quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

             

Pr. Calvin Gardner foi ontem estar com o Senhor. 

Serviu durante 37 anos aqui no Brasil



     Ontem 24  de abril de 2015 recebi a noticia de falecimento do pastor Calvin Gardner não o conheci pessoalmente  mas , Ele teve uma importância em minha  vida , me despertando pelas doutrinas da Graças , me enviando vários livros  artigos jornais  trocamos vários emails
Pr. Calvin Gardner  serviu durante 37 anos aqui no Brasil veio ao Brasil trabalhar com os surdos. Desde então, o seu  ministério se expandiu para todos, surdos e ouvintes. Trabalhou na plantação de igrejas, mas também teve ministérios relacionados, tais como Seminário / Ministério DVD CD. Web site. Distribuição de livros e literatura para pastores e seminaristas e líderes
Como ele mesmo dizia  que  seus objetivo  pessoais ela  para cumprir seu chamado fielmente até o fim. Um versículo importante para ele  era 2Co 8:12 ", Porque, se há prontidão de vontade, é aceitável segundo o que um homem tem, e não segundo o que não tem. "Desde o seu  diagnóstico com a doença de Parkinson em 2003, este versículo continuava  a incentivar.-lo Atualmente o pastor  Calvin estava residindo na cidade de Presidente prudente .

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Conferência Fiel 2014


conferência Fiel 2014, foi uma experiência extraordinária, e muito edificante, com pregações e estudos sobre a obra do Espírito Santo, na salvação do homem, na santificação, ação e habitação no antigo testamento, mas artes e cultura, na comunhão da igreja de Cristo, ação do Espírito Santo através dos meios de graça e na vida vindoura.As mensagens todas elas trouxe grande impacto para minha vida, além de pode ver a grande devoção e fervor, na pregação das mensagens.Sou grato a Deus, porque pude participar por providência dele, não espera ter essa oportunidade este ano. Também agradecido estou ao Senhor, por encontrar amigos que antes conhecia por esta rede social, e os novos amigos que pude fazer na conferência, além de matar saudades dos antigos amigos.
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Ordenação  Pastoral 




A Igreja Batista Bíblica de Barretos viveu um momento muito especial, com a Ordenação ao Ministério da Palavra do Pr. Cleiton Silva Souza. O culto no sábado a noite no dia 05/04/2014 marcou este momento ministerial tão importante na vida não apenas do Pr. Cleiton , mas também de sua família, amigos e da Igreja.

 O culto foi conduzido pelo Pr.Carlos  morais e contou  com momentos de adoração e reflexão bíblica. Observando as orientações da denominação Batista, foi realizado também o Ato Formal de Ordenação ao Ministério da Palavra do Pr. Cleiton Souza, por meio de Assembléia Extraordinária onde os membros da Igreja Batista Bíblica de Barretos  aprovaram o Parecer do Concílio que sabatinou o referido Pastor e recomendou sua ordenação.

O Pr. Cleiton é casado com a Irmã Maraísa Palheta Souza e pai do pequeno Estevão  se converteu em 1991 na igreja batista  do município de Babilônia MG Teve passagem pela Segunda Igreja Batista de passos MG  pelas Igreja Batista independentes  de franca  SP. Iniciou seus estudos em Teologia em 2002, pelo Seminário  Batista Independente Macedônia . Desde janeiro de 2013 e membro da A Igreja Batista Bíblica de Barretos



“Quero muito agradecer mais uma vez ao meu Senhor, que me tirou de uma vida triste, miserável e me “trouxe para sua gloriosa luz” (Cl. 1:13); a minha família que esteve comigo todo esse tempo; a igreja que me acolheu agradecer a todos os pastores, professores e líderes que auxiliaram na minha formação, e por fim, agradecer às orações de todo o povo de Deus, que me fortaleceram e me fortalecem em todas as circunstâncias. Agradeço de todo o meu coração a todos os preciosos pastores que participarão de minha examinarão e ordenação.  Cleiton Souza 





Igreja batista Bíblica de Barretoscomemoração aos seus 34 anos



 Igreja batista Bíblica de Barretos , realizou nos dias 19 e 20 de  outubro   uma serie de conferencias em comemoração aos seus 34 anos de fundação , o preletor foi o pastor cleyton Maciel da igreja batista boas novas  de Guairá  são Paulo os temas abordados na conferencias foram.  O Colapso do ser humano sem Cristo (sábado à noite) Um passeio pelas doutrinas da graça (domingo de manhã) , Conquistas da obra de Cristo na cruz (domingo à noite) A Igreja Batista Bíblica foi fundada pelo missionário americano Lanny Gene Wood, sua esposa Judith Ann Wood e seu filho Jody Lawrence Wood, como uma missão e congregação local sob a autoridade da Igreja Batista de Oaktrail, situada na cidade de Grambury, estado do Texas, nos Estados Unidos da América do Norte  no dia 14 de outubro de 1979, A missão e congregação foi organizada como uma Igreja Batista Fundamentalista no dia 15 de outubro de 1984, com 25 membros fundadores e designada pelo nome Igreja Batista Bíblica de Barretos


A Igreja Batista Bíblica realizou os seus cultos numa propriedade alugada na Rua Messias Gonçalves no período de 14 de outubro de 1979 até 12 de dezembro de 1985, quando então mudou-se para a Avenida 29, nº 0449, onde os cultos foram iniciados na sua sede própria e até hoje continua suas atividades e os seus ministérios evangélicos.durante este tempo a igreja foi pastoreada pelos pastores . Lanny Gene Wood, (1984-1998) João Francisco Teodoro filho (1998-2004) , João Camargo de Vasconcelos, (2004-2008) Lanny Gene Wood, (2008-2012) neste ano de 2013 a igreja esta sendo pastoreada  pelos ,irmão Alexandre Roberto oliveira  , e  com o irmão Cleiton silva Souza como co-pastor . a igreja esta organizando a ordenação destes dois irmãos para o próximo ano de 2014 , a igreja possue um blog onde são colocado semanalmente mensagens estudos bíblicos  onde  podem ser feitos  Downloads de mensagens em mp3 e estudos bíblicos http://batistabiblicabarretos.blogspot.com.br


IGREJA BATISTA BÍBLICA DE BARRETOS

AV: 29 N 0449 - SÃO JOSÉ / BARRETOS-SP


TELEFONE. (17) 3324-5582




                                         Email batistabiblicabarretos@gmail.com


EU CREIO NAS CINCO SOLAS 

  Sola Scriptura: somente a Escritura Sagrada

             Solus Christus: somente em Cristo
               Sola gratia: somente a graça
               Sola fide: somente a fé
               Soli Deo gloria: somente a Deus toda glória


1. Somente a Escritura Sagrada: é a nossa única fonte e regra de fé e prática.

O calvinismo possui o seu sistema doutrinário centrado na Escritura Sagrada. Desde a Reforma do século XVI foi ensinada a doutrina da sola Scriptura – ou seja, que a Escritura é a única fonte e regra de autoridade. Entretanto, a autoridade da Escritura resultado do fato dela ser a Palavra de Deus. John H. Armstrong corretamente observa que “a autoridade é encontrada no próprio Deus soberano. O Deus que ‘soprou’ as palavras por meio dos escritores humanos está por trás de toda afirmação, toda doutrina, toda promessa e toda ordem contidas na Escritura”.[1] Se rejeitarmos a Escritura Sagrada estamos desprezando a vontade preceptiva de Deus.

A Bíblia tem autoridade porque ela é revelação da vontade de Deus. Por isso, “as inspiradas Escrituras, revelando a vontade transcendente de Deus em forma escrita e objetiva, são a regra de fé e conduta através da qual Jesus exerce sua autoridade divina na vida do crente.”[2] Em outras palavras, esta doutrina significa que a base da nossa doutrina, forma de governo de igreja, culto e todas as esferas da vida, não se fundamentam no tradicionalismo, no subjetivismo, no relativismo, no pragmatismo, ou no pluralismo, mas é extraída somente na Escritura Sagrada. Cremos que suficientemente ela é a verdade absoluta, porque somente a Escritura é a Palavra de Deus (2 Tm 3:16-17; 2 Pe 1:19-20).

2. Somente Cristo: o único mediador da nossa salvação.

O nosso Senhor Jesus se fez um de nós para ser o nosso substituto. Ele é o nosso único representante diante de Deus. O Pai firmou o pacto da redenção que estipulava que o Filho viesse ao mundo para cumprir a sua vontade (Jo 4:34; 6:38-40; 10:10). A Confissão de Fé de Westminster declara que

aprouve a Deus em seu eterno propósito, escolher e ordenar o Senhor Jesus, seu Filho Unigênito, para ser o Mediador entre Deus e o homem, o Profeta, Sacerdote e Rei, o Cabeça e Salvador de sua Igreja, o Herdeiro de todas as coisas e o Juiz do Mundo; e deu-lhe desde toda a eternidade um povo para ser sua semente e para, no tempo devido, ser por ele remido, chamado, justificado, santificado e glorificado.[3]

Não temos outro mediador pelo qual possamos ser reconciliados com Deus, a não ser Jesus Cristo (At 4:11-12; 1 Tm 2:5). A sua obra lhe confere autoridade para declarar justo todos quantos o Pai lhe deu (Jo 6:37,39,65). Toda a obra expiatória de Jesus é suficiente para a nossa salvação (Rm 8:1). Somente através da perfeita obra de Cristo seremos salvos. A nossa culpa e merecida condenação caiu sobre ele (Hb 2:10). A sua obediência ativa cumpriu todas as exigências da Lei, bem como submetendo passivamente à condenação, fez com que pela sua humilhação, obtivesse plena satisfação da justiça de Deus. O Pai retirou o seu consolo e derramou sobre Cristo a sua ira divina, punindo nele o nosso pecado. As nossas iniquidades estavam sobre o Filho, e a justa ira de Deus veio sobre o nosso pecado na cruz (Hb 2:10). Jesus tornou-se amaldiçoado em nosso lugar sobre o madeiro (2 Co 5:21). O Filho de Deus sofreu os tormentos do inferno intensivamente na cruz, o que sofreríamos extensivamente na eternidade. Cremos que a sua morte expiatória na cruz satisfez a justiça de Deus e, eliminou completamente a nossa condenação futura (Rm 3:24-25), redimindo-nos de todos os nossos pecados (Ef 1:7).


3. Somente a graça: a única causa da nossa aceitação.

Cremos que a salvação do homem não é resultado de algum mérito pessoal (Rm 3:20, 24, 28; Ef 2:1-10). Todo ser humano possui uma disposição moral totalmente corrompida, de modo que, ele é incapaz de satisfazer perfeitamente a Lei de Deus (Tg 2:8-10). O empenho de merecer a salvação pelas boas obras somente resulta em condenação. Sem a graça a nossa predisposição natural é somente para o pecado (Rm 7:13-25).

A Escritura nos revela que todo ser humano em seu estado natural é inimigo de Deus (Rm 3:23; 5:10). O teólogo puritano Stephen Charnock observou que “todo pecado é uma espécie de amaldiçoar a Deus no coração. O homem tenta destruir e banir Deus do coração, não realmente, mas virtualmente; não na intenção consciente de cada iniquidade, mas na natureza de cada pecado.”[4] A dureza de coração lhe é normal, porque ele está rígido como uma pedra (Ez 36:26-27).

O livre arbítrio perdeu-se com a Queda.[5] Esta capacidade de agir contrário à própria natureza foi perdida com a escravidão do pecado. No início, Adão criado em santidade, foi capaz de escolher contrário à sua inclinação natural de perfeita santidade e, decidiu pecar. O primeiro homem livremente passou a agir de acordo com a escravidão dos desejos mais fortes da sua alma corrompida pela iniquidade. Ele é livre, mas a sua liberdade é usada tendenciosamente para pecar conforme os impulsos de sua inclinação para o pecado. Se ele for deixado para si mesmo, ele sempre agirá de acordo com a sua disposição interna, ou seja, naturalmente escolherá pecar (Rm 1: 24-32; 3:9-18; 7:7-25; Gl 5:16-21; Ef 2:1-3).

A nossa salvação é resultado da ação da livre e soberana graça do nosso Deus. AConfissão de Fé de Westminster declara que

todos aqueles que Deus predestinou para a vida, e só esses, é ele servido, no tempo por ele determinado e aceito, chamar eficazmente pela sua palavra e pelo seu Espírito, tirando-os por Jesus Cristo daquele estado de pecado e morte em que estão por natureza, e transpondo-os para a graça e salvação. Isto ele o faz, iluminando os seus entendimentos espiritualmente a fim de compreenderem as coisas de Deus para a salvação, tirando-lhes os seus corações de pedra e dando lhes corações de carne, renovando as suas vontades e determinando-as pela sua onipotência para aquilo que é bom e atraindo-os eficazmente a Jesus Cristo, mas de maneira que eles vêm mui livremente, sendo para isso, dispostos pela sua graça.[6]

Somente a ação soberana e eficaz do Espírito Santo é capaz de regenerar corações implantando uma nova disposição santa. O resultado é a libertação da escravidão do pecado. Esta obra Deus a realiza pela graça somente.


4. Somente a fé: é o único instrumento de posse da nossa salvação.

A fé é o meio normal pelo qual o Espírito Santo aplica o processo da salvação nos eleitos. Entretanto, devemos lembrar que a fé é dom de Deus e não uma virtude humana (Rm 4:5; 10:17; Ef 2:8-9; Fp 1:9). O Breve Catecismo de Westminster define este dom: “fé em Jesus Cristo é uma graça salvadora, pela qual o recebemos e confiamos só nele para a salvação, como ele nos é oferecido no Evangelho.” OCatecismo de Heidelberg esclarece que

a verdadeira fé é a convicção com que aceito como verdade tudo aquilo que Deus nos revelou em sua Palavra. É também a firme certeza de que Deus garantiu – não só aos outros como também a mim – perdão de pecados, justiça eterna, e salvação por pura graça e somente pelos méritos de Cristo. O Espírito Santo realiza essa fé em meu coração por meio do evangelho.[7]

Por isso, a teologia reformada entende que a verdadeira fé é o resultado de um iluminado conhecimento, da plena concordância verdade e da firme confiança na Palavra de Deus.


A justificação vem pela fé somente na obra de Cristo. Nenhum homem pode ser salvo, a não ser que creia na expiação realizada por Cristo, confiando exclusivamente nele (Rm 1:17; Tt 3:4-7; 1 Jo 5:1). A justiça de Cristo que é imputada sobre nós concede, garante e mantém-nos aceitos na comunhão eterna de Deus.

A verdadeira fé conduz as boas obras que evidenciam a salvação e glorificam a Deus. A salvação é pela fé somente, mas a fé salvadora nunca está sozinha. A fé salvadora produz amor prático ao próximo, santidade pessoal em obediência à Palavra de Deus. A Escritura Sagrada declara que “pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2:10).

5. Somente a Deus toda glória: o único objetivo da nossa salvação.

Cremos no único Deus, que é Senhor da história e do universo, “que faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade” (Ef 1:11). É nossa convicção que a finalidade principal da vida não é necessariamente o bem-estar, a saúde física, a prosperidade, a felicidade, ou mesmo a salvação do homem, mas, a glória de Deus e na manifestação de todos os seus atributos. Johannes G. Vos comentando o Catecismo Maior de Westminster observa que “quem pensa em gozar a Deus sem o glorificar corre o risco de supor que Deus existe para o homem, e não o homem para Deus. Enfatizar o gozar a Deus mais do que o glorificar a Deus resultará num tipo de religião falsamente mística ou emocional.”[8] Deus não existe para satisfazer as necessidades do homem, embora ele o faça por amor de si mesmo (Ez 20:14). O homem foi criado para o louvor da glória de Deus (Rm 11:36; Ef 1:6-14).[9]

É verdade que a glória de Deus transcende ao nosso entendimento, mas ela pode ser percebida pela sua manifestação na criação e pela revelada Palavra da Deus. João Calvino no início de suas Institutas escreve que

a soma total da nossa sabedoria, a que merece o nome de sabedoria verdadeira e certa, abrange estas duas partes: o conhecimento que se pode ter de Deus, e o de nós mesmos. Quanto ao primeiro, deve-se mostrar não somente que há um só Deus, a quem é necessário que todos prestem honra e adorem, mas também que Ele é a fonte de toda verdade, sabedoria, bondade, justiça, juízo, misericórdia, poder e santidade, para que dele aprendamos a ouvir e a esperar todas as coisas. Deve-se, pois, reconhecer, com louvor e ação de graças, que tudo dele procede.[10]

Mas, por que a nossa felicidade depende da glória de Deus? Simplesmente porque a nossa dignidade e satisfação dependem de vivermos sem a insensatez, vícios e destruição causados pelo pecado. Somente quando obedecemos à vontade de Deus, segundo as Escrituras, podemos andar aceitáveis em sua presença e desfrutar dos benefícios das suas promessas. Aurélio Agostinho em sua obra Confissões declarou que “Tu o incitas para que sinta prazer em louvar-te; fizeste-nos para ti, e inquieto está o nosso coração, enquanto não repousa em ti.”[11] Assim, quanto maior for a nossa satisfação em Deus, ele será mais glorificado em nós!


O soberano Senhor não compartilha a sua glória com ninguém! O nosso orgulho é uma ofensa gravíssima ao nosso Deus. Não é em vão que ele denúncia a sua rejeição aos soberbos (Tg 4:6-10). Somente ele é o Altíssimo, enquanto o pecador consegue em suas fúteis pretensões ser apenas uma ilusória altivez. Não podemos esquecer de que somos chamados para ser servos do seu reino, e de que toda a abrangência de nossa vida está ao seu serviço (Rm 11:36).

O profeta Jeremias disse que assim diz o SENHOR: não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em entender, e em me conhecer, que eu sou o SENHOR, que faço benevolência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR. (Jr 9:23-24). Assim, em compromisso, confessamos que “porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém.” (Rm 11:36).



A GRAÇA DE  DEUS



Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem do seu encarcerado, que sou eu; pelo contrário, participa comigo dos sofrimentos, a favor do evangelho, segundo o poder de Deus,  que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos.”  (2Tm 1.8-9)

Em suas cartas, muitas vezes, o apóstolo Paulo olhava para trás, para a sua própria vida com sentimento de tristeza, mas também maravilhado. Tristeza pelo que ele havia sido no passado: orgulhoso, autoconfiante, arrogante e rejeitava a Cristo. Porém ele olha também extasiado para aquilo que é agora com Cristo: o líder da comunidade cristã, aquele que recebeu a revelação direta de Deus, um plantador de igrejas e acima de tudo, um homem determinado a conhecer o Senhor Jesus.

Com o passar dos anos os cristãos têm debatido muito sobre o processo de conversão. Como se dá? Depende ou não do homem? A Bíblia não nos deixa dúvida que é pela graça de Deus (Ef 2.8). Sem a graça de Deus desde a eternidade passada, não haveria salvação no presente (cf 2Tm. 1.9).

A posição da igreja reformada no decorrer da história da igreja é que a nossa resposta a Deus depende da graça divina, do começo até o fim. Nós não recebemos a influência do Espírito Santo quando cremos, mas para crermos. A realidade que a Bíblia apresenta sobre o homem é que ele é incapacitado de ir a Deus porque está morto em seus pecados: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados”(Ef. 2.1 ler: Rm 8.7; Jo 6.44). Essa verdade não é muito aceita por “teólogos psicólogos ” dos dias de hoje.

Se somos incapazes de fazer alguma coisa, como age essa graça maravilhosa para salvação do homem o qual está morto?

Deus escolheu antes da fundação do mundo

E isso  foi de acordo com o propósito de Deus: “assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Ef. 1.4-5). A Escritura Sagrada também afirma que Deus nos conheceu de antemão: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.” (Rm 8.28-30) -  No grego a palavra “antemão” vem de uma raiz que dá origem a palavra “horizonte”(harizo). A constelação de nome Horion tem a mesma raiz e é a constelação que está no limite do olho humano, ou seja, até ali o olho humano enxerga. Com a palavra predestinação, entendemos que desde os tempos eternos Deus nos trouxe para o seu horizonte.

Deus conhece os que são seus – “Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor.” (2Tm 2.19)  Nós acordamos quando Deus nos chamou. Muitos cristãos perdem um bom tempo discutindo sobre predestinação, quando o que Deus tenciona é que desfrutemos dela. Temos que descansar na salvação de Cristo. Deus te escolheu para um propósito assim como escolheu Jeremias (cf Jr. 1.5).

Deus cuida dos escolhidos

Deus conduz a nossa vida para a conversão – Acredito, um pouco por experiência própria, que o Senhor conduz com segurança aqueles que hão de conhecê-lo. É claro que tem casos onde o Senhor se mostra à pessoa que está num estado terminal de saúde, ou vítima de um acidente. Mesmo assim, o Senhor se faz conhecer a ele. O Senhor conduz, e cuida dos Seus eleitos para que eles tenham conhecimento de Sua Palavra. Deus nos prepara para a salvação. Isso também é Graça de Deus. Apesar de tudo que Paulo viveu o Senhor o preservou para que ele tivesse aquele encontro com Cristo que mudaria a sua vida (cf At. 9). O rei Davi disse ao Senhor: “Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda.” (Sl 139.16). Não só presciência de Deus é destacada aqui, mas também o seu controle total sobre a vida de seus eleitos.

Deus chama os escolhidos

Esse é o momento em que dizemos: “agora entendo!”  O apóstolo de Cristo destaca: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Rm 8.28). Como acontece esse chamado da Graça? “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou...” (Rm 8.30). O chamado acontece através da Palavra de Deus: “… E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?…”(Rm 10.14). E ainda diz o apóstolo: “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo.”(v.17). John Bunyan, conta em seu livro “graça abundante” que chegando em uma cidade ouviu um grupo de mulheres que estavam conversando e ele achava que elas estavam fofocando. Quando ele chegou perto para ouvir, percebeu que elas estavam falando de Cristo, nunca mais ele esqueceu o que ouviu, e Deus trabalhou em sua vida até leva-lo à salvação.

Aqui precisamos destacar algo muito importante:

A mensagem do Evangelho é para todos, como disse Jesus: “… Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” (Mc 16.15). Todos devem ouvir sobre Cristo, sua obra e poder! Essa é a chamada externa. Desde o AT que esta verdade é anunciada: “Anunciai entre as nações a sua glória, entre todos os povos, as suas maravilhas.” (Sl 96.3).

Só o chamado externo é insuficiente para habilitar um pecador a vir a Jesus Cristo. Quem não for eleito, ainda que seja chamado pela Palavra de Deus, jamais virá a Cristo Jesus! Eles jamais aceitarão ao Senhor Jesus Cristo!

Mas a mensagem da Palavra de Deus se torna eficaz para os eleitos – Conhecida comoChamada Eficaz, que é um ato especial do Espírito Santo, o qual opera o novo nascimento. A regeneração é uma experiência que pertence somente aos eleitos. Essa é a chamada “interna” que transforma coração duro como pedra em um de carne, maleável (cf Ez 36.26). A chamada Eficaz é um chamamento tanto “interior” quanto “exterior”.

Conclusão: Como você tem enxergado essa graça em sua vida? Muitos escoram na graça e vivem em pecados, outros vivem indiferentes na igreja não querendo fazer nada porque são salvos, isso é o que importa. Mas nós sabemos que não é bem assim. A graça nos mostra que não somos melhores do que ninguém na igreja; somos todos salvos pela mesma graça; não há lugar para o orgulho e a prepotência. Quem pensa que a predestinação é pretexto pra viver uma vida mundana, não compreendeu o plano de salvação de Deus. Como destacou Pedro: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1Pe 2.9). Somos o povo santo de Deus e separado para as boas obras (cf Ef 2.10).

“Tudo é pela graça na vida cristã, do início ao fim” (D M Lloyd-Jones)    

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