terça-feira, 24 de outubro de 2017

A Reforma Protestante e o Cristianismo Atual



Quando, em 31 de outubro de 1517, o monge Martinho Lutero afixou as 95 teses na porta da Catedral de Wittenberg, na Alemanha, dando início ao movimento que viria a ser conhecido como Reforma Protestante, muito provavelmente ele não fazia ideia de onde tudo aquilo chegaria.
Sua intenção mais sincera era restaurar a igreja e mantê-la Una, Santa, Católica e Apostólica. Obviamente ele não imaginava que aquele ato, de alguma maneira, seria a causa da formação da espiritualidade ocidental.
Contudo, Lutero não foi o primeiro a levantar a bandeira da necessidade de reformar a igreja. Precursores como John Wycliffe, na Inglaterra, e John Hus, conhecido como o reformador da Boemia, pagaram o preço de perseguição e martírio (no caso de Hus) por se insurgir em prol da sã doutrina.
Na realidade, embora as teses de Lutero tenham sido um marco inicial para a restauração da sã doutrina bíblica, muito ainda deveria ser feito.
O movimento reformista formulou, a partir dos textos bíblicos, alguns pontos-chave, que seriam norteadores da fé. Vejamos a profunda simplicidade dessas propostas.
– A salvação pela Graça
(Efésios 2.8)
– A justificação mediante a fé
(Romanos 1.17)
– A centralidade de Cristo
(João 14.6)
– A autoridade das Escrituras
(2 Timóteo 3.16)
– Somente Deus merece a glória (Romanos 11.36)
Apesar de podermos considerar essas propostas como simples, talvez até óbvias em nosso tempo, elas sacudiram toda a base de poder na qual a igreja se auto estabelecera, tiveram profundo impacto sobre a ética e influenciaram o progresso do conhecimento em todo o mundo.
E é sobre esses cinco pilares que se baseia a Reforma Protestante. Muitos cristãos protestantes foram alvo de martírio durante séculos. Porém, a firmeza de suas convicções perpetuou a proclamação da Palavra de Deus.
Em decorrência do profundo compromisso dos homens e mulheres que se dispuseram a proclamar a verdade de Deus no passado, nós, cristãos do século 21, pudemos receber a mensagem do amor gracioso do Pai, que nos salva unicamente pela fé no sacrifício de cristo, conforme revelado em Sua Palavra.
A Ele seja toda honra, toda honra, toda glória e todo louvor!
Celebremos a Reforma Protestante da melhor forma: vivendo seus princípios e dispondo-nos apagar o preço de honrar a Deus em tudo o que fizemos.

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