terça-feira, 23 de agosto de 2016

quarta-feira, 10 de agosto de 2016





DEUS O PAI PERFEITO

Texto: Mateus 6:7-15
Comemoramos o Dia dos Pais. A relação entre pai e filho é tão importante e nobre que Cristo usou a analogia de Pai e filho para nos mostrar como deve ser nosso relacionamento com Deus. “Toda vez em que essa analogia é usada, porém, isto é, toda vez que repetimos a Oração do Senhor, deve ser lembrado que o Salvador fez uso dela num momento e lugar em que a autoridade paternal tinha uma posição muito mais elevada do que nos tempos modernos. Amor entre pai e filho, neste símbolo, significa essencialmente um amor cheio de autoridade de um lado, e amor obediente do outro.” Assim, nossos pais terrenos podem influenciar, de forma inconsciente, nossa perspectiva do Pai celeste. Mas, infelizmente, nosso mundo está infestado por uma epidemia de dor. Com o número de divórcios aumentando e o abuso contra as crianças berrando nas manchetes nacionais, não é de surpreender que para muitos o conceito de um Deus-Pai provoca reações de ira, ressentimento e rejeição. Por não conhecerem um pai humano bondoso e atencioso, mostra uma visão distorcida do amor do Pai celeste. Em muitos casos, esses indivíduos sofredores escolheram tão somente negar ou desprezar a existência de Deus. O que frustra a compreensão de Deus como Pai? Além das experiências negativas na infância, muitos experimentam um bloqueio emocional ou mental quando tentam chamar Deus de “Pai”, pois não o conhecem pessoalmente. Há diferença entre saber a respeito de Deus e conhecê-lo pessoalmente. “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome;” João 1:12
Outras pessoas têm dificuldade de relacionar-se com Deus como Pai porque durante a vida toda foram ensinadas a respeitá-lo. Para elas isso significa chamá-lo de Senhor. Usar um termo informal como “Pai”, parece-lhes falta de reverência. Entretanto a Bíblia nos ensina a chamar a Deus de “Pai” quando oramos: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;” Mateus 6:9 e nos diz que Ele deseja ter um relacionamento íntimo e pessoal conosco, seus filhos.
2. Algumas de nossas dificuldades mais comuns para compreendermos o imensurável amor de Deus são as feridas emocionais. Muitas vezes, essas feridas produzem cicatrizes que nos fazem hesitarem confiar inteiramente nele como
Pai.
Inúmeras pessoas sofrem mágoas e rejeição da família e não têm uma genuína figura paterna com quem se identificar. Tais experiências as impedem de conhecer a Deus como Ele realmente é,negando-lhes a alegria de desfrutar intimidade verdadeira com Ele. Há pelo menos sete diferentes áreas de conceitos errados a respeito de Deus que, com frequência, têm origem na infância:
1.       Autoridade – Às vezes fugimos da autoridade do nosso Pai celeste porque imaginamos que será como as outras figuras de autoridade em nossa vida. Não será! Ele é perfeito amor. É ele quem ordena: “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.” Efésios 6:4 2.
2.       Confiança – Para alguém que não sabe o que é ter pai, seja por causa de morte ou divórcio ,ou ainda por ter sido relegado à “orfandade” pelas exigências das carreiras dos pais, é difícil não duvidar da fidelidade de Deus. Não conseguem apagar as recordações infantis de promessas desfeitas e do abandono. Entretanto, seu Pai celeste estava presente quando você dava os primeiros passos como criança. Ele presenciou as mágoas e desapontamentos de sua adolescência e, neste instante, está presente com você. A intenção de Deus era que o cuidado e a segurança de um bom lar o preparassem para o amor dele.. Deus é o único Pai que jamais falhará conosco: “Se formos infiéis, ele permanece fiel; não podenegar-se a si mesmo.” 2 Timóteo 2:13 3.
3.       Valores – Nos nossos modernos lares, cheios de bugigangas caras e frágeis, as crianças ouvem constantemente palavras sobre a importância e o valor das coisas. No entanto ,muitas poucas vezes ouvem um simples: “-Eu te amo!”. Uma espécie de slogan, ou bordãoo repetitivo e destrutivo, vai cavando seu caminho no subconsciente das crianças: “As coisas são mais importantes do que eu. As coisas são mais importantes do que eu.” Não precisamos abandonar nossos lares e coisas, mas é precisamos alterar radicalmente as prioridades de modo que possamos comunicar o amor de Deus aos nossos filhos .Os valores de Deus diferem significativamente dos nossos. A criação exibe extravagância de cores e complexidade de formas, que transcendem o simples valor funcional. Uma pequena flor branca pode não ter valor econômico, apesar disso foi criada por Deus na esperança de que um dia um de seus filhos pudesse olhá-la e receber a benção dessa beleza. Além de que esta flor pode frutificar e dar um grande valor aos frutos, Deus e exemplo de humildade em sua criação ,A maior demonstração de amor do coração paterno de Deus revela-se na sua atenção aos detalhes de nossa vida. Deus não é avarento, possessivo, nem materialista. Somos nós que, com frequência, usamos as pessoas como se fossem objetos; Ele usa os objetos para abençoar as pessoas. Deus manifesta a sua generosidade mediante dádivas mais importantes do que meras coisas materiais. Graciosamente, Ele nos dá o que não pode ser tocado nem tem preço: o perdão, a misericórdia e o amor.
4.       . Afeição – Quando meu filhinho chega do quintal coberto sujeira e lama, eu o apanho e o lavo. Rejeito a sujeira, não rejeito o meu filho. Sim, nós pecamos. Realmente, quebramos o coração de Deus. Contudo, ainda somos o centro da atenção e do afeto divinos –. É Ele quem nos procurou para conceder-nos perdão e amor. Nós dizemos “Encontrei o Senhor”, mas na verdade foi Ele que, buscou, nos encontrou. Os meninos, por conta do falso conceito de masculinidade, recebem pouco afeto físico da parte dos pais. É comum ouvirem: “Não chore filho; homem não chora”. Entretanto, o amor de Deus cura os ferimentos de meninos e meninas da mesma maneira. Moisés certa vez invocou uma benção sobre cada tribo de Israel. A uma delas ele disse: “O amado do SENHOR habitará seguro com ele; todo o dia o cobrirá; e morará entre os seus ombros.” Deuteronômio 33:12. É aí que você habita também. Seja lá o que você é ou se tornará, você jamais deixará de ser nada mais, nada menos do que uma criança nos braços de Deus.
5.        Presença – Há um atributo de Deus que nem mesmo o melhor pai pode esperar imitar – a capacidade divina de estar conosco o tempo todo. Os pais humanos simplesmente não podem dar aos filhos toda a atenção 24 horas por dia. No entanto, Deus é diferente. Ele não apenas está com você o tempo todo, mas também lhe dá atenção de forma individual: “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” 1 Pedro 5:7 Deus é, e sempre será, nosso Pai verdadeiro. Procure não se ressentir das falhas dos pais terrenos, pois eles não passam de crianças que cresceram e vieram a ter crianças também. Em vez disso, deleite-se no maravilhoso amor do seu Deus e Pai.
6.       . Aceitação – Vivemos numa sociedade voltada para o desempenho. Mesmo quando não passava de um bebê você já era comparado a outras criancinhas. Muitos pais passam aos filhos a mensagem do tipo: se você trouxer para casa boletins com boas notas, se você tiver boa aparência, se você..., então, sim, você será aceito e “amado”. Nosso Deus, porém, nos ama com um amor incondicional. Nosso Pai celestial nos ama porque é amor. Embora não precisemos fazer nada para convencê-lo a nos amar, devemos receber seu amor. O que Deus nos pede é que nos aproximemos dele com honestidade e sinceridade; então Ele nos perdoará e nos transformará nos filhos que Ele deseja.
7.       .Comunicação – Uma tarefa difícil é a comunicação aberta e amorosa, sobretudo para os pais. Talvez por isso muitas pessoas retratam Deus tal qual seus pais terrenos: um homem bom e honesto, mas quieto e tímido, que jamais diz aos filhos que os ama e raramente conversa com eles.. No entanto, Deus comunica seu amor por nós de maneira claríssima. Na verdade, ele nos ama tanto que: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16 Deus se fez carne e habitou entre nós para nos comunicar esse amor incondicional. Se você acredita ter sido prejudicado em seu relacionamento com Deus por causa de uma carência, quer em uma área de amor paterno, quer materno, diga ao Senhor como você se sente e peça-lhe ajuda.


Entenda que você não está sozinho. Não existem pessoas perfeitas... nem pais nem mãe que nunca erraram. Todos já sofreram um tipo ou outro de mágoa. O importante é que você comece a conhecer a Deus pelo que Ele realmente é. Somente Deus é o Pai Perfeito. Ele sempre disciplina em amor. É fiel, generoso, bondoso e justo, e almeja passar bastante tempo com você. Seu Pai celeste quer que você receba o seu amor e saiba que você é especial e singular aos olhos dEle.