, na capacidade de explicar o conteúdo bíblico e aplicá-lo à vida.A Teologia Reformada pode ser antiga, mas de forma alguma ultrapassada. Por quê? Pelo simples fato de que está inteiramente de acordo com a fé dos apóstolos, manifestada através dos séculos como a crença correta (ortodoxia).Muito poderia ser dito a respeito dos princípios doutrinários reformados, mas para ser breve e objetivo, adotei a abordagem utilizada no livro “A Glória da Graça de Deus”*.
A majestade de Deus. O ensino reformado encontra na doutrina de Deus seu princípio fundamental. O cristão reformado se concentra em Deus, e não em sua própria experiência, o que o torna teocêntrico, ao invés de antropocêntrico. Em um tempo onde o foco está no ser humano – em seu bem estar, poder, atributos, desejos, ansiedades e vontades – , a Teologia Reformada traz uma nova perspectiva, pregando que Deus é o centro, a vontade Dele é a única que importa.
“Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus” – Salmo 90:2.
A autoridade das Escrituras. A fé reformada é especialmente comprometida com as Escrituras, enfatizando sua inspiração, autoridade, inerrância e suficiência. A Bíblia toda é a fonte última do conhecimento sobre Deus e sobre a criação. O Senhor escolheu se revelar aos homens, e para a fiel propagação e manutenção desta mensagem, fez com que ela fosse escrita; de forma que “todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a glória dEle e para a salvação, fé e vida do homem, ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela” (Confisssão de Fé de Westminster, I. 6).
“Sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” – 2 Pedro 1:20-21.
A condição espiritual do ser humano. Um ponto muito particular da herança reformada é a ênfase na condição espiritual decaída do ser humano. Os reformadores foram muito sinceros e fiéis às Escrituras neste ponto em particular, pois a Palavra de Deus realmente retrata o homem como um ser completamente incapaz de regenerar ou salvar a si mesmo. A condição humana não é a de um enfermo, mas de um defunto. O termo usado para isto é Depravação Total; desde a Queda, em Adão, a condição do homem é de total rebelião contra Deus, de autoadoração; todos os atos do ser humano (mesmo os mais nobres) são pecaminosos, pois a sua motivação não é a glória de Deus.
“Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais” – Efésios 2:1-3.
A suficiência da obra de Cristo. A obra redentora de Cristo é apresentada em termos do triplo ofício do Mediador (profeta, sacerdote e rei). Jesus cumpriu cabalmente sua missão, seu sacrifício foi eficaz para salvar todos os seus. Seu sangue justifica os crentes de toda a culpa do pecado, de toda a rebelião contra Deus, e leva-os a experimentar a regeneração, a nova vida, a santificação. “A ressurreição de Cristo foi uma prova concreta de que o Pai aceitou, de forma plena e absoluta, o pagamento da dívida por quem Ele morreu” (A Glória da Graça de Deus, p. 83). Desta forma, a salvação depende exclusivamente de Cristo, e as boas obras devem ser praticadas como expressão da gratidão cristã pela salvação obtida e por obediência ao nosso Senhor.
“Porquanto há um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” – 1 Timóteo 2:5.
A soberania de Deus na salvação. Este aspecto provavelmente é o mais conhecido da Teologia Reformada, o famoso acróstico TULIP – também conhecido como cinco pontos do calvinismo. Foi no Sínodo de Dort (1618-19), como resposta ao protesto dos arminianos, que estes pontos foram firmemente estabelecidos. T (Total Depravity), afirma que o ser humano é Totalmente Depravado, desprovido de qualquer interesse por Deus, sem a liberdade para escolher seu caminho, aprisionado pelo pecado. U (Unconditional Election), significa Eleição Incondicional, que Deus nos elegeu antes da fundação do mundo para sermos seus filhos amados, não baseado num pré-conhecimento da atitude humana, mas apenas no beneplácito da sua vontade. L (Limited Atonement), por Expiação Limitada entende-se que Cristo morreu apenas pelos eleitos, tornando o sacrifício vicário 100% eficaz, nenhuma gota de sangue foi derramada em vão. I (Irresistible Grace), a Graça Irresistível alcança os eleitos, abre seus olhos, de forma que eles não podem resistir ao toque do Espírito Santo, entregando suas vidas em submissão à vontade de Deus. P (Perseverance of the Saints), significa Perseverança dos Santos, que todos os eleitos perseverarão nos caminhos de Deus, pois o próprio Deus é quem os sustenta e os mantém no caminho da salvação.
“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” – Efésios 2:8-9.
“Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conforme à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” – Romanos 8:29-30.
A centralidade da pregação nas missões. O Senhor nos legou uma missão, a de levar o Evangelho a todos as pessoas. E qual é o método? A pregação da Palavra de Deus. Ao contrário do que muitos pensam, a doutrina da eleição não prejudica o empenho missionário, o histórico do avanço missionário confirma que os calvinistas sempre estiveram envolvidos nessa atividade, tanto que as primeiras organizações missionárias foram fundadas por reformados. Evangelizar é cumprir um mandamento, é entender o amor de Deus por seus eleitos, é obedecer o chamado divino de proclamar o Evangelho por toda a terra. Esse chamado não é para alguns, mas para todos. Como disse o famoso pregador calvinista C.H. Spurgeon: “Todo cristão ou é um missionário, ou um impostor”. Crer na soberania de Deus na salvação não nos impede de proclamar a verdade, mas nos dá maior convicção de que a mensagem não voltará vazia, pois o convencimento do pecado, da justiça e do juízo não é responsabilidade nossa, mas de Deus; nossa responsabilidade é a de semear, mas a frutificação somente virá pela obra do Espírito Santo, na vida dos eleitos de Deus, por meio do preço pago por Cristo na cruz.
“E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” – Romanos 10:17.

sábado, 11 de abril de 2015

O VERDADEIRO FILHO DE DEUS





João declara ter escrito para dar garantia da vida eterna àqueles que Crêem “no nome do Filho de Deus (5.13). A incerteza de seus leitores sobre sua condição espiritual foi causada por um conflito desordenado com os mestres de uma falsa doutrina. João refere-se aos ensinamentos como enganosos (2.26; 3.7) e aos mestres como “falsos profetas” (4.1), mentirosos (2.22) e anticristos (2.18,22; 4.3). Eles um dia tinham estado com a igreja, mas tinham se afastado (2.19) e tinham se “levantado no mundo” (4.1) para propagar sua perigosa heresia.
Fazendo uma leitura da primeira epístola de João, podemos concluir rapidamente algumas características do verdadeiro filho de Deus apresentadas. É nossa esperança que o crente cresça em sua segurança da salvação, e que os não convertidos venham ao reconhecimento de que ainda precisam conhecer a Cristo.
Prova 1: Sabemos que somos cristãos porque andamos na luz (1João 1.4–7). Nosso estilo de vida está aos poucos se conformando ao que Deus nos revelou sobre sua natureza e vontade.
Prova 2: Sabemos que somos cristãos porque nossa vida é marcada por sensibilidade ao pecado, arrependimento e confissão (1João 1.8–10).
Prova 3: Sabemos que somos cristãos porque guardamos os mandamentos de Deus (1João 2.3–4). Desejamos conhecer a vontade de Deus, nos esforçamos por obedecê-la e lamentamos quando somos desobedientes.
Prova 4: Sabemos que somos cristãos porque andamos conforme Cristo andou (1João 2.5–6). Desejamos imitar a Cristo e crescer em conformidade a ele.
Prova 5: Sabemos que somos cristãos porque amamos os outros cristãos, desejamos comunhão com eles e procuramos servi-los em atos e em verdade (1João 2.7–11).
Prova 6: Sabemos que somos cristãos porque temos desdém cada vez maior pelo mundo rejeitamos tudo que contradiz e se opõe à natureza e vontade de Deus (1João 2.15–17).
Prova 7: Sabemos que somos cristãos porque continuamos nas doutrinas históricas e práticas da fé cristã, permanecendo dentro da comunhão com outros que fazem o mesmo (1João 2.18–19).
Prova 8: Sabemos que somos cristãos porque professamos que Cristo é Deus e o consideramos em mais alta estima (1João 2.22–24; 4.1–3, 13–15).
Prova 9: Sabemos que somos cristãos porque nossa vida é marcada por anseio e busca prática de santidade pessoal (1João 3.1–3).
Prova 10: Sabemos que somos cristãos porque praticamos a justiça (1João 2.28–29; 3.4–10). Fazemos as coisas que se conformam ao padrão da justiça de Deus.
Prova 11: Sabemos que somos cristãos porque vencemos o mundo (1João 4.4–6; 5.4–5). Embora muitas vezes sejamos pressionados e cansados, vamos em frente pela fé. Continuamos seguindo a Cristo e não voltamos para trás.
Prova 12: Sabemos que somos cristãos porque cremos naquilo que Deus revela sobre seu Filho, Jesus Cristo. Temos a vida eterna somente nele (1João 5.9–12).
Se temos essas qualidades, e admitimos que elas estão aumentando em nós, temos a evidência de que conhecemos a Deus e produzimos o fruto de um filho de Deus. Porém, se tais qualidades estão ausentes em nossa vida, devemos nos preocupar grandemente por nossas almas. Temos de ser diligentes em buscar a Deus com respeito à nossa salvação. Temos de examinar-nos novamente para ver se estamos na fé. Temos de ser diligentes e tornar seguros nosso chamado e nossa eleição.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

             

Pr. Calvin Gardner foi ontem estar com o Senhor. 

Serviu durante 37 anos aqui no Brasil



     Ontem 24  de abril de 2015 recebi a noticia de falecimento do pastor Calvin Gardner não o conheci pessoalmente  mas , Ele teve uma importância em minha  vida , me despertando pelas doutrinas da Graças , me enviando vários livros  artigos jornais  trocamos vários emails
Pr. Calvin Gardner  serviu durante 37 anos aqui no Brasil veio ao Brasil trabalhar com os surdos. Desde então, o seu  ministério se expandiu para todos, surdos e ouvintes. Trabalhou na plantação de igrejas, mas também teve ministérios relacionados, tais como Seminário / Ministério DVD CD. Web site. Distribuição de livros e literatura para pastores e seminaristas e líderes
Como ele mesmo dizia  que  seus objetivo  pessoais ela  para cumprir seu chamado fielmente até o fim. Um versículo importante para ele  era 2Co 8:12 ", Porque, se há prontidão de vontade, é aceitável segundo o que um homem tem, e não segundo o que não tem. "Desde o seu  diagnóstico com a doença de Parkinson em 2003, este versículo continuava  a incentivar.-lo Atualmente o pastor  Calvin estava residindo na cidade de Presidente prudente .

http://calvingardner.com/blog/




WWW.BATISTABIBLICABARRETOS.BLOGSPOT.COM.BR/


Conferência Fiel 2014


conferência Fiel 2014, foi uma experiência extraordinária, e muito edificante, com pregações e estudos sobre a obra do Espírito Santo, na salvação do homem, na santificação, ação e habitação no antigo testamento, mas artes e cultura, na comunhão da igreja de Cristo, ação do Espírito Santo através dos meios de graça e na vida vindoura.As mensagens todas elas trouxe grande impacto para minha vida, além de pode ver a grande devoção e fervor, na pregação das mensagens.Sou grato a Deus, porque pude participar por providência dele, não espera ter essa oportunidade este ano. Também agradecido estou ao Senhor, por encontrar amigos que antes conhecia por esta rede social, e os novos amigos que pude fazer na conferência, além de matar saudades dos antigos amigos.
https://www.facebook.com/photo.phpfbid=932006320160743&set=a.932009200160455&type=3&theater


Ordenação  Pastoral 




A Igreja Batista Bíblica de Barretos viveu um momento muito especial, com a Ordenação ao Ministério da Palavra do Pr. Cleiton Silva Souza. O culto no sábado a noite no dia 05/04/2014 marcou este momento ministerial tão importante na vida não apenas do Pr. Cleiton , mas também de sua família, amigos e da Igreja.

 O culto foi conduzido pelo Pr.Carlos  morais e contou  com momentos de adoração e reflexão bíblica. Observando as orientações da denominação Batista, foi realizado também o Ato Formal de Ordenação ao Ministério da Palavra do Pr. Cleiton Souza, por meio de Assembléia Extraordinária onde os membros da Igreja Batista Bíblica de Barretos  aprovaram o Parecer do Concílio que sabatinou o referido Pastor e recomendou sua ordenação.

O Pr. Cleiton é casado com a Irmã Maraísa Palheta Souza e pai do pequeno Estevão  se converteu em 1991 na igreja batista  do município de Babilônia MG Teve passagem pela Segunda Igreja Batista de passos MG  pelas Igreja Batista independentes  de franca  SP. Iniciou seus estudos em Teologia em 2002, pelo Seminário  Batista Independente Macedônia . Desde janeiro de 2013 e membro da A Igreja Batista Bíblica de Barretos



“Quero muito agradecer mais uma vez ao meu Senhor, que me tirou de uma vida triste, miserável e me “trouxe para sua gloriosa luz” (Cl. 1:13); a minha família que esteve comigo todo esse tempo; a igreja que me acolheu agradecer a todos os pastores, professores e líderes que auxiliaram na minha formação, e por fim, agradecer às orações de todo o povo de Deus, que me fortaleceram e me fortalecem em todas as circunstâncias. Agradeço de todo o meu coração a todos os preciosos pastores que participarão de minha examinarão e ordenação.  Cleiton Souza 





Igreja batista Bíblica de Barretoscomemoração aos seus 34 anos



 Igreja batista Bíblica de Barretos , realizou nos dias 19 e 20 de  outubro   uma serie de conferencias em comemoração aos seus 34 anos de fundação , o preletor foi o pastor cleyton Maciel da igreja batista boas novas  de Guairá  são Paulo os temas abordados na conferencias foram.  O Colapso do ser humano sem Cristo (sábado à noite) Um passeio pelas doutrinas da graça (domingo de manhã) , Conquistas da obra de Cristo na cruz (domingo à noite) A Igreja Batista Bíblica foi fundada pelo missionário americano Lanny Gene Wood, sua esposa Judith Ann Wood e seu filho Jody Lawrence Wood, como uma missão e congregação local sob a autoridade da Igreja Batista de Oaktrail, situada na cidade de Grambury, estado do Texas, nos Estados Unidos da América do Norte  no dia 14 de outubro de 1979, A missão e congregação foi organizada como uma Igreja Batista Fundamentalista no dia 15 de outubro de 1984, com 25 membros fundadores e designada pelo nome Igreja Batista Bíblica de Barretos


A Igreja Batista Bíblica realizou os seus cultos numa propriedade alugada na Rua Messias Gonçalves no período de 14 de outubro de 1979 até 12 de dezembro de 1985, quando então mudou-se para a Avenida 29, nº 0449, onde os cultos foram iniciados na sua sede própria e até hoje continua suas atividades e os seus ministérios evangélicos.durante este tempo a igreja foi pastoreada pelos pastores . Lanny Gene Wood, (1984-1998) João Francisco Teodoro filho (1998-2004) , João Camargo de Vasconcelos, (2004-2008) Lanny Gene Wood, (2008-2012) neste ano de 2013 a igreja esta sendo pastoreada  pelos ,irmão Alexandre Roberto oliveira  , e  com o irmão Cleiton silva Souza como co-pastor . a igreja esta organizando a ordenação destes dois irmãos para o próximo ano de 2014 , a igreja possue um blog onde são colocado semanalmente mensagens estudos bíblicos  onde  podem ser feitos  Downloads de mensagens em mp3 e estudos bíblicos http://batistabiblicabarretos.blogspot.com.br


IGREJA BATISTA BÍBLICA DE BARRETOS

AV: 29 N 0449 - SÃO JOSÉ / BARRETOS-SP


TELEFONE. (17) 3324-5582




                                         Email batistabiblicabarretos@gmail.com


EU CREIO NAS CINCO SOLAS 

  Sola Scriptura: somente a Escritura Sagrada

             Solus Christus: somente em Cristo
               Sola gratia: somente a graça
               Sola fide: somente a fé
               Soli Deo gloria: somente a Deus toda glória


1. Somente a Escritura Sagrada: é a nossa única fonte e regra de fé e prática.

O calvinismo possui o seu sistema doutrinário centrado na Escritura Sagrada. Desde a Reforma do século XVI foi ensinada a doutrina da sola Scriptura – ou seja, que a Escritura é a única fonte e regra de autoridade. Entretanto, a autoridade da Escritura resultado do fato dela ser a Palavra de Deus. John H. Armstrong corretamente observa que “a autoridade é encontrada no próprio Deus soberano. O Deus que ‘soprou’ as palavras por meio dos escritores humanos está por trás de toda afirmação, toda doutrina, toda promessa e toda ordem contidas na Escritura”.[1] Se rejeitarmos a Escritura Sagrada estamos desprezando a vontade preceptiva de Deus.

A Bíblia tem autoridade porque ela é revelação da vontade de Deus. Por isso, “as inspiradas Escrituras, revelando a vontade transcendente de Deus em forma escrita e objetiva, são a regra de fé e conduta através da qual Jesus exerce sua autoridade divina na vida do crente.”[2] Em outras palavras, esta doutrina significa que a base da nossa doutrina, forma de governo de igreja, culto e todas as esferas da vida, não se fundamentam no tradicionalismo, no subjetivismo, no relativismo, no pragmatismo, ou no pluralismo, mas é extraída somente na Escritura Sagrada. Cremos que suficientemente ela é a verdade absoluta, porque somente a Escritura é a Palavra de Deus (2 Tm 3:16-17; 2 Pe 1:19-20).

2. Somente Cristo: o único mediador da nossa salvação.

O nosso Senhor Jesus se fez um de nós para ser o nosso substituto. Ele é o nosso único representante diante de Deus. O Pai firmou o pacto da redenção que estipulava que o Filho viesse ao mundo para cumprir a sua vontade (Jo 4:34; 6:38-40; 10:10). A Confissão de Fé de Westminster declara que

aprouve a Deus em seu eterno propósito, escolher e ordenar o Senhor Jesus, seu Filho Unigênito, para ser o Mediador entre Deus e o homem, o Profeta, Sacerdote e Rei, o Cabeça e Salvador de sua Igreja, o Herdeiro de todas as coisas e o Juiz do Mundo; e deu-lhe desde toda a eternidade um povo para ser sua semente e para, no tempo devido, ser por ele remido, chamado, justificado, santificado e glorificado.[3]

Não temos outro mediador pelo qual possamos ser reconciliados com Deus, a não ser Jesus Cristo (At 4:11-12; 1 Tm 2:5). A sua obra lhe confere autoridade para declarar justo todos quantos o Pai lhe deu (Jo 6:37,39,65). Toda a obra expiatória de Jesus é suficiente para a nossa salvação (Rm 8:1). Somente através da perfeita obra de Cristo seremos salvos. A nossa culpa e merecida condenação caiu sobre ele (Hb 2:10). A sua obediência ativa cumpriu todas as exigências da Lei, bem como submetendo passivamente à condenação, fez com que pela sua humilhação, obtivesse plena satisfação da justiça de Deus. O Pai retirou o seu consolo e derramou sobre Cristo a sua ira divina, punindo nele o nosso pecado. As nossas iniquidades estavam sobre o Filho, e a justa ira de Deus veio sobre o nosso pecado na cruz (Hb 2:10). Jesus tornou-se amaldiçoado em nosso lugar sobre o madeiro (2 Co 5:21). O Filho de Deus sofreu os tormentos do inferno intensivamente na cruz, o que sofreríamos extensivamente na eternidade. Cremos que a sua morte expiatória na cruz satisfez a justiça de Deus e, eliminou completamente a nossa condenação futura (Rm 3:24-25), redimindo-nos de todos os nossos pecados (Ef 1:7).


3. Somente a graça: a única causa da nossa aceitação.

Cremos que a salvação do homem não é resultado de algum mérito pessoal (Rm 3:20, 24, 28; Ef 2:1-10). Todo ser humano possui uma disposição moral totalmente corrompida, de modo que, ele é incapaz de satisfazer perfeitamente a Lei de Deus (Tg 2:8-10). O empenho de merecer a salvação pelas boas obras somente resulta em condenação. Sem a graça a nossa predisposição natural é somente para o pecado (Rm 7:13-25).

A Escritura nos revela que todo ser humano em seu estado natural é inimigo de Deus (Rm 3:23; 5:10). O teólogo puritano Stephen Charnock observou que “todo pecado é uma espécie de amaldiçoar a Deus no coração. O homem tenta destruir e banir Deus do coração, não realmente, mas virtualmente; não na intenção consciente de cada iniquidade, mas na natureza de cada pecado.”[4] A dureza de coração lhe é normal, porque ele está rígido como uma pedra (Ez 36:26-27).

O livre arbítrio perdeu-se com a Queda.[5] Esta capacidade de agir contrário à própria natureza foi perdida com a escravidão do pecado. No início, Adão criado em santidade, foi capaz de escolher contrário à sua inclinação natural de perfeita santidade e, decidiu pecar. O primeiro homem livremente passou a agir de acordo com a escravidão dos desejos mais fortes da sua alma corrompida pela iniquidade. Ele é livre, mas a sua liberdade é usada tendenciosamente para pecar conforme os impulsos de sua inclinação para o pecado. Se ele for deixado para si mesmo, ele sempre agirá de acordo com a sua disposição interna, ou seja, naturalmente escolherá pecar (Rm 1: 24-32; 3:9-18; 7:7-25; Gl 5:16-21; Ef 2:1-3).

A nossa salvação é resultado da ação da livre e soberana graça do nosso Deus. AConfissão de Fé de Westminster declara que

todos aqueles que Deus predestinou para a vida, e só esses, é ele servido, no tempo por ele determinado e aceito, chamar eficazmente pela sua palavra e pelo seu Espírito, tirando-os por Jesus Cristo daquele estado de pecado e morte em que estão por natureza, e transpondo-os para a graça e salvação. Isto ele o faz, iluminando os seus entendimentos espiritualmente a fim de compreenderem as coisas de Deus para a salvação, tirando-lhes os seus corações de pedra e dando lhes corações de carne, renovando as suas vontades e determinando-as pela sua onipotência para aquilo que é bom e atraindo-os eficazmente a Jesus Cristo, mas de maneira que eles vêm mui livremente, sendo para isso, dispostos pela sua graça.[6]

Somente a ação soberana e eficaz do Espírito Santo é capaz de regenerar corações implantando uma nova disposição santa. O resultado é a libertação da escravidão do pecado. Esta obra Deus a realiza pela graça somente.


4. Somente a fé: é o único instrumento de posse da nossa salvação.

A fé é o meio normal pelo qual o Espírito Santo aplica o processo da salvação nos eleitos. Entretanto, devemos lembrar que a fé é dom de Deus e não uma virtude humana (Rm 4:5; 10:17; Ef 2:8-9; Fp 1:9). O Breve Catecismo de Westminster define este dom: “fé em Jesus Cristo é uma graça salvadora, pela qual o recebemos e confiamos só nele para a salvação, como ele nos é oferecido no Evangelho.” OCatecismo de Heidelberg esclarece que

a verdadeira fé é a convicção com que aceito como verdade tudo aquilo que Deus nos revelou em sua Palavra. É também a firme certeza de que Deus garantiu – não só aos outros como também a mim – perdão de pecados, justiça eterna, e salvação por pura graça e somente pelos méritos de Cristo. O Espírito Santo realiza essa fé em meu coração por meio do evangelho.[7]

Por isso, a teologia reformada entende que a verdadeira fé é o resultado de um iluminado conhecimento, da plena concordância verdade e da firme confiança na Palavra de Deus.


A justificação vem pela fé somente na obra de Cristo. Nenhum homem pode ser salvo, a não ser que creia na expiação realizada por Cristo, confiando exclusivamente nele (Rm 1:17; Tt 3:4-7; 1 Jo 5:1). A justiça de Cristo que é imputada sobre nós concede, garante e mantém-nos aceitos na comunhão eterna de Deus.

A verdadeira fé conduz as boas obras que evidenciam a salvação e glorificam a Deus. A salvação é pela fé somente, mas a fé salvadora nunca está sozinha. A fé salvadora produz amor prático ao próximo, santidade pessoal em obediência à Palavra de Deus. A Escritura Sagrada declara que “pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2:10).

5. Somente a Deus toda glória: o único objetivo da nossa salvação.

Cremos no único Deus, que é Senhor da história e do universo, “que faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade” (Ef 1:11). É nossa convicção que a finalidade principal da vida não é necessariamente o bem-estar, a saúde física, a prosperidade, a felicidade, ou mesmo a salvação do homem, mas, a glória de Deus e na manifestação de todos os seus atributos. Johannes G. Vos comentando o Catecismo Maior de Westminster observa que “quem pensa em gozar a Deus sem o glorificar corre o risco de supor que Deus existe para o homem, e não o homem para Deus. Enfatizar o gozar a Deus mais do que o glorificar a Deus resultará num tipo de religião falsamente mística ou emocional.”[8] Deus não existe para satisfazer as necessidades do homem, embora ele o faça por amor de si mesmo (Ez 20:14). O homem foi criado para o louvor da glória de Deus (Rm 11:36; Ef 1:6-14).[9]

É verdade que a glória de Deus transcende ao nosso entendimento, mas ela pode ser percebida pela sua manifestação na criação e pela revelada Palavra da Deus. João Calvino no início de suas Institutas escreve que

a soma total da nossa sabedoria, a que merece o nome de sabedoria verdadeira e certa, abrange estas duas partes: o conhecimento que se pode ter de Deus, e o de nós mesmos. Quanto ao primeiro, deve-se mostrar não somente que há um só Deus, a quem é necessário que todos prestem honra e adorem, mas também que Ele é a fonte de toda verdade, sabedoria, bondade, justiça, juízo, misericórdia, poder e santidade, para que dele aprendamos a ouvir e a esperar todas as coisas. Deve-se, pois, reconhecer, com louvor e ação de graças, que tudo dele procede.[10]

Mas, por que a nossa felicidade depende da glória de Deus? Simplesmente porque a nossa dignidade e satisfação dependem de vivermos sem a insensatez, vícios e destruição causados pelo pecado. Somente quando obedecemos à vontade de Deus, segundo as Escrituras, podemos andar aceitáveis em sua presença e desfrutar dos benefícios das suas promessas. Aurélio Agostinho em sua obra Confissões declarou que “Tu o incitas para que sinta prazer em louvar-te; fizeste-nos para ti, e inquieto está o nosso coração, enquanto não repousa em ti.”[11] Assim, quanto maior for a nossa satisfação em Deus, ele será mais glorificado em nós!


O soberano Senhor não compartilha a sua glória com ninguém! O nosso orgulho é uma ofensa gravíssima ao nosso Deus. Não é em vão que ele denúncia a sua rejeição aos soberbos (Tg 4:6-10). Somente ele é o Altíssimo, enquanto o pecador consegue em suas fúteis pretensões ser apenas uma ilusória altivez. Não podemos esquecer de que somos chamados para ser servos do seu reino, e de que toda a abrangência de nossa vida está ao seu serviço (Rm 11:36).

O profeta Jeremias disse que assim diz o SENHOR: não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em entender, e em me conhecer, que eu sou o SENHOR, que faço benevolência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR. (Jr 9:23-24). Assim, em compromisso, confessamos que “porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém.” (Rm 11:36).



A GRAÇA DE  DEUS



Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem do seu encarcerado, que sou eu; pelo contrário, participa comigo dos sofrimentos, a favor do evangelho, segundo o poder de Deus,  que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos.”  (2Tm 1.8-9)

Em suas cartas, muitas vezes, o apóstolo Paulo olhava para trás, para a sua própria vida com sentimento de tristeza, mas também maravilhado. Tristeza pelo que ele havia sido no passado: orgulhoso, autoconfiante, arrogante e rejeitava a Cristo. Porém ele olha também extasiado para aquilo que é agora com Cristo: o líder da comunidade cristã, aquele que recebeu a revelação direta de Deus, um plantador de igrejas e acima de tudo, um homem determinado a conhecer o Senhor Jesus.

Com o passar dos anos os cristãos têm debatido muito sobre o processo de conversão. Como se dá? Depende ou não do homem? A Bíblia não nos deixa dúvida que é pela graça de Deus (Ef 2.8). Sem a graça de Deus desde a eternidade passada, não haveria salvação no presente (cf 2Tm. 1.9).

A posição da igreja reformada no decorrer da história da igreja é que a nossa resposta a Deus depende da graça divina, do começo até o fim. Nós não recebemos a influência do Espírito Santo quando cremos, mas para crermos. A realidade que a Bíblia apresenta sobre o homem é que ele é incapacitado de ir a Deus porque está morto em seus pecados: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados”(Ef. 2.1 ler: Rm 8.7; Jo 6.44). Essa verdade não é muito aceita por “teólogos psicólogos ” dos dias de hoje.

Se somos incapazes de fazer alguma coisa, como age essa graça maravilhosa para salvação do homem o qual está morto?

Deus escolheu antes da fundação do mundo

E isso  foi de acordo com o propósito de Deus: “assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Ef. 1.4-5). A Escritura Sagrada também afirma que Deus nos conheceu de antemão: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.” (Rm 8.28-30) -  No grego a palavra “antemão” vem de uma raiz que dá origem a palavra “horizonte”(harizo). A constelação de nome Horion tem a mesma raiz e é a constelação que está no limite do olho humano, ou seja, até ali o olho humano enxerga. Com a palavra predestinação, entendemos que desde os tempos eternos Deus nos trouxe para o seu horizonte.

Deus conhece os que são seus – “Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor.” (2Tm 2.19)  Nós acordamos quando Deus nos chamou. Muitos cristãos perdem um bom tempo discutindo sobre predestinação, quando o que Deus tenciona é que desfrutemos dela. Temos que descansar na salvação de Cristo. Deus te escolheu para um propósito assim como escolheu Jeremias (cf Jr. 1.5).

Deus cuida dos escolhidos

Deus conduz a nossa vida para a conversão – Acredito, um pouco por experiência própria, que o Senhor conduz com segurança aqueles que hão de conhecê-lo. É claro que tem casos onde o Senhor se mostra à pessoa que está num estado terminal de saúde, ou vítima de um acidente. Mesmo assim, o Senhor se faz conhecer a ele. O Senhor conduz, e cuida dos Seus eleitos para que eles tenham conhecimento de Sua Palavra. Deus nos prepara para a salvação. Isso também é Graça de Deus. Apesar de tudo que Paulo viveu o Senhor o preservou para que ele tivesse aquele encontro com Cristo que mudaria a sua vida (cf At. 9). O rei Davi disse ao Senhor: “Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda.” (Sl 139.16). Não só presciência de Deus é destacada aqui, mas também o seu controle total sobre a vida de seus eleitos.

Deus chama os escolhidos

Esse é o momento em que dizemos: “agora entendo!”  O apóstolo de Cristo destaca: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Rm 8.28). Como acontece esse chamado da Graça? “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou...” (Rm 8.30). O chamado acontece através da Palavra de Deus: “… E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?…”(Rm 10.14). E ainda diz o apóstolo: “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo.”(v.17). John Bunyan, conta em seu livro “graça abundante” que chegando em uma cidade ouviu um grupo de mulheres que estavam conversando e ele achava que elas estavam fofocando. Quando ele chegou perto para ouvir, percebeu que elas estavam falando de Cristo, nunca mais ele esqueceu o que ouviu, e Deus trabalhou em sua vida até leva-lo à salvação.

Aqui precisamos destacar algo muito importante:

A mensagem do Evangelho é para todos, como disse Jesus: “… Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” (Mc 16.15). Todos devem ouvir sobre Cristo, sua obra e poder! Essa é a chamada externa. Desde o AT que esta verdade é anunciada: “Anunciai entre as nações a sua glória, entre todos os povos, as suas maravilhas.” (Sl 96.3).

Só o chamado externo é insuficiente para habilitar um pecador a vir a Jesus Cristo. Quem não for eleito, ainda que seja chamado pela Palavra de Deus, jamais virá a Cristo Jesus! Eles jamais aceitarão ao Senhor Jesus Cristo!

Mas a mensagem da Palavra de Deus se torna eficaz para os eleitos – Conhecida comoChamada Eficaz, que é um ato especial do Espírito Santo, o qual opera o novo nascimento. A regeneração é uma experiência que pertence somente aos eleitos. Essa é a chamada “interna” que transforma coração duro como pedra em um de carne, maleável (cf Ez 36.26). A chamada Eficaz é um chamamento tanto “interior” quanto “exterior”.

Conclusão: Como você tem enxergado essa graça em sua vida? Muitos escoram na graça e vivem em pecados, outros vivem indiferentes na igreja não querendo fazer nada porque são salvos, isso é o que importa. Mas nós sabemos que não é bem assim. A graça nos mostra que não somos melhores do que ninguém na igreja; somos todos salvos pela mesma graça; não há lugar para o orgulho e a prepotência. Quem pensa que a predestinação é pretexto pra viver uma vida mundana, não compreendeu o plano de salvação de Deus. Como destacou Pedro: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1Pe 2.9). Somos o povo santo de Deus e separado para as boas obras (cf Ef 2.10).

“Tudo é pela graça na vida cristã, do início ao fim” (D M Lloyd-Jones)